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Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, vocês já notaram que quando visitamos alguém, o dono/dona da casa sempre diz: sinta-se à vontade para entrar, só não repare na bagunça. Acho que devo ser de outro planeta, porque, sou extremamente organizado, eu jamais usarei esta frase para alguém que vá ao meu apartamento.
E por falar em organização, não entendo “por que cargas d’água” a maioria das pessoas se tornam tão desorganizadas no que pensam, dizem e escrevem?
Recentemente escrevi sobre “pleonasmo”, já abordei também o “gerundismo” e neste “post” escrevo sobre “tautologia”. Mas, que raio de palavra é esta?
Do grego “tautologia” (ταὐτολογία), significa: “dizer a mesma coisa”. Na retórica, “tautologia” é o termo usado para definir um grande vício de linguagem, consistindo em repetir uma ideia com palavras diferentes, porém, com mesmo significado.
Na gramática, “tautologia” é o uso das palavras dissimilares, isto é: que não há semelhança, que é diferente, desigual ou diversa, para expressar a mesma ideia; algo que se torna redundante, ilógico devido ao excesso de proposições analíticas que permanecem verdadeiras, mas, sem sentido devido à repetição do sujeito, como dizer, por exemplo: “o sal é salgado”.
Outra expressão clássica que também é frequentemente repetida na “tautologia” é: “única e exclusivamente”, que pode até ser considerada coloquial quando falada, porém, quando escrita sugere redundância.
Ainda posso citar outros exemplos de expressões cotidianas da “tautologia”: “acabamento final”; “vereador da cidade”; “online pela internet”; “fato real”; “acredito que possivelmente”; “pode ser, com certeza”; “elo de ligação”; “demasiadamente excessivo”; “gritar muito alto”; etc...
Em termos filosóficos e outras áreas das ciências humanas, um argumento é dito tautológico quando ele se explica, às vezes de modo redundante ou falacioso. Por exemplo, dizer que: “o mar é azul porque, reflete a cor do céu e o céu é azul por causa da cor do mar”.
Nem na “licença poética” deve-se utilizar redundâncias, pois, a “licença poética” se vale de “inventividades criativas” e isso, está distante dos vícios de linguagem: “pleonasmos, gerundismos e tautologias”.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* Arte inicial animada da postagem ®DOUG BLOG: “O Homem Vitruviano” de “Leonardo di Ser Piero da Vinci” (15 de abril de 1452 - 2 de maio de 1519), um famoso desenho que acompanhava as anotações feitas pelo polímata, por volta do ano (1490), em um de seus diários, ilustrando a interligação entre o espiritual e o físico, simbolizando a harmonia entre o ser humano e o Universo, representando a crença renascentista de que o homem é a medida de todas as coisas, demonstrando que o corpo humano segue uma lógica matemática. É uma das obras mais conhecidas e reproduzidas do Mundo.
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