Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, queremos sempre compreender que somos “donos do nosso próprio nariz”, mas, na realidade, somos feitos de metades.
Primeiro, para que a vida possa existir, são necessários o espermatozoide do homem e o óvulo da mulher, para que estas duas metades unidas, possam fazer acontecer o milagre da vida.
Nascemos atados ao cordão umbilical e mesmo quando somos desligados dele, dependemos da nossa metade, do corpo da nossa mãe, que ainda nos nutrirá depois de nos dar a vida.
A natureza também precisa das suas metades para fazer germinar as sementes, que sem um solo fértil, sol e chuva, são apenas grãos inúteis.
Creio que cada um de nós, embora distantes uns dos outros, estamos sempre à procura da outra metade, pois, faz parte da natureza humana teimar em querer encontrar nossa “alma gêmea”, mas, o amor não é encontrar nossa “cara-metade” e sim, é tentar, insistir e no final, até mesmo falhar nesta busca.
Segundo “Platão”¹, originalmente o ser humano tinha duas faces, quatro braços, quatro pernas e era assim feliz, completo. No entanto, desafiaram os deuses, que os castigaram dividindo-os em dois. Separaram os humanos das suas metades, que de andróginos passaram a ser unos.
Quando duas metades se encontram, elas se perdem em uma explosão de amizade, amor, paixão e intimidade. Sensações tão extraordinárias que não querem mais se separar. As pessoas sentem um desejo incontrolável de se fundir em uma só carne, porque, é isso que se quer quando se encontra a “alma gêmea”. Antes, éramos completos sozinhos, até encontrar o melhor de nós mesmos em outra pessoa... Pelo menos é nisso que acreditamos, até nos desiludirmos.
O filósofo grego “Platão” alerta-nos que só amamos o que não temos. O objeto do amor está sempre em demanda, mas, sempre ausente. Quando pensamos que o temos, escapa-nos por entre os dedos igual água.
A nossa preocupação com a origem daquilo que procuramos: o amor, nos “joga na cara” que a perfeição não existe nem mesmo no amor correspondido. A nossa “cara-metade”, a nossa “alma gêmea” é utópica, ainda que desejemos o que nos falta, pois, adoramos o sofrimento oriundo do “amor platônico”, sempre relatado em canções e poemas: “Quem deseja, deseja o que lhe falta, mas, se nada lhe falta, não deseja nada.”²
“Platão” acreditava que o amor é o desejo do belo e do bom e que o sentimento que conduz a alma na direção da verdade é o que aproxima o homem das essências divinas. Para “Platão”, o ato de procriar através do corpo, permite ao homem gerar novas vidas mortais, mas, quando dois espíritos se unem no “amor platônico”, vivenciam uma relação afetiva que transcende o desejo sexual. É um tipo de amor que pode ser intenso, mas, inatingível e que ultrapassa a sua condição mortal.
O certo é que quando nos sentimos inteiros, observamos que só somos completos quando somos feitos de metades.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹-² “Platão” [em grego: Πλάτων] (228/427 a.C. - 348/247 a.C.), foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da “Academia em Atenas”, a primeira instituição de educação superior do mundo.
* “Gatão de Meia-idade” (1986), criação do cartunista brasileiro: “Miguel Paiva” (19 de janeiro de 1950). * Arte inicial animada da postagem ®DOUG BLOG.
“Fábio Jr. — Alma Gêmea”
(1994)[Ao Vivo]
♫Por você eu tenho feito e faço tudo que puder
Pra que a vida seja mais alegre do que era antes
Tem algumas coisas que acontecem
Que é você quem tem que resolver
Acho graça quando às vezes, louca
Você perde a pose e diz: Foi sem querer.
Quantas vezes no seu canto, em silêncio
Você busca o meu olhar
E me fala, sem palavras, que me ama
Tudo bem, tá tudo certo.
Mas de repente você põe a mão por dentro
E arranca o mal pela raiz
Você sabe como me fazer feliz.
Carne e unha, alma gêmea
Bate coração
As metades da laranja
Dois amantes, dois irmãos
Duas forças que se atraem
Sonho lindo de viver
Estou morrendo de vontade de você.
Carne e unha, alma gêmea
Bate coração
As metades da laranja
Dois amantes, dois irmãos
Duas forças que se atraem
Sonho lindo de viver
Estou morrendo de vontade de “vocês”.
Quantas vezes no seu canto, em silêncio
Você busca o meu olhar
E me fala, sem palavras, que me ama
Tudo bem, tá tudo mais ou menos certo.
E de repente você põe a mão por dentro
E arranca o mal pela raiz
Você sabe como me fazer feliz.
Carne e unha, alma gêmea
Bate coração
As metades da laranja
Dois amantes, dois irmãos
Duas forças que se atraem
Sonho lindo de viver
Estou morrendo de vontade de você.
Carne e unha, alma gêmea
Bate coração
As metades da laranja
(caramba que bonito)
Dois amantes, dois irmãos
Duas forças que se atraem
Sonho lindo de viver
Estou morrendo de vontade de você.
Carne e unha, alma gêmea
Bate coração
As metades da laranja
Dois amantes, dois irmãos
Duas forças que se atraem
Sonho lindo de viver
Estou morrendo de vontade de você.♫
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“Fábio Corrêa Ayrosa Galvão - Fábio Júnior” (21 de novembro de 1953), cantor, compositor e ator brasileiro, que atuou em diversas telenovelas da “Rede Globo”.
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