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sábado, 31 de maio de 2025

“Minha Vó Lourdes”


Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, minha saudosa vó Lourdes me ensinou muitas coisas, foi uma mulher sábia dentro da sua simplicidade.

Minha vó Lourdes costumava dizer que quem tivesse um limoeiro no quintal, nenhuma doença entraria em sua casa. Esta é a vantagem de morar no campo (em fazendas e sítios). Para nós, que vivemos nas “selvas de pedra”, cuidar da saúde virou questão de farmácias e drogarias, homeopatia e alopatia. E quando percebemos que no nosso bairro, na nossa cidade, há mais farmácias do que padarias, algo está muito errado.

Uma das coisas que me lembro bem da casa da minha vó (na fazenda dela, no interior de Minas Gerais), era a cozinha enorme, com o tradicional fogão a lenha, a mesa cheia de quitutes o dia todo, principalmente na hora do café, que ela torrava e moía os grãos na hora e depositava colheradas generosas do pó no coador de pano colocado no “mancebo”¹. Ela servia todos tipos de pães, broas de milho, bolos, biscoitos de polvilho, pães de queijo, etc... - e uma das coisas que me lembro bem, é da minha vó Lourdes molhando o pão com manteiga na xícara de café, algo que eu achava estranho na época, mas, hoje em dia (sem nenhuma estranheza), muitas vezes me pego molhando o pãozinho francês com manteiga na xícara de café.

De certa forma, as famílias evoluíram em uma espiral descendente. Na época da minha avó, os casais tinham dezenas de filhos; depois de um tempo, optaram por ter alguns filhos (dois ou três) e depois o mimado e solitário filho único; e a maioria dos casais contemporâneos, muitos deles, nem sequer têm filhos. As famílias de hoje não conseguiram resistir aos almoços de domingo, onde costumavam se reunir festivamente.

Atualmente o café ficou mais caro e está desaparecendo das xícaras da população brasileira, que tanto aprecia esta bebida, até então popular. O café, dos tempos da vovó, que era cantado em versos e prosas como a bebida símbolo do Brasil, também se tornou raro, assim como são raras as famílias grandes e afetuosas de outrora. E isso acontece justamente num momento em que a população vive mais, porém, com uma longevidade sem qualidade de saúde e à mesa, pois, com o tempo, fomos perdendo o paladar, o açúcar e o afeto e assim, vemos idosos morrendo com muita idade, porém, sem generosidade familiar, pois, a solidão que leva à morte, é principalmente decorrente da ausência física do outro, do calor humano.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A palavra “mancebo” possui diversas origens e significados, um destes significados vem do latim, “mancipus”: serviçal doméstico. Na roça (sítios, fazendas), o mancebo é uma espécie de cabideiro de pé feito de madeira, onde é colocado um coador de pano para passar o café.




Fernanda Barbosa Takai (25 de agosto de 1971) 
“Com Açúcar, Com Afeto” [ao vivo - 2015]

♪Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê!

Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa.

Você diz que é operário
Sai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê!

No caminho da oficina
Há um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o quê?

Sei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol.

E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol.

Vem à noite e mais um copo
Sei que alegre ‘ma non troppo’
Você vai querer cantar.

Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar.

Quando à noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê!

Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração.

E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer?
Qual o quê!

Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você.♪
°°°
“Com Açúcar, Com Afeto” (1967), é uma composição do cantor, compositor e escritor brasileiro: Francisco Buarque de Hollanda - Chico Buarque, a pedido da cantora, compositora e instrumentista brasileira: Nara Lofego Leão (19 de janeiro de 1942 - 7 de junho de 1989), que foi aposentada pelo autor em (2022), por ser tema de um amor submisso.

sábado, 17 de agosto de 2024

“Se... 7 Vidas”

Amigos e amigas do ®DOUG BLOG, quantas coisas fazemos repetidamente e quantas coisas poderíamos fazer diferente. As pessoas que não têm sucesso neste Mundo são aquelas que buscam as circunstâncias de que precisam e, quando as encontram, a maioria nem sabe o que fazer.

Muitos dizem: se eu trabalhasse menos eu viajaria mais. E eu digo: se eu trabalhasse menos, talvez não tivesse realizado nem as viagens que já fiz (e não falo só pelo dinheiro ganho e gasto com viagens), mas sim, pelas oportunidades que a minha profissão de jornalista me proporcionou de conhecer o Mundo.

Se eu fosse astronauta conheceria a Lua. Se eu fosse lunático, talvez compreendesse melhor as atitudes dos seres humanos na Terra.

Se eu gostasse menos de pudim, o sorvete se sentiria mais feliz? Quem acreditar nisso será um tolo, pois, só nas relações pessoais medimos este tipo de estima, onde se fica enciumado por ser ou não mais querido ou amado pelos outros.

As pessoas dizem: se o vento não soprar com força... se chovesse mais... Se fizesse menos calor... Se o vento soprar mais forte... se chovesse menos... se fizer mais calor. No calor carioca eu vou a praia, pois, na praia o “SE...” inexiste: é mar salgado sem limite a acalmar e “temperar” o meu SER.

Quem não é filho nunca poderá ser pai. Quem não é pai, nunca terá filhos. Eu não sou pai e fui filho e ser filho sem os pais vivos é um triste epílogo.

Se a mulher apaixonada questiona: você me ama um amor de poesia? A resposta vem num epigrama¹Se mais que te amei eu não te amava, é porque, amar ainda mais eu não poderia!

Se o Mundo fosse menos informatizado seria melhor, como eram os tempos da vovó? Se minha vó escrevia cartas e desconheceu os e-mails e as Redes Sociais, não foi uma escolha dela, pois, a Dona Lourdes por ser uma mulher sábia, gostaria certamente de se ver citada no ®DOUG BLOG, nesta geração das comunicações instantâneas.

Bom seria ter nascido gato, pois, há muito a se aprender com os felinos. Se você se afasta de um gato, ele pula de volta para seu colo. Se você tenta pegá-lo, ele foge de você.

A vida é assim, até os sorrisos se findam e, a morte do empresário e apresentador de TV Silvio Santos², silenciou em um sábado (para não entristecer o domingo, dia que se confunde com o próprio Silvio Santos), pois, não há como fugir do fim. Assim, sejamos homens, mulheres ou de gêneros, bonitos, feios, altos, baixos, calvos ou cabeludos, falantes, gagos e mudos, pobres ou ricos, brancos, negros e indígenas, todos, sem nenhuma exceção, iremos embora. Mas, e se eu vivesse mais e mais... se eu tivesse as 7 vidas de um gato, mesmo assim, na oitava vida eu morreria.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Oriunda da literatura da Grécia antiga, a palavra Epigrama (do grego: ἐπί-γραφὼ), significa uma composição poética, breve e satírica, que expressa, de forma incisiva, um pensamento ou um conceito malicioso.

² Senor Abravanel - Silvio Santos [em hebraico: סניור אברבנאל] (12 de dezembro de 1930 - 17 de agosto de 2024), criador de inúmeros bordões, proprietário e apresentador dominical do SBT - Sistema Brasileiro de Televisão, em (28 de agosto de 2021), um certo dia, no Mundo ainda pandêmico, abdicou de usar seu terno e gravata habituais, apresentando o programa vestindo um pijama branco de botões com listras pretas, explicando que a roupa tratava-se de um presente de suas seis filhas, sinalizando que este seria o dia de sua aposentadoria, nunca oficialmente anunciada. Porém, sua última aparição no show que levava seu nome, foi no dia (26 de fevereiro e 2023), momento em que a “filha número 4 - Patricia Abravanel Faria (4 de outubro de 1977), assumiu o comando do programa. O “patrão” faleceu aos 93 anos, dois dias antes do SBT completar 43 anos de fundação (19 de agosto de 1981).



“Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar!” — 
“Quem quer dinheiro?”

É UMA PENA QUE O SILVIO SANTOS NÃO VENHA MAIS AÍ...
Música de Abertura do Programa Silvio Santos
 
Silvio Santos Vem Aí...

♫Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Agora é hora de alegria
Vamos sorrir e cantar
Do mundo não se leva nada
Vamos sorrir e cantar!

Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Silvio Santos vem aí!
Olê, olê, olá!
Silvio Santos vem aí!
Olê, olê, olá!
Silvio Santos vem aí!
Olê, olê, olá!

Lá, lá, lá, lá... Aeeeê!♫
°°°
“Silvio Santos vem aí...”, é uma canção/jingle, que atravessa décadas sem sair da memória popular, tendo sido escrita em (1965), pelo compositor e publicitário brasileiro Archimedes Messina (6 de junho de 1932 – 31 de julho de 2017), a pedido do próprio apresentador.

sábado, 1 de julho de 2023

“O Cafezinho Nosso de Todos os Dias”

Nada melhor que tomar um bom cafezinho, não é mesmo? o aroma  e  o sabor do café em muito me agrada. Assim sendo, sou um ávido consumidor dessa bebida, tenho inclusive uma máquina de café expresso (com moagem de grãos) e gosto de tomar uma xícara de café também antes de deitar, porque, pelo menos para mim, café à noite não me tira o sono.

E caiu o mito de que a cafeína faz mal à saúde. Recentes estudos científicos e médicos, apontam que dentro de uma quantidade segura, o café é uma substância estimulante que aumenta a concentração, a disposição, a atenção, além de ajudar no desempenho esportivo e até sexual. O excesso sim, é prejudicial, mas, isso cabe a qualquer coisa na vida, não só ao café.

Ainda me lembro bem, que na casa da minha saudosa vó Lourdes, existia uma pequena imagem de São Benedito (protetor dos cozinheiros e cozinheiras), onde minha vó todos os dias renovava uma xícara de café para ele... Cafezinho forte e cheiroso, passado no coador de pano. Esta tradição de oferecer café para o “Ditinho”, era com a intenção de rogar pela intercessão protetora do Santo, pela fartura de alimentos nas residências. E deu certo, porque, mesa farta sempre existiu na casa da Dona Lourdes, no interior de Minas Gerais, com aquelas quitandas maravilhosas que o povo mineiro tão bem sabe fazer.

Falando agora da origem do café, embora a Etiópia - antiga Abissínia, seja o berço do café (de 575 d.C. a 850 d.C.), na região onde hoje é solo africano, foi no Iêmen, que ocupa a extremidade Sudoeste da Península da Arábia Saudita, o país responsável pelo cultivo e difusão da bebida no Mundo. Pesquisas realizadas revelam que o café era consumido nesta região desde o (Século 10 a.C.) e com o tempo, foi se espalhando, chegando ao Egito e aos Emirados Árabes Unidos, onde a planta era conhecida como Kaweh e a bebida chamava-se: Kahwah ou Cahue, que significa FORÇA.

Atualmente, o café é motivo de orgulho e retorno econômico para os habitantes de várias nações mundiais. Segundo a International Coffee Organization, os maiores produtores e comercialização do grão por mil sacas de 60 quilos tipo exportação, além da Etiópia, são outros dois países africanos: República Democrática do Congo e Uganda; na América do Sul, Brasil e Colômbia se destacam; no Sudeste e Sul asiático, Vietnã, Indonésia e Índia são as principais forças; na América do Norte, Honduras e México; e na América Central, Guatemala. 

°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
Arte inicial da postagem ®DOUG BLOG (feita em café), baseada na obra renascentista intitulada: “A criação de Adão”, realizada por volta de (1511), pelo renomado artista italiano: Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (6 de março de 1475 - 18 de fevereiro de 1564). A pintura foi feita no teto da Capela Sistina - Cidade-Estado do Vaticano. A cena representa um episódio bíblico do Livro do Gênesis, no qual Deus cria o primeiro homem, Adão (criado a partir do pó da Terra por volta de 4026 a.C. - falecido em 3096 a.C.).
 
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* Garfield (1978), criação do cartunista americano: Jim Davis (28 de julho de 1945).




Roberto Carlos — Café da Manhã” 
[Ao Vivo — Pacaembu, São Paulo]

♫Amanhã de manhã
Vou pedir o café para nós dois
Te fazer um carinho e depois
Te envolver em meus braços
E em meus abraços
Na desordem do quarto esperar
Lentamente você despertar
E te amar na manhã
Outra vez.

Amanhã de manhã
Nossa chama outra vez tão acesa
E o café esfriando na mesa
Esquecemos de tudo
Sem me importar
Com o tempo correndo lá fora
Amanhã nosso amor não tem hora
Vou ficar por aqui.

Pensando bem, amanhã eu nem vou trabalhar
Além do mais, temos tantas razões pra ficar.

Amanhã de manhã
Eu não quero nenhum compromisso
Tanto tempo esperamos por isso
Esquecemos de tudo
Quando mais tarde
Nos lembrarmos de abrir a cortina
Já é noite e o dia termina
Vou pedir o jantar.

(Paulinho no violão elétrico, solo)

Quando mais tarde
Nos lembrarmos de abrir a cortina
Já é noite e o dia termina
Vou pedir o jantar
Vou pedir o jantar
Vou pedir o jantar.♫
°°°
“Café da Manhã”, é uma canção de (1978), composta por: Roberto Carlos Braga (19 de abril de 1943) e Erasmo Esteves - Erasmo Carlos (5 de junho de 1941 - 22 de novembro de 2022).

domingo, 11 de abril de 2021

“Epitáfio — A Última Palavra”


    
Bem, meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, tem um aforismo meu que diz:

“Viver é nos desafiar todos os dias para sermos melhores!”

Em tempos pandêmicos, nunca falamos tanto em vida, em viver, em podermos voltar a conviver sem a foice afiada da Dona Morte sobre as nossas cabeças. Morrer hoje em dia, passou a ser estatística e o último suspiro de vida, está perdendo toda humanidade.
   
Indo na direção de um Mundo achacado e intolerante, alguns colegas filósofos acreditam, que só exista bondade na fase morfológica do útero e da infância, o quê me faz crer, que empatia e pandemia pouco condizem.
   
Quem nesta vida, nunca rodou aqueles globos/mapa-múndi (igual ao da Mafalda), apontou o dedo e pensou: “Um dia irei viajar para este lugar do Mundo que o dedo indicou!” - mas, quem em sã consciência, imaginaria que o Mundo todo seria acometido por um vírus fortemente letal, diferente  de  outras pandemias que já ocorreram em diversas fases do viver e assim, nenhum lugar, passou a ser o único lugar de NÃO... ir e vir. 
   
E quando criança, quem nunca lambeu a tampa de alumínio do potinho de iogurte, sorvendo aquela nata que ali estava, na língua? Quem na fase relativa à infância, nunca sofreu uma queda, se ralando todo, tendo escutado da mamãe (após ela fazer os curativos e dar um beijinho): “Quando casar sara!” - aquilo que as crianças nunca fizeram antes da pandemia, foi ficar tanto tempo enfurnadas dentro de casa, que hoje, além de ser o lugar que moramos, é escritório, escola, restaurante, cinema e parque de diversão. 
   
Quem nasce, não consegue escolher a data do seu “Dies sollemnis natalis” (aniversário) e muito menos a data de seu “Le jour de votre décès” (o dia da sua morte). Mas, se na vida (por mais contraditório que seja), só o óbito é certo, o que uma pessoa espera ver escrito em seu obituário? Baseado no legítimo direito da hipocrisia post mortem, onde a pessoa que morre (por pior que tenha sido em vida), vira santo, eu digo (com muita ironia e pouca alegria), que todos, sejamos bons ou nem tanto, sem nenhuma exceção, depois de mortos, nos tornamos pessoas memoráveis. Talvez seja esta a explicação de muita gente agir sem medir as consequências de seus atos e/ou palavras irresponsáveis, boa parte da vida (e principalmente hoje, no negacionismo do vírus), pois, estas pessoas sabem que depois de mortos, serão lembradas com galardão, mesmo tendo levado a vida numa espécie de roleta-russa¹.   
   
Na maior parte do tempo da vida, algumas pessoas vivem nos bastidores das outras, especulando, se intrometendo, praticando o disse me disse. Porém, na morte, muitos querem estar na luz dos holofotes, com seus pêsames evasivos, ditos no ato das condolências dadas ao viúvo(a), satisfazendo assim (naquele momento), o mórbido desejo de se destacar mais que o defunto dentro do caixão.
   
Tanta gente morrendo prematuramente e até anonimamente pela COVID, sem ter um velório e um enterro digno, enquanto algumas pessoas, que sequer caráter tiveram em vida, são exaltadas, mesmo sem o merecimento de um epitáfio, de uma inscrição sobre suas lápides funerárias. Vivemos no limite da corda bamba, sem uma rede de proteção por baixo, onde nascemos para a finitude pouco sincera e nada mais.
    
Na Grécia antiga, a oração dos ritos fúnebres eram sempre discursos elogiosos, proferidos de modo solene, provando minha teoria, que quando se morre, as convenções sociais promovem a meritocracia alegórica dos elogios lúgubres, mesmo para aqueles que não os mereçam.
  
Como dizia minha saudosa vó Lourdes, sempre com muita sabedoria: “Não vale à pena gastar vela com defunto ruim!”
   
Encerro está postagem do ®DOUG BLOG, com outro dos meus aforismos, afirmando que o viver neste Mundo daqui para frente terá uma nova realidade (qual pouco sabemos qual será?) - e temos também uma certeza, que mesmo diante do caos, as pessoa tóxicas, as ervas daninhas é que nunca mudam.

“Aquele Mundo seguro e bonito de outrora não existe mais. Hoje com mais de meio século de vida, olho o Mundo e vejo um lugar enfermo, sombrio e repleto de gente ruim!”
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* Mafalda (1964) + Felipe (1968), criações do cartunista argentino: Quino (17 de julho de 1932 - 30 de setembro de 2020). * Arte inicial animada da postagem ®DOUG BLOG - “Mafalda” adulta

¹ A Roleta-Russa, é considerado uma espécie de jogo suicida”, que levará a morte um dos seus participantes. Os “jogadores” devem colocar apenas uma bala no tambor do revólver, posicionando a arma na cabeça e efetuando o disparo.



quarta-feira, 22 de julho de 2020

“Estrela Cadente”

Nos meus tempo de criança, sempre que via uma estrela cadente¹ passar no Céu, apontava o dedo tentando um desejo (e quem nunca fez isso?) - logo em seguida, ia correndo contar para minha vó Lourdes, minha novidade. Ela, fazendo ar de preocupada (de brincadeira, é claro), perguntava-me, se havia apontado o dedo na direção da estrela? - e com minha resposta afirmativa, escutava de minha vó, que iria nascer uma verruga na ponta do meu dedo (e quem nunca escutou isso também?) - mas, a verruga nunca nasceu e o que foi desejado, nunca acontecia.
   
Quando o dedo é apontando para o Céu, verrugas não nascem, desejos não se realizam, mas, vemos tantas cores se anunciar: o branco das nuvens, vários tons de azul (não é por acaso, que é denominado um destes tons de azul, de: celeste - sky-blue), o Céu possui também tons de turquesa, violeta, verde, vermelho, laranja, cinza e o escuro breu da noite. 
   
Olhando bem, de maneira insistente, o Céu é de todas as cores que imaginarmos. Hoje, quando olho para o Céu e vejo uma súbita estrela cadente, recordo instantaneamente da minha feliz infância... quantas boas aventuras eu vivi, principalmente ao lado dos meus pais e da minha vó!
   
Já contei esta história tantas vezes para os meus amigos, que quando um deles também vê uma estrela cadente, diz que minha vó foi fazer uma visita a ele/ela. 
   
Hoje quase não se vê mais estrelas cadentes (muito, por conta da poluição nos centros urbanos). Mas, quando eu vejo uma destas danadas estrelas passar chispando no Céu, meu desejo de estar com minha vó, outra vez se realiza. E olhando para meu dedo (mesmo sem uma verruga), eu digo cismando sozinho: Quantas saudades das tuas histórias minha vó!
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Meteoro, conhecido popularmente como: estrela cadente, é o fenômeno luminoso observado, quando da sua passagem pela atmosfera terrestre. A palavra meteoro vem do grego: (μετέωρος - metéōros), elevado; alto.




 “Estrela Cadente” (2018) 

Introdução: Assobio

Ah se eu pudesse te dizer
O que eu sinto amor
O quanto eu sinto dor
De não poder te ver
Não poder te ter.

Ah se eu pudesse entender 
O que a vida faz
Idas e vindas traz
E não posso te ver
E nem posso te ter.

Olha para o Céu e faço um desejo
Numa folha de papel
Escrevo meu segredo que é fácil desvendar
Chega pertinho aqui que eu vou te contar.

Mundo por quê não para um segundo
Pra eu te contar um segredo
Não vou cruzar os dedos.

Mundo vê se não é absurdo
Que aquela distante estrela
Que eu vejo é a mesma que ele vê.

Ah se eu pudesse te dizer
O que eu sinto amor
O quanto eu sinto dor
De não poder te ter
Não poder te ver.

Ah se eu pudesse entender 
O que a vida faz
Idas e vindas traz
E não posso te ter
E nem posso te ver.

Olha para o Céu e faço um desejo
Numa folha de papel 
Escrevo meu segredo que é fácil desvendar
Chega pertinho aqui que eu vou te contar.

Mundo por quê não para um segundo (um segundo)
Pra eu te contar um segredo (um segredo)
Não vou cruzar meus dedos (não, não, não).

Mundo vê se não é absurdo
Que aquela distante estrela (lá no Céu)
Que eu vejo é a mesma que ele vê.
°°°
“Estrela Cadente” (2018), é uma canção do cantor, compositor e youtuber: Alexandre Dreicon (20 de fevereiro de 1994), gravada com as irmãs e duo musical: Carol Marcilio (16 de setembro de 1999) e Vitoria Marcilio”(9 de outubro de 2000).

quarta-feira, 15 de julho de 2020

“Ano Passado Eu Morri... Mas Esse Ano Eu Não Morro!”

Manter ativo o ®DOUG BLOG, é no meu entendimento, ter “um dedo de prosa” com meus amigos, leitores e seguidores. Escrever um blog está bem longe do que sigo como Mestre Universitário e Jornalista. Porém, estando momentaneamente fora das salas de aula, escrever aqui no ®DOUG BLOG, me aproxima mais do comunicador, que do educador, embora, eu acredite, que os meus escritos e artes (mesmo os voltados ao humor), são educativos de certa maneira.
   
Mas, qual assunto abordar, para agradar gregos e troianos? Mitologia, economia, política, culinária, música, religião, amor, esporte, cinema, poesia, pandemia... xiii... xhatinho  isso! Pois é, mas, sou jornalista e não poeta. E poetas (nada contra), mas, já temos sobejamente na blogosfera. Além do mais, se nem Jesus Cristo¹ e Fernando António Nogueira Pessoa (13 de junho de 1888 - 30 de novembro de 1935), conseguiram agradar todo mundo... assim sendo: “segue o baile de máscaras!”
   
Muitos de nós, se olharmos para uma década atrás, observaremos que (2019), foi mesmo um ano de lascar, dentre todos os dez anos... mas: ♫tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado  E assim já não posso sofrer no ano passado.
   
Quando (2020) chegou, no Feliz Ano Novo! - parecia um ano pomposo, visualmente bonito no calendário... contendo dois números dois e dois zeros. Mas, que nada, o vírus surgiu forte e letal, em Wuhan - China, um mês antes de (2019) acabar, levando o número  19, em sua terminologia, justamente por conta do fatídico dia (1° de dezembro de 2019), tornando o “Vinte Vinte”, num moto-contínuo sem fim, do “Vinte Dezenove”. E aqui ainda estamos, como diria minha saudosa vó Lourdes: “Em pé sem cair e deitados sem dormir!”
    
O “Vinte Vinte” está sendo um ano que: tem nos feito sangrar demais, tem nos feito chorar pra cachorro... Sim, nós já estivemos todos emoldurados nas janelas dos nossos apartamentos e casas, passamos por uma severa quarentena (ao ponto de chegar do supermercado e, limpar os frascos de álcool em gel, com álcool em gel). Que loucura isso!
   
Já passamos por tudo que pede uma pandemia... ruas vazias, comércio fechado (só com o básico aberto), Lockdown com distanciamento social rigoroso. Porém, os dias foram seguindo, os meses acumulando um a um, o comércio voltando à quase normalidade, amiúde e nossas molduras, estão voltando aos quadros dos Museus e Galerias de Arte, reabertos nos quatro cantos do Mundo, pois, é preciso continuar a viver. E hoje, muitos já enfrentam as ruas sem medo e alguns tolos sem noção, nunca utilizam a máscara, abrindo mão do mínimo de cuidado, que está pandemia ainda exige, numa medida de zelo pessoal e com os outros.
    
Então, ao invés de fazermos de conta que está tudo bem, vamos nos moldando neste novo jeito estranho de viver (até que surja finalmente uma vacina), porque, mesmo sendo estranho viver nesta atual anormalidade, ainda assim, é melhor viver, que ter de somente sobreviver.
   
Vamos agindo como estes seis personagens (que mostro na arte da postagem)¹, pois, cada um deles, dentro de seus conceitos e crenças, sempre travaram boas batalhas, pelo bem, pela vida, insurgindo intensamente contra os preconceitos e desigualdades sociais, mas, principalmente, pregando o amor ao próximo. 
   
Apesar do saudoso cantor e compositor Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes (26 de outubro de 1946 - 30 de abril de 2017), se considerar um “sujeito de sorte”... eu  não creio em sorte e azar, mas sim, na força interior de cada indivíduo. Então, lutemos também bravamente, dia a dia, nossas boas batalhas em prol da vida... Pois: ♫Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Arte animação inicial da Postagem ®DOUG BLOG: Jesus de Nazaré - Jesus Cristo [em hebraico: יֵשׁוּעַ - Yeshua] (7-2 a.C. - 33 d.C.); Francisco Cândido Xavier - Chico  Xavier (2 de abril de 1910 - 30 de junho de 2002), médium brasileiro; Mohandas Karamchand Gandhi - Mahatma Gandhi (2 de outubro de 1869 - 30 de janeiro de 1948), fundador do moderno Estado indiano; Martin Luther King Jr. (15 de janeiro de 1929 - 4 de abril de 1968) pastor protestante americano; Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes - Irmã Dulce (26 de maio de 1914 - 13 de março de 1992) Santa Católica, brasileira;  Anjezë Gonxhe Bojaxhiu - Madre Teresa de Calcutá (26 de agosto de 1910 - 5 de setembro de 1997) Santa Católica, albanesa/indiana.




“Sujeito de Sorte” (1976)

♫Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro!

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro!

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri… Mas esse ano eu não morro!♫

sexta-feira, 8 de maio de 2020

“As 10 Pragas do Egito e à COVID-20”



Enquanto os grandes faraós do Mundo contemporâneo continuarem se recusando a libertar os atuais escravos hebreus, padeceremos diante das 10 Pragas do Egito, pois, se um vírus invisível acomete o Mundo desta maneira, imagine um dedo errado em um botão, causando uma guerra nuclear? 
    
Já dizia revolucionário comunista e político soviético, Josef Stalin (18 de dezembro de 1878 - 5 de março de 1953): “A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística!”
   
Infelizmente, temos observado (e estamos nos acostumando com os inúmeros óbitos diários), transformando tudo em tristes estatísticas do Novo Coronavírus, qual nos faz assistir sem o nosso consentimento, gente morrer e ser colocada em sacos plásticos pretos e depois, dentro de um caminhão frigorífico, onde os corpos ficam empilhados uns sobre os outros, numa “cena dantesca”. E por fim, todos vão em caixões de madeira crua, depositados em covas rasas coletivas, sem direito a uma despedida digna de familiares e amigos.
   
Esperar dias melhores é o que podemos fazer, mesmo que saibamos que estas terríveis pragas do passado, tiveram por fim, levar o faraó a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era supremo. Mas, hoje, no Mundo dos líderes que nos governam, haverá entendimento para reconhecer isso? - ou eles continuarão nos mandando calar a boca e a pentear seus topetes loiros da plutocracia do Tio Sam?
    
As Dez Pragas do Egito(em hebraico: מכות מצרים), de acordo com o livro bíblico do Êxodo, o Deus de Israel infligiu no Egito para convencer o faraó a libertar os hebreus, transformando a água do Rio Nilo em sangue; seguida por grande invasões de rãs; piolhos; moscas; depois pela morte de todo rebanho de gado; chagas; chuva de pedras; nuvens de gafanhotos; trevas e morte dos primogênitos. Porém, não foram então e somente, dez calamidades que Deus trouxe sobre os ímpios egípcios, esta parábola bíblica nos revela, que desde sempre, o homem quer brincar de Deus... e no fim, é isso que acontece, reeditamos a existência do purgatório, nas quarentenas infindas em nossas casas e nas ruas (praticamente vazias de vida), com direito ao lockdown, tudo por conta de um vírus, que teorias conspiratórias, afirmam ter sido criado em um laboratório chinês.
    
Mas, acreditar nisso ou não? - hoje de nada adiantará, o estrago já está feito. E como diria minha saudosa vó Lourdes, com muita sabedoria: “Aquilo que está feito, não está por se fazer!” 
    
Agora, o jeito é arregaçar as mangas e tentar mudar toda esta situação distópica que vivemos, para que exista realmente, um futuro melhor para todos, neste “NOVO NORMAL”, que ninguém ainda imagina como será? O jeito, é lutarmos bravamente contra este inimigo invisível, até que ele nos dê uma trégua e, possamos ressurgir (das próprias cinzas), como a Fênix mitológica (em grego: ϕοῖνιξ).
    
À COVID-19 é distinta de outras tantas pragas e pestes do Mundo, pois, hoje (diferente de antes), vivemos em um Mundo globalizado e tecnológico, mas, nem assim, conseguimos nos desvencilhar rapidamente dos problemas que este vírus criou, exatamente por sua letalidade ser quase instantânea.
   
Ao fim de tantas tragédias, o Faraó Ramessés II (1.304 a.C. - 1.212 a.c), finalmente, concordou com a libertação e saída dos hebreus do Egito, mesmo que tenha aprendido a duras penas esta lição. Mas, os hebreus de hoje, ou seja, todos nós que também estamos provando a duras penas, nossa provação pandêmica, quem nos libertará da COVID-20? - sim, porque, (2019), já era, faz tempo, nós estamos praticamente no meio do ano “Vinte Vinte”, convivendo diariamente com este vírus, que ainda está de meter medo, muito medo... e se bobear, poderá afetar até uma possível normalidade, no ano de (2021), vai saber? - pois à COVID age igual ao desafio da Esfinge de Tebas¹, com seu enigma qual eliminava aqueles que se mostrassem incapazes de respondê-lo: “Decifra-me ou te devoro!”
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A Esfinge de Tebas, era um monstro alado com metade do corpo de mulher e a outra metade de leão, que afligia Tebas, cidade do Antigo Egito, conhecida como Uaset. O Desafio da Esfinge de Tebas, é o seguinte: “Que criatura tem quatro pés de manhã, dois ao meio-dia e três à tarde?” - Édipo, filho de Laio, um dia enfrentou a esfinge e conseguiu decifrar seu enigma respondendo: “É o homem, pois, engatinha na infância, anda ereto na idade adulta e necessita de bengala na velhice”.



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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.