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terça-feira, 17 de setembro de 2019

“A Odisseia de Ulisses e a Espera de Penélope”



Penélope¹, é uma das fortes personagem da mitologia grega. É aquela que aguardou muitos anos pelo retorno de seu marido, Ulisses, que partiu para a Guerra de Troia² (já no primeiro ano de matrimônio do casal). E sem saber de nada, Penélope nem imaginava, que após Troia, Ulisses ainda iria para a Odisseia. 

Enquanto Ulisses se aventurava entre sereias e feiticeiras, Penélope o esperava, fielmente, ano após ano, sem qualquer notícia do marido. Mas, com o passar do tempo, todos acreditavam que Ulisses havia morrido e, seus pais insistiram para que ela escolhesse outro homem para esposar. 

Mas, um pouco por teimosia e muito por amor, Penélope resistiu. Primeiro disse aos pretendentes (despistando), que se casaria novamente tão logo terminasse o seu novo enxoval³.  Mas, o enxoval que bordava pela manhã, ela desmanchava à noite. Quando foi descoberta por seu pai Icarius, disse que casaria com aquele que vencesse uma corrida, crendo que somente Ulisses seria capaz de vencer tal prova. Mas, um pretendente conseguiu vencer... e era o próprio Ulisses, que retornava ao lar, após vinte anos de ausência por decorrência das guerras.

A saga de Ulisses e Penélope serve de referência para os casais de hoje, que terminam os seus casamentos, antes mesmo de voltar da lua de mel (até porque, os casais fazem suas luas de mel antes de se casar).

E será que Ulisses se manteve fiel a Penélope com sua forçosa distância? Não creio, pois, ele teve uma farta experiência de vida. Já Penélope, ficou vinte anos casta, esperando pelo marido que, de fato, nunca voltava. O homem que voltou, vinte anos depois, é claro, não poderia retornar o mesmo, pois, ele foi transformado pelas lutas da vida, pelas aventuras. Mas, ela, na eterna expectativa (por quem ficou de vir), pouco mudou, além da aparência física que a idade impõe. 

Algumas mulheres do Mundo real, que são coniventes ao encarnar a Penélope, sustentando em seus lares “suas guerras pessoais” anos a fio, numa relações com gente para lá de complicada (marido, filhos, sogra, etc...) - aí, psicologicamente comprometidas, nossas Penélopes do Mundo contemporâneo vivem guerras emocionais, contra seus monstros internos, esperando o retorno daquele marido por quem se apaixonaram, mesmo estando vivendo ao lado deles.

Casar é fácil, manter-se casado que é complexo. As pessoas na época da vovó já se casavam errado, pois, casava-se porque, as famílias faziam gosto e, por vezes, os noivos, só se conheciam no altar. Mas, hoje em dia, os casais se unem e se transformam em “parceiros defeituosos”, gente “insossa”, que se conheceu durante o namoro e, não assimilou as virtudes que cada um possui, muito por falta de vontade, mas, na maior parte das vezes, por falta de amor, porque, apaixonaram-se pelo que acharam que eles poderiam ser juntos, mas, o potencial afetivo deles, jamais se uniu verdadeiramente. E aí, enquanto eles se consomem em suas “guerras e odisseias”, elas, esperaram em casa e não alcançam nada, além de costurar uma bela colcha de retalhos de solidão acompanhada.

Mas, será que as Penélopes do século 21, esperam sem reclamar como a original? Acho pouco provável, pois, as mulheres de hoje são empoderadas, expressivas, e já não se lamuriam por pouco e muito menos, sabem esperam por alguém desinteressado. De contrapartida, muitas ainda se calam diante da violência de maridos truculentos e esperam eles melhorarem, mas, nem eles e nem a vida melhoram. Inventam desculpas que justifiquem a sua espera: “Ele não pode viver sem mim; não sabe fritar um ovo... Não consegue nem passar um lenço!” Mas, a mulher de verdade seria a “Amélia” da canção?

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Não vê que eu sou um pobre rapaz.
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai meu Deus que saudade da Amélia
Aquilo sim que era mulher.
As vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado dizia
Meu filho o que se há de fazer?
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia que era a mulher de verdade.

As mulheres que vivem paparicando maridos insolentes, são condescendentes e codependentes de seus maridos ruins. Elas acreditam fielmente que precisam deles, que precisam de um homem que as façam se sentir sublimadas, uma quase Penélope, com uma visão sobre o amor, vista através de um caleidoscópio. Só que não são divinas e nem tem a eterna paciência sublime da Penélope, que esperou Ulisses, através de um amor puro “de um lado da linha”, das suas costuras infindas.

Depois, quando tudo dá errado, a psicologia tenta explicar (no meu modo de ver as coisas, erroneamente), ao afirmar, que este modelo de mulher vem da mãe, que também foi uma Penélope as avessas, pois, a Penélope certa espera Ulisses e não se submete a ele.
   
Assim sendo, dando um upgrade na história, imaginemos se a Penélope não tivesse esperado Ulisses e escolhido um outro homem (entre os que a cortejava), para se casar novamente. Quem nos garante, que este novo esposo, poderia ou não ser um grande amor? E o que poderia Ulisses dizer, depois de vinte anos ausente em seus dias, sem enviar qualquer notícia? Enfim, nada sabemos. Mas, o que podemos arriscar, é dizer que o verdadeiro amor tem de ser paciente, mas, tem também de ser respeitoso. 
   
Isso que vou destacar é um clichê, mas, é também uma realidade de vida: só pode amar o outro, quem se ama primeiro, pois, amar é oferecer ao outro o que temos de melhor. E só reconhecemos o que temos de melhor, quando nos amamos incondicionalmente. E não falo em egoísmo e sim, em altivez.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Penélope (em grego: Πηνελόπη), que na mitologia era esposa de Ulisses, filha de Icarius e Periboea. 

² Em grego antigo Troia Τροία; Ίλιον; em Ílion; Wilusa ou Truwisa em hitita; em turco Truva.

³ Há outra versão, onde Penélope afirma que só aceitaria um novo casamento quando terminasse de tecer a mortalha prometida a Laerte ou Laërtes (em grego: Λαωντης), seu sogro. Como estratégia para permanecer fiel ao marido, ela tecia o sudário todas as manhãs e o desfazia à noite, deixando sempre o trabalho inacabado.

 O samba: “Ai Que Saudades da Amélia” (1942), foi composto por: Mário Lago (26 de novembro de 1911 - 30 de maio de 2002) e Ataulfo Alves de Sousa (2 de maio de 1909 - 20 de abril de 1969).



61 comentários:

  1. Bela história e como você mesmo disse, é bem diferente da realidade do mundo de hoje. Relações amorosas estão cada dia mais complicada de viver.
    Beijos♥

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    1. Minha querida Juciane,
      A mitologia nos mostra muitas coisas que fazemos e vivemos em nossas vidas e muitas vezes nem percebemos.
      As relações amorosas estão sim, muito complicadas... E as "Penélopes" do Mundo contemporâneo, sentam no sofá e esperam... Esperam... Esperam, mas, não sabem nem o que estão esperando e isso é desesperador!!! (Se é que você me entende?) 😂😂😂
      Beijos!
      Você mora no meu ❤️

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  2. É uma reflexão interessante esta. Na verdade, a história de Penélope e Ulisses sempre foi uma das minhas favoritas daquelas que nos foram deixadas pelos gregos. É difícil pensar como seria nos dias de hoje, mas este é um daqueles casos de amor verdadeiro...

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    1. Joana,
      Eu também gosto muito das narrativas mitológicas, principalmente as gregas. Mas, creio que o amor, enquanto amor (lógico, que sem exageros), tem de ser verdadeiro. Porém, um amor que "despista" as novas possibilidades, na expectativa de reaver o amor que se foi, esse, minha querida amiga, é complicado de imaginarmos nos dias de hoje.
      Beijos!!!

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  3. Mientras Ulises guerreaba Penelope y Odiseo tuvieron a Telemaco. Hasta en la mitología o especialmente en ella la fidelidad no estaba de moda. Un abrazo

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    1. Ester,
      Por supuesto, los buenos valores en la vida (o en la mitología) siempre se pasan por alto muchas veces.
      ¡Un abrazo!

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  4. A espera e o retorno são temas recorrentes na literatura mundial. Essa sua bela lembrança da narrativa do retorno de Ulisses a Ítaca deixou uma "pulga atrás da orelha" no imaginário ocidental. Tal como a de Penélope na Odisseia de Homero. Esse é mais um texto de relevante valor, nessa sua galeria de textos que mesclam e entremeiam sempre inteligencia e bom humor. BRAVO!
    Um abraço.

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    1. Meu caro Barbosa,
      Narrativas assim nos fazem refletir e repetir suas tramas em nossas vidas, seja de maneira consciente ou inconsciente. Assim, não sei se a vida imita a arte ou se é a arte que imita a vida?
      Retribuo o teu abraço e agradeço o tom sempre elogioso das tuas palavras sobre as minhas publicações aqui no DOUG BLOG!

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  5. Como sempre uma beleza de contextualização e reflexão sobre a relação e o amor de cumplicidade. Acho lindo dizer que amar é doar o melhor de nós, que se aproxima de um catolicismo bonito nas palavras de Cristo. Muito boa sua postagem com critica perfeita à modernidade. Mas uma espera como de Penélope é mesmo para a historia.
    Aplausos amigo.
    Meu abraço mineiro.

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    1. Meu caro Toninho,
      O amor perfeito é mesmo o amor pela fé... Aquele que não precisamos ver para saber que ele existe.
      Fico feliz por ter gostado do meu texto, pois, isso só me incentiva a escrever sempre mais, para vocês meus amigos.
      Agora, vê se não some do DOUG BLOG, por que "à Penélope" só espera pelo "Ulisses" mesmo!!! 😂😂😂
      Um abraço carioca (de pais e avós 100% mineiros!!!)

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  6. A Odisséia de Homero é uma das minhas histórias favoritas. Obrigado pelo post. Saudações

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    1. Emilio,
      Fico feliz que tenha gostado da postagem.
      Relatos mitológicos, são sempre muito interessantes.
      Um abraço!

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  7. Oi, Douglas são tantas as situações, tantas são as épocas e as culturas para vermos a evolução do amor e da vida conjugal! A evolução da vida a dois está ligada a evolução da mulher, e veio caminhando a passos largos após a geração de nossas avós que já era bem diferente, quando lembro penso ter sido outro mundo, e olha que minha avó já era tida como bem evoluída, mulher culta, lia romances em francês, era tida e vista como General rssss. Porém o que marcou muito, além da pobre Penélope e Amélia, a mulher de verdade, tem aquele sucesso de Lupicínio que a mulher já estava mais evoluída, (será que estava?):
    "De dia me lava a roupa
    De noite me beija a boca
    E assim nós vamos vivendo de amor"
    Porém, todos sabem que o cerne da questão é o mesmo, a raiz é a mesma, o amor tem de ser paciencioso, companheiro, amigo sim, tem de ser trabalhado, regado todos os dias, e principalmente o respeito mútuo, esse é fatal se não houver... tchau! E o respeito a nós mesmos, claro.
    Excelente teu texto, com aquela tua pitada cáustica!! rsss
    Beijo, querido amigo, uma boa semana.

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    1. Minha querida amiga Taís,
      Como diria Nelson Rubens... OK! OK! Que bom que gostou das minhas pitadas cáusticas no texto! 😂😂😂
      Mas, vamos ao que interessa... Hoje na tua postagem sobre Affonso Romano de Sant'Anna, comentei sobre a minha amada amiga Marina Colasanti (Mulher dele, pois, ela acha a palavra esposa piegas). 😂😂😂
      Por falar na Marina, não sei se você conhece o livro dela: "A Nova Mulher" (1980)... Está aqui na minha biblioteca do DOUG BLOG. Esse livro relata as peripécias que as mulheres tem de passar para encontrar amor, respeito e felicidade nas relações. Ela aborda se vale a pena até as relações das mulheres com homens casados.
      Agora, sobre a Penélope... Esperar é um dom que nem todo mundo tem... Ainda mais quando o assunto é fidelidade somada ao amor.
      Gostei muito do teu comentário aqui... Um dia ainda quero escrever uma crônica em parceria contigo, acho que será nitroglicerina pura!!! 😂😂😂
      Retribuo os teus beijos e o desejo de boa semana!!!

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  8. Duglas!
    Que maravilhosa forma de passar
    conhecimento: linguagem atual
    sem perda de qualidade.
    Adoro!
    Mas
    Hoje venho apresentar um
    novo espaço que estamos construindo.
    Por lá não falaremos de assuntos
    muito comuns, entretanto
    são assuntos que fazem parte
    da vida de todos nós.
    Lá não há o ícone de seguidores,
    cada leitor passa por la e lê
    o que desejar e comenta se quiser.
    Não há obrigações.
    Obs: Hoje( e todas as 4as)
    temos um conto/
    do Palhaço Poeta lá em nossa casa.
    Bjins
    CatiahoAlc.

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    1. Catiaho,
      Primeiramente, obrigado por sempre apreciar os meus textos e artes.
      Sobre o teu novo espaço, passarei lá para dar umas "bisbilhotadas" 😂😂😂
      Retribuo os teus beijos.

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  9. Siempre me gustóny me sigue gustando la mitología.Saludos

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    1. Charo,
      La mitología de cualquier tipo es uno de los arquetipos que siempre nos enseñan.
      ¡Un abrazo!

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  10. Amigo jornalista, Douglas, que gostoso ler aqui, sou suspeita em falar sobre personagens de Mitologia, principalmente a grega, amo poetizar sobre!
    Penélope, ela amava o marido, acho que ele também a amava.
    Antigamente muitas mulheres eram mesmo submissas, embora nem todas, pois pra todas as regras há exceções, ainda bem!
    Mas como é bom ler mitologia, nos faz pensar e refletir, sempre há algo de hoje embasado por lá, nos templos dos deuses, semideuses, enfim...
    Li o comentário da Tais, e o seu como reposta, amei, olhe que daria um bom texto, até bem hilário com vocês juntos em uma crônica, ela tem bom humor e inteligência, você também, eu por mim adoro ler e se for pra rir então, nossa, adoro!
    Abraços apertados!

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    1. Minha querida amiga Ivone,
      Antes de chegarmos a mitologia, quero lhe dizer que ter você aqui é um prazer inenarrável. Você faz parte dos "tijolinhos de madeira" (aqueles que formam as casas), dos nossos tempos de infância, você se lembra deles?
      Cada um dos meus amigos, sejam do dia a dia, ou virtuais, me constroem como pessoa. Eu prezo muito a tua amizade e carinho.
      Quanto a mitologia, eu também adoro e, sempre leio os teus bons textos sobre esse tema.
      Sobre Ulisses e Penélope, Homero construiu muito bem essa trama e nos faz até hoje observarmos a inquietude de sua inteligência tácita sobre esse amor, um tanto quanto improvável.
      Sobre o texto a quatro mãos, muitos sorrisos e "acidez", o convite está de pé, agora a bola está com a Taís. 😜😂
      Retribuo os teus abraços apertados e lhe deixo um beijo carinhoso!!!

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    2. Ah, delícia isso, interagir aqui!
      Claro que me lembro dos "tijolinhos de madeira", suas palavras são amáveis, amei saber que temos afinidades, acho que muitos dos nossos amigos são assim, muito queridos!
      Obrigada sempre pelo carinho!
      Abraços bem apertados!

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    3. Ivone,
      Não conheço nenhuma escola para formação de amizades?!
      Amigos por si só já nascem com essa vocação de querer ser amistoso para com o outro. Por isso, não impomos regras dentro de uma amizade, elas se compatibilizam e são mágicas com direito ao "pó de pirlimpimpim", unindo o nosso imaginário que solta as nossas fantasias, apenas pela força do querer bem.
      E nada melhor do que poder sonhar ao lado dos verdadeiros amigos, sem maldades, sem segredos, sem interesses, onde a felicidade de um, é a felicidade do outro.
      Não existem amigos reais e virtuais... Existem simplesmente AMIGOS!
      Retribuo os teus abraços apertados!!!

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  11. Respostas
    1. Isabel,
      Também gosto muito de lhe ter sempre aqui no DOUG BLOG!
      Eu escrevo com PAIXÃO e você lê com "A Paixão da Isa"...
      Retribuo os teus beijos!!!

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  12. Boa noite . Que história apaixonante ! O amor da Penélope por Ulisses ... suportou muitas coisas ... inclusive o tempo . Ela resistiu , acreditou e foi paciente . Parabens Douglas , o texto está incrível ! E com sua pintadinha de amor e humor , ficou belíssimo! 🙂
    Deus te abençoe sempre .
    Saudações Alvinegra !!!

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    1. Mari (minha bela morena de Ébano),
      Sim, essa narrativa mitológica de: "Penélope e Ulisses", é uma das melhores. "Antígona" (em grego: Ἀντιγόνη), composta por volta de 442 aC., é outra tragédia grega (essa de: Sófocles), igualmente surpreendente em sua narrativa.
      Eu lhe agradeço pelo carinho de sempre em tuas palavras e, por esse amor amigo que nos une.
      Deus te abençoe rica e abundantemente sempre, minha querida! Beijos!
      Saudações alvinegras!!!

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  13. Gran blog, Douglas.Me alegro de conocerlo.

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    1. Bienvenido a DOUG BLOG Esteban.
      Espero verte aquí siempre!
      Abrazos!

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  14. Hola Doug. Antes de comentar tu posteo de oggi, te digo que he leído varios de los anteriores y están siempre interesantes. Mucho, pero mucho, me ha gustado el de las cartas.
    Sólo un pequeño detalle, para mi obvio, me resultan demasiado extensos.
    De todos modos, bien vale la pena leerlos.

    La historia de Penélope y Ulises me atrapa desde todos los tiempos.
    Buena asociación haces aquí con los tiempos en que vivivmos.
    Ciertamente la infidelidad es tema de algunos hombres y algunas mujeres. Por suerte, otro grupo de hombres y mujeres eligen dejar a su pareja antes de ser infieles.
    Un abrazo (si me respondes por favor hazlo en portugués, para mi está muy bien)

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    1. Lu,
      Primeiramente, digo que é bom lhe ver aqui no DOUG BLOG!
      E atendendo ao teu pedido, responderei em português, para que tu possas praticar a tua fluência de idioma (mesmo que hoje em dia, seja muito fácil traduzir qualquer texto na web).

      Sobre o meu texto, a trama de Homero sobre Penélope e Ulisses é muito atual, mesmo tendo sido escrita em tempos distantes, (a.C.). As relações pessoais são e, sempre serão complexas por natureza, seja qual for o tempo que estejamos vivendo, pois, amores desse tipo, da Penélope, hoje em dia são improváveis, pois, as pessoas tendem ao imediatismo e ao descartável.

      Espero lhe ver sempre por aqui no DOUG BLOG!
      Um abraço!!!

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  15. Só depois da vida em comum é que se começa a conhecer o(a) companheiro(a). Por isso, não é fácil acertar no casamento...
    Mas com marido longe...
    Na peça de teatro "Frei Luís de Sousa" de Almeida Garrett, do século XIX, a história é semelhante, mas a esposa não espera... uma tragédia em não sei quantos actos...
    Caro Douglas, um bom resto de semana.
    Abraço.

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    1. Você está com toda razão meu caro Jaime,
      Esperar não é tarefa comum em dias tão corridos em que vivemos.
      Os casais se separam, não por não "saber esperar", mas, muito, por não "saber compartilhar", principalmente no que tange, compartilhar seus sentimentos.
      O que as pessoas esperam das relações, por muitas vezes não é encontrar um verdadeiro amor, elas só não querem encontrar uma casa vazia, mesmo que a vida do casal seja ela sim VAZIA de tudo que representa ser realmente um casal.
      Um bom seguimento de semana para ti também.
      Retribuo o teu abraço!!!

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  16. Olá Doug! Obrigada por suas palavras e visita ao meu blogue! E também por ter-se tornado meu seguidor. Em tempos fiz bons amigos do Brasil aqui neste blogue. Depois fomos embora para o Facebook, alguns deixaram os blogues para nunca mais voltar, outros até já morreram. Mantenho amizades de mais de 10 anos criadas aqui, verdade. Alguns ensinaram-me muitas coisas, fiquei grata até hoje. Enfim, internet é coisa boa. Agora é já tarde e não sabia que ia encontrar leitura extensa. Mas voltarei amanhã, ou logo mais, se a insónia atacar, para ler sobre a Penélope!

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    1. Belinha,
      Seja Bem-vinda ao DOUG BLOG!
      Espero que volte com tempo para ler os meus textos e assim iremos interagindo e fazendo amizade, pois, amizade é coisa boa, seja no dia a dia, ou na Web.
      Agora, continue "nos braços de Morfeu" e quando estiver desperta ou insone, sinta-se a vontade de seguir suas leituras aqui.
      Beijos e até breve!!!

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  17. A história ainda se repete com muitas mulheres com nomes modernos.
    Boa noite Douglas Melo. Bjs.

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    1. Maria Emília,
      Como já disse aqui, não sei se a vida imita a arte, ou se a arte imita a vida.
      O problema não é seguir os exemplos, o problema está na repetição dos erros, sem que se tente mudar o rumo da história.
      Boa noite também para ti...
      Beijos!!!

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  18. Olá!

    Ulisses, dei essa obra no sexto ano (não sei a qual equivale aí no Brasil) e apaixonei-me pela história.

    Relativamente ao e-mail, vi agora o seu comentário e fui consultar o e-mail e não recebi, nem no SPAM. Terá enviado para o endereço correto? daniela.fg.silva90@gmail.com

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    1. Minha bela Daniela,
      Os poemas épicos gregos “Ilíada” e “Odisseia”, que são atribuídos a Homero (século 8º a.C.), são sagas que se seguiram e com certeza a história é equivalente no Mundo todo. E sim, mitologia é um tema realmente apaixonante.

      Sobre o e-mail, irei verificar o endereço, ok?!
      Beijos daqui do Brasil além-mar!!!

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  19. Será que algum dia aprenderemos a nos amar de forma a amarmos o outro também?
    Será que seremos respeitosos com o outro em algum tempo?
    Gosto dos seus textos...
    Um abraço, Douglas!

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    1. Sandra,
      Primeiramente, fico feliz por você gostar dos meus textos.
      Agora, sobre ao aprendizado que tu se refere, se for no sentido bíblico, onde Deus nos ama e por isso enviou o seu filho para nos salvar e amar esse amor característico de Deus, onde ELE ama a todos da mesma maneira, talvez... (E eu disse talvez), ainda exista salvação para o Mundo. Agora, se formos nos valer das atitudes cada dia mais gananciosas de uma grande leva dos seres humanos, que lideram o Mundo e ainda conseguem fazer o povo ter "vida de gado... Povo marcado, povo feliz..., como bem disse Zé ramalho, 40 anos atrás, pois, a música "Admirável Gado Novo" é de (1979) e, de lá pra cá, pouca coisa mudou, aí, eu não sei se conseguiremos esse amor coletivo e desinteressado.
      Mas, bem fez Penélope que soube ter fleuma, pois assim ela conseguiu esperar a volta do amado sem enlouquecer. Ou seja, ansiosos não chegaremos a lugar algum.
      Retribuo o teu abraço!!!

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  20. Hola Doug, agradezco tu visita por el blog... el tuyo es muy interesante y veo que tienes mucho contenido ... por aquí andaré te mando un abrazo

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    1. Susy,
      Bienvenido a DOUG BLOG!
      Me alegro de interactuar en nuestros blogs.
      ¡Un abrazo!

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  21. Douglas gostei de ler a sua dissertação sobre a história
    de Penépole e Ulisses, afinal, deuses da mitologia grega...
    Hoje, uma mulher apaixonada dá a volta ao mundo e enfrenta
    todos os perigos para achar o seu amado...
    Porém, se o amor acaba, nada vale a pena.
    Tenha um ótimo fim de semana, na despedida do inverno.
    Saudações cordiais
    ~~~~

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    1. Majo,
      O amor dos arquétipos mitológicos, no Mundo contemporâneo é algo inconcebível.
      Os valores dos casais modernos infelizmente valem quanto pesa. Hoje quase ninguém se casa baseado no "MEU BEM"... Mas, quase sempre de olho "NOS MEUS BENS".
      Porém, uma relação sem amor, é igual a circo sem palhaço, não faz sentido... E eu sou teimoso, ainda acredito nos seres humanos e no amor!
      Beijos e bom final de semana!!!

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  22. Ola Douglas, parabéns pelo blog, estou a te seguir

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    1. Rute (minha amiga de erudição e cultura)...
      Seja bem-vinda ao DOUG BLOG!
      Vamos interagindo sempre, pois, amizade é algo que alimenta as nossas vidas.
      Beijos!!!

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  23. Douglas , que texto rico em reflexões ! Gostei imenso sobre seu ponto de vista e com grande sabedoria . Meu caro repórter, que mulher paciente era Penélope! Amelia perderia de cem a zero , com certeza! Creio que mulheres assim existem apenas na mitologia. Hoje em dia , Amelia, é quem manda em casa. Rsrs Gostei imenso de ler seu texto. Tambem acredito no amor e que ele pode nos tornar mais humanos. Parabéns ! Grande abraço. Feliz fim de semana.

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    1. Beto,
      A diferença da mitológica Penélope para a contemporânea Amélia, é que Penélope era consciente do que ela pretendia (esperar por seu amado por vontade própria)... Já à nossa Amélia (do samba-canção), é submissa, se escraviza em uma relação (assim como muitas mulheres ainda hoje fazem) e no fim, sofrem moralmente e até fisicamente, diante de companheiros truculentos.
      Mas, como eu disse em outro comentário, sou teimoso, ainda acredito no amor em todos os sentidos.
      "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine..." (1 Coríntios 13:1-8)
      Retribuo o teu grande abraço e o desejo de feliz fim de semana!!!

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    2. Colocação perfeita, caro amigo.Obrigado!

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  24. Sobre a Penélope já falei anteriormente. Passando aqui agora, para deixar a minha observação de admiração diante da bela arte no fim do seu blog, com alusão a jovem ativista ecológica Greta Thunberg, menina danada, que hoje fez muito barulho junto com outros jovens defendendo a preservação do planeta. Ficou muito bom o desenho. Parabéns! Também sou 100% em prol da conservação do meio ambiente.

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    1. Caro Barbosa,
      Muito obrigada pela gentileza nas palavras e por "caminhar" pelo DOUG BLOG num todo.
      À Greta é bem jovem, mas, sabe das coisas, pois, o nosso Planeta Terra pertencerá aos jovens no futuro, mas, precisamos deixar esse Planeta vivo para eles e, não ficar tentando encontrar condições de se viver/habitar um outro Planeta, como é o caso de Marte, por exemplo.
      Um bom final de semana para ti meu amigo!!!

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  25. Como nos dices es muy diferente lo que encontramos hoy día, o es lo que mas se ve, porque quizás alguna Penelope nos encontremos.

    Saludos.

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    1. Tomás,
      Necesitamos mantener la esperanza de esa vieja máxima de que la vida imita al arte ... Pero el arte puede imitar la vida a veces también, ¿quién sabe?
      Un abrazo y un buen fin de semana!

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  26. Gostei muito deste texto, mas fiquei curiosa quanto à canção, porque é que ele não ficou com a Amélia?
    um beijinho e bom fim-de-semana

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    1. Minha querida amiga,
      Esse é o contraponto do que diz o texto... A Penélope esperou o amor, nós hoje somos muito afobados, pois, mesmo a Amélia se submetendo ao seu "homem", chegando até a "passar fome ao seu lado", ele hoje sente saudades dela, pois perdeu aquela que era (segundo ele mesmo), a mulher de verdade.
      Mas, a mulher de verdade é a que se submete ou a que espera? Ou não é nenhuma delas, ou seria a soma das duas? Perguntas sem respostas, pois, cada caso é um caso, quando o assunto é a particularidade do amor que nutrimos por alguém.
      Retribuo o teu beijinho e o desejo de bom final de semana!

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  27. Olá Doug! Conforme lhe disse, voltei para fazer a leitura e apreciei muito o seu texto. Conheço um pouco de mitologia, o suficiente para me orientar, e achei curiosa a apropriação que fez dela em conjunto com a análise dos relacionamentos modernos. Escreve bem e até com humor. Decerto que voltarei para ler mais! Um bom Domingo!

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    1. Belinha,
      Primeiramente fico feliz por você ter apreciado o meu texto.
      Eu por ser jornalista e, por vivenciar notícias "pesadas" no dia a dia, aqui no DOUG BLOG (mesmo postando notícias), você irá reparar que "navego, remando com um dos remos, nas águas do humor".
      Volte sempre, será um prazer ter você aqui.
      Retribuo o teu desejo de bom domingo e lhe deixo um carinhoso beijo!!!

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  28. Oi Doug! Gostei muito de ler, não me lembrava da história.
    Pobre moça, mas era dona de seu coração e "sofreu" as consequências que parece incomodaram mais os outros do que a ela mesma.
    Acredito que o amor romântico está fadado a pouquíssimos fortes, pacientes e zelosos que se esmeram em levar esse projeto até o fim.
    A sociedade muda, as relações mudam, as expectativas são outras e as pessoas vão se adaptando conforme a necessidade de cada ser. Só não vale ser infeliz nessa vida.
    Abraço e uma ótima nova semana!

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    1. Querida Dalva,
      Penélope dizia para ela mesma enquanto desfazia a trama do seu enxoval: "Calma, tenha paciência... Ulisses irá regressar."
      Mas, como tu bem dissestes, as expectativas hoje são outras. Ninguém anda tolerante e tampouco paciente ou conformado em esperar pelo amor. Mas, esperar não é desistir, por vezes pode representar querer mudar as perspectivas.
      Dalva, minha querida Dalva, eu sempre irei lutar por felicidade... Felicidade sempre!
      Retribuo o teu abraço e o desejo de ótima semana!!

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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.