㋡ SEJAM TODOS BEM-VINDOS AO ®DOUG BLOG! | ©2026 | Jornalista Douglas Melo | ®ĐÖЦG ẞLÖG: Para quem quer mais que simples palavras!

Mostrando postagens com marcador Quarentena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quarentena. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

“Solidão”

Ainda estamos cumprindo dias de quarentena, embora alguns menos ajuizados (cansados da solidão), resolveram “fazer amizade” com o vírus e tentar a sorte.

Da varanda do meu apartamento, todas às noites, avisto pelas janelas, alguns vizinhos assistindo TV, outros fumando seus cigarros (na madrugada que se anuncia), alguns acenam suas mãos, esperando um aceno de volta... são sintomas do “insulamento pandêmico”.

É até normal que nesta fase de desterro social (principalmente os nossos idosos), sintam-se encantoados, pois, a maioria dos “nossos velhinhos”, nem de informática são familiarizados. 

Quem nunca se sentiu só, antes mesmo da pandemia? Muitos, mesmo estando cercados por Maracanãs repletos de pessoas ao redor, já tinham a solidão batendo ponto em suas vidas. 

Estar só, não significa transformar tudo em uma novela mexicana e sim, saber observar que a solidão não faz vítimas fatais, o que faz vítimas fatais atualmente, é o vírus, mas, este é um caso da ordem de saúde médica-hospitalar e não de dramaturgia ou literatura.

A solidão machuca, deixa suas escoriações, mesmo quando decidimos ficar sozinhos (por vontade própria, na solitude), pois, nenhuma solidão é boa companhia, nem a social e muito menos a virtual, esta, imposta pelos modernos Smartphones Touch Screen, conectados nas Redes Sociais, que nos dão a falsa impressão de mantermos milhares de amigos. A Web nos permite até estar “nas nuvens”, sem a necessidade de um Céu sobre nossas cabeças.

Um estudo da ONU - Organização das Nações Unidas, revelou que a população global atual (2020), mesmo com tantas baixas pela COVID-19, é de: 8 bilhões de habitantes no Mundo. Então, como é possível crer que ainda exista alguém sentindo solidão, neste nosso Mundo tão empachado de gente? Mas, o pior, é que mesmo com tanta gente, existem pessoas à beça se sentindo só por aí.

A solidão acontece em abundância, pois, somos parte de uma engrenagem hipócrita, que vive de aparências sociais. Algumas pessoas incultas, preferem estar na companhia de gente ainda mais inculta que elas (mesmo que seja de modo virtual), para que assim, todos possam coexistir, sem ganhar nada com isso, porque, elas vivem fazendo de conta, nesta verdadeira dança das cadeiras sem fim.

Já abordei vários temas aqui no ®DOUG BLOG, entre eles: timidez. E hoje, mais uma vez eu afirmo, que nem as pessoas tímidas, gostam só da companhia delas mesmas, pois, como bem disse o poeta jacobita inglês, John Mayra Donne (22 de janeiro de 1572 - 31 de março de 1631): “Nenhum homem é uma ilha isolada!” 

Baseado nesta frase, creio que a solidão só serve, para pessoas que querem se esconder de si mesmas, fazendo acrobacias para se manter longe das relações, que na cabeça delas, desafiariam até a lei da gravidade.

A solidão com o tempo só traz lágrimas e depressão (esta sim perigosa, pois, afeta a saúde da mente e do corpo), tornando a sensação de tomar conta da própria vida, em fracasso e desinteresse. 

Momentos de introspecção são necessários em nossas vidas. Mas, introspecção e sermos seres solitários, são duas coisas distintas, pois, mesmo quando acreditamos estar muito bem acompanhados, inevitavelmente, um dia, parentes e amigos nos desapontam de alguma maneira e aí, começa aquele teatro, onde interagimos muitas vezes por educação (mas, isso cansa), até o dia, que nos excluímos (ou somos excluídos), até dos grupos de família do WhatsApp, por exemplo.

Imagine a seguinte cena: você entra em um restaurante, se senta, pede o cardápio, janta; pede uma sobremesa, come; pede um cafezinho, toma; paga a conta e vai embora. Todos ao seu redor pensam: “coitadinho, que pessoa solitária, jantando sozinho(a)”. 

Mas, estar só, pode significar tantas coisas. Você pode estar saindo de uma relação, pode estar de luto, pode estar trabalhando provisoriamente em uma cidade (que não é a de sua residência) e, em todos estes casos, você precisa comer, mesmo que seja de maneira solitária e, em nenhum destes casos a solitude é digna de pena. 

Ou seja, não somos o quê pensam de nós, já basta este Mundo louco e pandêmico em que vivemos, onde quase nada de correto conseguimos observar ao nosso redor no momento. Tecer um elogio parece ser algo sofrido de acontecer, mas, uma crítica, está sempre afiada, fácil de sair da boca das pessoas. Mas, fofocas e maledicências hoje (como quase tudo no Mundo), são realizadas no modo digital, pois, muitos estão entorpecidos pelo vício virtual, muitos por vontade própria, outros tantos adotados pela quarentena.

Tem dias que a companhia mais fascinante que conheço, sou eu mesmo. Gosto de passar umas horas exercitando o meu bate-papo pessoal. Vocês que são pais/mães, observem os seus filhos, pois, crianças são especialistas nos bate-papos interiores (e não é à toa, que muitas vezes, sinto saudade daquelas boas épocas de menino, que vivi). 

Clarice Lispector (10 de dezembro de 1920 - 9 de dezembro de 1977), disse: “... que minha solidão me sirva de companhia, que eu tenha a coragem de me enfrentar...” - o grande erro do solitário é este, não conseguir enfrentar a si mesmo (e ao seu degredo), de peito aberto.

Eu gosto dos encontros casuais, do que é súbito. Aprecio poder viajar pelo Mundo, andar por aí com a liberdade, de saborear o vento que bate em meu rosto e em meus cabelos prematuramente grisalhos. Gosto da companhia das boas músicas e dos muitos escritores (sempre meus cúmplices). Aí, neste meu bate-papo interior, eu começo a relembrar tudo que já vivi, das tantas pessoas que já estiveram ao meu lado e, sinto falta de muita gente... “Pessoas” que li e não conheci (mas, que adoraria ter conhecido), gente que amei incondicionalmente e se foi... Esposa, avó, mãe, pai e alguns amigos. Mas, de contrapartida, lembro de gente, que eu prefiro correr delas, igual ao “Forrest” correu no filme: (“Forrest Gump – O Contador de Histórias” (1994), pois, estas, são tão nocivas quanto ao Novo Coronavírus.

A solidão mesmo sendo uma expressão múltipla, ela é só um momento infeliz em nossas vidas. Assim sendo, estas frases do filósofo francês, Paul Valéry (30 de outubro de 1871 - 20 de julho de 1945), se fazem pertinentes: “Um homem só está em má companhia!” e “Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade!” 

Ou seja: tenham calma meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, mantenham o equilíbrio (mesmo que introspectivamente), nestes dias de tamanhas incertezas (por mais difícil que isso possa parecer no momento), porque, um dia a solidão passará, pois, na vida, tudo é mesmo passageiro, mutável e perecível. E assim, um aceno de mão (vindo de um vizinho, pela janela e/ou sacada), vizinho este que você nem conhece... ou um sorriso seguido de uma palavra positiva, podem salvar a solidão de ambos, deste “exílio de ensimesmamento” de todos nós. 




“Solidão Que Nada” (1987)

♫Cada aeroporto
É um nome num papel
Um novo rosto
Atrás do mesmo véu
Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar.

Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada
Solidão, que nada.

Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo (tudo)
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não 
(não há promessas)
É só um novo lugar.

Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada
Solidão, que nada.
  
Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada.♫
°°°
♪ “Solidão Que Nada”, é uma composição de: Agenor de Miranda Araújo Neto - Cazuza (4 de abril de 1958 - 7 de julho de 1990); George Alberto Heilborn Israel (16 de maio de 1960) e Nilo Romero Filho (1° de agosto de 1960).

quinta-feira, 25 de junho de 2020

“Crianças em Tempos de Quarentena”

A retrospectiva do  fim de ano de (2020), será uma das mais fáceis de ser feitas por nós jornalistas, pois, só vai ter COVID-19/pandemia/quarentena nas pautas. 
   
Dizem que tempo é dinheiro... então, a maioria das pessoas do Mundo, deveriam estar milionárias, porque, nestes dias de quarentena (para muitos de nós), tempo não nos falta. Mas, a cruel realidade na pós-pandemia, será uma “quebradeira” econômica de proporções ainda inimagináveis.
   
Dizer hoje também, que esta quarentena já afetou todo mundo, seria “chover no molhado”. Mas, eu creio que afetou mais os adultos, pois, nossas crianças quando não estão com suas caras enfurnadas na TV, celular, iPad, laptop, videogame, etc... Estão bagunçando tudo, bem do jeitinho lúdico delas. 
   
A quarentena ainda não teve fim (mesmo que algumas pessoas insistam em ir para às ruas antes do tempo). Já a paciência de alguns pais (com seus filhos, tanto tempo dentro de casa), já foi para o espaço faz tempo também, sem precisar do auxílio luxuoso da NASA.¹
   
O que eu sei, é que  a Lei da Palmada (nome informal da lei brasileira nº.: 13.010/2014), que proíbe o uso de castigos físicos, contra crianças e adolescentes (em tempos da COVID-19), foi revogada momentaneamente, principalmente pelas mães.
   
Outro dia, estava no supermercado e, vi o Gabriel, filho de um casal de vizinhos do condomínio que resido e, perguntei a ele: 
💬 Gabriel, você não deveria estar casa, menino?
💬 Tio, eu vim ao mercado com o meu pai, porque, a chinela tá cantando solta lá em casa sem parar, na mão da mamãe. Eu já ando até com saudade de ter de ir à Escola. (risos)
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* Calvin (1985), personagem do cartunista americano: Bill Watterson (5 de julho de 1958). * Arte inicial animada da Postagem ®DOUG BLOG. 

¹ A NASA - National Aeronautics and Space, é  uma agência do governo dos EUA, responsável por desenvolvimento de pesquisas tecnologias e programas de exploração espacial.
 
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* Artes das Postagens ®DOUG BLOG (com as crianças), aparecem os personagens: Bozo (1940), palhaço criado pelo empresário americano: Alan Wendell Livingston - Alan Wendell Levison (15 de outubro de 1917 - 13 de março de 2009); caricatura do físico alemão: Albert Einstein (14 de março de 1879 - 18 de abril de 1955); Mulher Maravilha (1941), criação do psicólogo americano: Dr. William Moulton Marston - Charles Moulton (9 de maio de 1893 - 2 de maio de 1947) e do ilustrador  americano: H. G. Peter (8 de março de 1880 - 1° de janeiro de 1958); Nemo (2003) e Dory (2016), criações do animador americano: Andrew Christopher Stanton Jr. (3 de dezembro de 1965) e a caricatura do cantor brasileiro: Roberto Carlos (19 de abril de 1943).


A FILHA DO PALHAÇO BOZO

DEU MERDA!

DOUTORADO EM FAZER MERDA!

FELIZ DE TODOS OS ÂNGULOS!

GAME OVER

INFELIZ DE QUEM ESTÁ TRISTE

HERÓI ERRADO: ESSE GAROTO É UMA MARAVILHA 

DEIXA EU VER, DEIXA EU VER!

PROCURANDO NEMO

ENCONTRANDO DORY

NEM TÔ COM SONO (ZZZ)

SÃO TANTAS EMOÇÕES BICHO!

  Adriana Partimpim — “Oito Anos” (Ao Vivo) 

♫Por que você é Flamengo
E o meu pai Botafogo?
O que significa
Impávido colosso?
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?

Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?
Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?
Well, well, well
Gabriel
Well, well, well, well

Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?
Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?

Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?
Do que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve?
Como é que se escreve...
Reveillon?

Well, well, well
Gabriel
Well, well, well
Gabriel
Well, well, well
Gabriel
Well, well, well
Gabriel.♫
°°°
♪ “Oito Anos”, é uma composição da cantora e compositora brasileira: Paula Toller Amora (23 de agosto de 1962), qual fez para homenagear seu filho: Gabriel Farias (11 de dezembro de 1989), em (1997), quando o menino completou seu oitavo aniversário. E igual ao seu pai, o cineasta Lui Farias (9 de setembro de 1958), Gabriel (hoje com 30 anos), também é um grande botafoguense. E aqui neste vídeo, a canção é interpretada por: Adriana Partimpim, agnome infantil utilizado por Adriana da Cunha Calcanhotto (3 de outubro de 1965), outra grande botafoguense.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

“Presente Distópico... Corda Bamba Ulterior!”



Hoje é 1° de abril... mas, não é mentira. Hoje não é dia de ir na pracinha, não é dia das mamães e babás levarem os nenéns no parquinho, não é dia de levar a namorada no cinema do Shopping, não é dia de churrasco na laje, não é dia de Happy Hour com os amigos, depois do serviço, não é dia de nada, de coisa nenhuma. Muito menos, é dia de piadinhas infames, tão costumeiras no dia 1° de abril (em anos normais), que não é o caso neste “Vinte Vinte”, que apostamos tanto nele quando começou. Era um ano de números redondos, um ano bonito de se ver (ao menos no calendário, 2020 parecia pomposo), mas, qual o quê? Hoje o Mundo está fechado para balanço, está de pernas para o ar, por ter sido sacudido por este vírus cruel, que assolará o Mundo pelo visto, por um bom tempo ainda.
   
A certeza que temos, é que todos nós que gostamos de originalidade, de exclusividade, que somos totalmente contra os plágios, nós que somos pessoas inteligentes, que não gostamos de cópias e produtos piratas, estamos vivendo no torpor, de maneira idêntica, porque, 99,9% do Mundo está guardado dentro de casa. As pessoas que precisam (por obrigação de ofício), sair de casa, são minoria, neste “presente distópico” em que vivemos.
    
Os parentes e amigos me dizem preocupados comigo: “Você é louco de enfrentar as ruas todos os dias com este vírus solto por aí?” - porém, alguns profissionais hoje não dão mais suas caras à tapa, mas, sim, dão suas caras à máscara, inclusive eu que estou trabalhando normalmente. Assim, indo na contramão de Fernando Pessoa (13 de junho de 1888 - 30 de novembro de 1935), eu digo: “Viver é preciso, navegar não é preciso!” 
   
Hoje precisamos, atracar nossas embarcações, até que possamos voltar ao mar, nos envolvendo novamente com os cardumes de parentes e amigos. Agora, somente sobrevivemos, para no futuro, deixarmos de viver à deriva, nesta quarentena de mares bravios. Assim sendo, eu peço encarecidamente, para que todos possamos nos manter vivos, que a maioria continue em casa, enquanto alguns de nós continuaremos indo à luta, até porque, os grandes jornalistas do passado, eram aqueles que cobriam as guerras. Mas, não somos loucos e muito menos heróis, só, que não existem guerras sem soldados e só com generais. Assim, nos juntamos com outros aliados (de outras profissões) e estamos tentando fazer o Mundo continuar a girar, até que tudo volte a entrar nos eixos outra vez.
   
No momento, todas as roupas de baile, todas as roupas de festa, todos os trajes de gala, todas as roupas de missa, estão dependuradas no cabide, escondidas dentro do guarda-roupa, junto dos biquínis, maiôs e sungas, porque, hoje não temos mais festas e nem banhos de mar. Utilizamos no momento, moletons confortáveis, que vestem o desconforto dos nossos corpos, temerosos do que estamos vivendo e do que ainda viveremos, nesta nefasta fase virótica, qual vem abatendo muita gente (principalmente os idosos), que são mais suscetíveis a doenças oportunistas. Mas, que ninguém se engane em pensar, que gente jovem não irá morrer (pois, muitos já morreram), devido ao Novo Coronavírus. Os mais jovens, podem muitas vezes ser assintomáticos, porém, não são infalíveis e, servem de “transporte” para o vírus entrar em suas casas. Então, dizer que: 13,4%; dos casos fatais (que evoluem 1,38% por dia), devido à COVID, são de pessoas acima dos 65 anos, é balela, pois, não existem estatísticas que revelem um quadro de imunidade por idade, dentro de uma calamidade sanitária generalizada.
   
Este momento revela mais do que apenas o medo da morte; há incertezas de toda espécie. Simplesmente não podemos deixar que a histeria tome conta de nossas vidas. Precisamos manter a calma e a resiliência, e tentar conservar o autocontrole, embora manter o equilíbrio seja incrivelmente difícil em meio a tantas dúvidas, pois a “corda bamba ulterior” está frouxa, e todos nós a atravessamos a passos de tartaruga. E se, por acaso, viermos a cair, não há rede de segurança embaixo para nos aparar.
   
A chave de tudo, é mantermos a tranquilidade dentro desta retenção de dinâmica social, o maior tempo possível, pois, com à COVID, não tem dois pesos e duas medidas, o vírus não entra de férias, sendo altamente letal. Ou seja, a exclusão social se faz necessária, até que os profissionais da área de saúde, nos orientem no sentindo da existência de segurança, para voltarmos a conviver uns com os outros. Infelizmente, hoje pouco podemos fazer, além de “viver e não navegar”, pois, sair de casa agora por sair, fará acelerar aquilo que a ciência denomina de: curva ascendente da doença.
    
Temos que nos autogovernar, pois, os órgãos governamentais, nem sabem como gerir este problema de modo global. As medidas tomadas no momento, muitas vezes são deliberadas por rumo, tudo no piloto automático, visando a retomada econômica, deixando de lado o principal, a saúde de todos. Só que sem saúde, não existirão trabalhadores e muito menos eleitores. Mas, como entender as cabeças do políticos, se não consigo entender nem mesmo as prioridades, vindas do síndico do condomínio que resido? Sim, pois, nestes tempos de quarentena, os nossos lares, se tornaram em países pessoais. 
   
Assim sendo, cada um de nós planeja os dias uniformes de quarentena, de um jeito particular. Sim, muitas pessoas estão aproveitando para se dedicar na jardinagem, em lavar e passar suas roupas que estavam acumuladas, alguns arrumam os armários da casa, outros colocam a leitura em dia. Cozinhar (quem cozinha), continua cozinhando todos os dias (seja com quarentena ou não), pois, comer, comeremos sempre e na ansiedade e ociosidade dos dias de quarentena, aí é que comemos muito mais. Ou seja, fazer tudo que estava pendente, se tornou uma boa solução para os dias de tédio, fazer aquilo que antes da quarentena, não tínhamos tempo e hoje, tempo é o que não nos falta. Porém, psicologicamente falando, algumas pessoas não estão com ânimo para fazer estas tarefas, pois, muitas vezes não existe concentração para tais afazeres agora também. 
   
Precisamos neste momento, parar de ficar bitolados nas notícias sobre o vírus (e observem, que é um jornalista quem está aconselhando), pois, com acúmulo dos fatos, a tendência é só nos angustiarmos ainda mais e, angustiados ou não, os dias irão passar na mesma velocidade e da mesma maneira, até que esta pandemia termine e o vírus seja eliminado de vez. Só espero que no futuro (com a chegada das vacinas), não tenhamos de aprender a conviver com ele.



sexta-feira, 27 de março de 2020

“Espasmo de Vida!”

A canção “Sampa” (1978), de: Caetano Veloso (7 de agosto de 1942), diz em sua primeira estrofe:
 
♫ Alguma coisa acontece no meu coração ♪ Que só quando cruza a Ipiranga e Avenida São João ♪ É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi ♪ Da dura poesia concreta de tuas esquinas ♪ Da deselegância discreta de tuas meninas... ♫  

Pois é, “tuas meninas” estão cada dia mais discretas... com longas ruas vazias. Eu não vejo a hora ♫... dos novos baianos passearem novamente na tua garoa... Dos novos baianos te podem curtir numa boa!♫

Sou nascido no Rio de Janeiro, morei uns tempos em SAMPA (quando lá trabalhei). Sou de família mineira... como diz Milton Nascimento (26 de outubro de 1942) “... Eu sou o Mundo, eu sou Minas Gerais!” 

Eu gosto de olhar gente, de andar e estar com gente... mas, hoje vivemos este “espasmo de vida”... este epílogo sem fim, de dias de quarentena, esta distopia cinematográfica, sem precisar do auxílio luxuoso de Hollywood, parecemos operários em andaimes, olhando lá de cima (as cidades e as pessoas), como se fossem miniaturas.

Conheci tantas lugares, cidades do Brasil e do Mundo, qual, no momento só posso ver (pela tela da TV, laptop, iPad ou Smartphone). É desolador ver todas as ruas das urbes do Mundo sempre vazias (ruas quais um dia passei, esbarrando em gente, em muita gente), tudo numa espécie de vazio absoluto, isso me deixam estarrecido, é triste verificar estes monumentos de aço, pedras e luzes, sempre tão vivos, ali perdidos no meio do nada, sem vida. Vidas que se recolhem em suas casas, temerosas do que está acontecendo e, sobre aquilo que ainda está por vir pela frente.
   
Que Deus cuide de cada um de nós, que por ofício, enfrentamos ruas e avenidas, em todas as cidades do Mundo, nestes tempos da COVID, na diligência de nossas labutas, para que o resto da população, possa ficar em casa com segurança!
   
Nós jornalistas, estamos na luta pelas notícias, pelas informações precisas sobre o vírus e no combate das FAKE NEWS. Assim, juntamente com: médicos e enfermeiros (nos hospitais); paramédicos (nas ambulâncias); cientistas, que pesquisam dia a dia, incansavelmente uma possível (medicação/vacina), para combater este vírus predador; farmacêuticos; merendeiras (nas escolas públicas), que continuam fazendo o lanche das crianças, mesmo sem alunos nas salas de aula; técnicos de laboratórios; policiais, bombeiros e soldados; metroviários, motoristas e cobradores de ônibus urbanos; taxistas e motoristas de aplicativos; lixeiros (Garis e Margaridas), deixando nossas ruas limpas; eletricitários (mantendo luzes acesas nas casas, nos comércio que ainda podem estar abertos e em vias públicas); frentistas de postos de gasolina; entregadores de gás de cozinha; entregadores de delivery (em suas solitárias motos); profissionais do comércio varejista e feirantes; profissionais da indústria (nas grandes fábricas); agricultores, (que continuam em suas fazendas e sítios), plantando e colhendo; caminhoneiros (que levam cargas, nas estradas, que hoje mais parecem um exílio), tudo para que não exista desabastecimento no comércio, de produtos e alimentos; bancários e lotéricos... todos continuamos trabalhando, até que respostas concretas sejam reveladas, sobre como combater esta pandemia e, eliminar esta praga de vírus de vez. 
    
Creio que nossas crianças sejam até menos afetadas com esta quarentena forçada, do que nós adultos, tendo em vista, que elas estão mais acostumadas em ficar dentro das Escolas e de suas casas (sempre na companhia da informática). Já nós adultos, é que vamos “pirando” com os dias que passam lentos... minutos que passam meio sem vida, no conta-gotas. Acho que muitos adultos perderam a mão, no convívio com seus filhos dentro de casa o dia inteiro, muitos perderam o jeito de lidar com todos em casa, juntos por tanto tempo. 
   
Veja que trágico, foi preciso uma pandemia para unir nossas famílias outra vez e desunir também, pois, quem reside na mesma casa, vive junto, parentes que não vivem, não mais se visitam, devido a quarentena obrigatória. Eu olho para trás e, sou grato por ter convivido com meus pais, com minha mulher e com minha avó de maneira intensa. Eu não imagino como seria hoje, ter eles aqui e não poder abraçar e beijar minhas pessoas tão amadas, todos os dias?
    
Parafraseando o romancista, dramaturgo e poeta Miguel de Cervantes (29 de setembro de 1547 - 22 de abril de 1616), que disse: “Eu não acredito em bruxas, mas, que elas existem, existem!” - Eu digo: “Eu não vejo este vírus, mas, que ele existe, existe!” 
    
Assim sendo, vamos cuidar dos nossos idosos, das nossas crianças, vamos cuidar uns dos outros, pois, o momento é mesmo de empatia. Nós não estamos combatendo uma “gripezinha” qualquer, um “resfriadinho” que dá e passa. Estamos diante de uma severa pandemia, que infelizmente, antes de melhorar, ainda tende a piorar muito.
   
Mas, com fé em Deus e apostando na competência da ciência, juntos iremos sair desta fase negativa e colocar o bloco na rua outra vez, até porque, o povo não pode (e nem deve), se desacostumar a sorrir, pois, somos todos estrelas ascendentes, aqui neste Universo. 
   
E como cantou e encantou, o compositor e cantor brasileiro dos anos (1970), Walter Rosciano Franco (6 de janeiro de 1945 - 24 de outubro de 2019), em sua canção (estilo mantra): “Coração Tranquilo” (1978)...

♫... Tudo é uma questão de manter ♪ A mente quieta ♪ A espinha ereta ♪ E o coração tranquilo... ♫



® DOUG BLOG | 👻 Gasparzinho

® DOUG BLOG | 👻 Gasparzinho
☞ Todos os comentários no ®DOUG BLOG passam por moderação. Comentários anônimos e/ou desconhecidos (mesmo que publicados), não serão respondidos. Agradeço a tua visita, mas, da próxima vez que comentar, por favor, identifique-se, pois, até o “Gasparzinho, o Fantasminha Camarada” tem um nome. Atenciosamente, Jornalista Douglas Melo.

® DOUG BLOG | [Direitos Autorais — © Copyright]

® DOUG BLOG | [Direitos Autorais — © Copyright]
O ® DOUG BLOG É CRIPTOGRAFADO E PROTEGIDO CONTRA PLÁGIOS, CONFORME A LEI DE DIREITOS AUTORAIS [© Copyright], N° 9.610/98, ARTIGO 184 DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO. OS TEXTOS / FRASES / CRÔNICAS / ARTIGOS / IMAGENS/ARTES / GIFs - Graphics Interchange Format / ETC..., AQUI PUBLICADOS, CITANDO O NOME: Jornalista Douglas Melo e/ou NOME FANTASIA: Doug, TEM [® REGISTRO], NA FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, Av. Rio Branco, n° 219 — Centro — Rio de Janeiro (RJ) — CEP: 20.040-008. A Lei determina que a reprodução integral ou parcial de textos e artes publicados no ® DOUG BLOG não é permitida, por ser de propriedade do autor os direitos autorais e, caberá ao mesmo, qualquer liberação dos direitos de utilização, por escrito e registrado em cartório. Qualquer inserção de obras protegidas por direitos autorais do ® DOUG BLOG na Internet (reprodução e transmissão), não autorizadas, constituirão em plágio, cabendo medidas legais. Fica a Dica: Seja criativo e evite ter problemas de jurisprudência. Advogado responsável ® DOUG BLOG: ⚖️ Dr. Antônio de Pádua Teixeira Bruno (OAB: 61.321).

ABI 📰 Jornalismo | ® DOUG BLOG

ABI 📰 Jornalismo | ® DOUG BLOG
ABI — Associação Brasileira de Imprensa (Fundação: 7 de abril de 1908). — “ABI — Sempre no lado certo na História do Brasil!”

👇 AQUI | POSTAGENS EM DESTAQUE | ® DOUG BLOG | JANEIRO/2026

“As Idades dos Homens e das Mulheres”

☞ AVANTE! AVANTE! | ® DOUG BLOG — Para quem quer mais que simples palavras!

☞ AVANTE! AVANTE! | ® DOUG BLOG — Para quem quer mais que simples palavras!
l웃 Toque em Dom Quixote de La Mancha e Sancho Pança e acesse... Frases ®DOUG BLOG.— “Don Quijote de La Mancha, personagem de: Miguel de Cervantes Saavedra” (29/9/1547 - 22/4/1616) .

® DOUG BLOG 🏆 BOTAFOGO CAMPEÃO DA LIBERTADORES E CAMPEÃO BRASILEIRO 2024☆

® DOUG BLOG 🏆 BOTAFOGO CAMPEÃO DA LIBERTADORES  E CAMPEÃO BRASILEIRO 2024☆

® DOUG BLOG | ⚽ Seleção Brasileira de Futebol ⚽

® DOUG BLOG | ⚽ Seleção Brasileira de Futebol ⚽
⚽ 1958 🏆 Campeão: Suécia ⚽ 1962 🏆🏆 Bicampeão: Chile ⚽ 1970 🏆🏆🏆 Tricampeão: México ⚽ 1994 🏆🏆🏆🏆 Tetracampeão: EUA ⚽ 2002 🏆🏆🏆🏆🏆 Pentacampeão: Japão/Coreia do Sul.

® DOUG BLOG | Mirando na Educação! 📚

® DOUG BLOG | Mirando na Educação! 📚
📚 Sou a favor do porte de livros... Pois, a melhor arma para salvar uma pessoa, é a educação! 📚

® DOUG BLOG | 〴⋋_⋌〵Batman

® DOUG BLOG | 〴⋋_⋌〵Batman
“Morcegos me assustam... Meus Inimigos vão partilhar desse pavor!”

® DOUG BLOG | 🐰 Recado da Mônica

® DOUG BLOG | 🐰 Recado da Mônica
웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.