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domingo, 1 de fevereiro de 2026

“Languidez”


Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, vamos falar sobre languidez. Mas, o que é isto? Será um prato típico?  Comi um “languidez defumada” digna dos deuses. Ou será a tal licença poética? - nem uma coisa, nem outra. A languidez refere-se a um estado emocional onde não há propósito na vida, só existindo estagnação, uma sensação de vazio e falta de paixão por quase tudo, quando, mesmo diante do caos dos nossos dias corridos, sair de uma situação difícil se torna uma zona de conforto (ainda que desconfortável).

Mudar de vida sem ajuda é extremamente difícil porque, envolve lutar contra mecanismos naturais do cérebro, falta de perspectiva externa e esgotamento emocional. A mudança exige um gasto de energia mental que, quando se está sozinho, muitas vezes leva à exaustão ou à autossabotagem. Mesmo mudar situações ruins e familiares se torna complicado quando se está sozinho, porque, o cérebro prefere o familiar, o previsível, ao desconhecido, interpretando o novo como uma ameaça, o que gera ansiedade e medo da mudança.

Qualquer mudança gera medo. Sem apoio para validar que o medo é normal, a tendência é ficar paralisado mantendo o status quo, onde a inércia se torna um hábito. Em outras palavras, mudar um comportamento repetido por anos exige esforço consciente contínuo. Sem ajuda para reforçar o novo comportamento, o cérebro tende a retornar automaticamente aos velhos hábitos. As principais razões pelas quais o apoio é fundamental são a resistência biológica e psicológica, onde o cérebro prefere o conhecido, mesmo que a vida esteja insossa.

A falta de perspectiva refere-se ao efeito de visão em túnel, uma cegueira situacional que nos deixa imersos no problema, incapazes de enxergar as soluções óbvias. Uma pessoa de fora do problema oferece uma visão imparcial, novas ideias e perspectivas que você não consegue ver. Sem apoio, é fácil duvidar de si mesmo e da sua própria capacidade de mudar, levando à desesperança.

A falta de “accountability” (responsabilidade, prestação de contas e acompanhamento), ocorre quando não há ninguém para responsabilizá-lo por novas ações. Sem ninguém esperando que você alcance uma meta ou monitorando seu progresso, a procrastinação se torna mais fácil. A ajuda externa traz o comprometimento necessário e o apoio emocional para esta jornada de mudança que, mesmo sendo cansativa e dolorosa, tende a se tornar mais leve com este apoio. A falta de incentivo gera um sentimento de solidão e impotência, aumentando o estresse, a sobrecarga emocional e a exaustão.

A Síndrome de Burnout¹ faz você lutar contra a sua própria rotina. No entanto, sem ajuda, tudo gera exaustão mental e física. Quando estamos exaustos, perdemos a motivação para agir. E como encontrar o controle quando se está abatido, no limite? A dificuldade em pedir ajuda muitas vezes vem do medo de parecer fraco, o que aprisiona a pessoa nas correntes da solidão.

Como superar isso sem apoio imediato? Se você se sente sozinho nesta situação, o primeiro passo não é uma mudança drástica; busque apoio, porque, a mudança é um processo neurocientífico e não uma fraqueza sua. Dê pequenos passos, quebre rotinas, mire em pequenas tarefas para não sobrecarregar o cérebro. E buscar ajuda profissional (terapeutas, grupos de apoio), ou pessoas que já passaram pela mesma situação, ajudam a criar uma rede de segurança que pode estar faltando.

Ou seja, sair de uma situação ruim sozinho é muito difícil porque, você está lutando contra suas próprias defesas biológicas e psicológicas, sem um “coach” para ajudá-lo a enxergar o panorama geral e motivá-lo quando o cansaço se instala. Mas, o jogo da vida não termina antes da hora, mesmo que você desista de jogar o jogo e descubra que ninguém gosta de sofrer na vida, pois, gostamos de pertencer, mas, na languidez a sensação é de não pertencimento. 
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A Síndrome de Burnout, ou esgotamento profissional, é um distúrbio emocional crônico caracterizado por exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, causado diretamente por situações de trabalho desgastantes, jornadas longas e pressão excessiva.
 
 

sexta-feira, 26 de março de 2021

“Ciclos da Vida”



Com a economia global praticamente parada (devido a pandemia), estando funcionando somente os setores essenciais na indústria e no comércio, o Mundo entrou na “bancarrota”¹. O desemprego que assolou o Mundo devido ao vírus, agiu em nossas vidas igual a um “apito de cachorro”, que ninguém até hoje conseguiu escutar o “silvo agudo da Covid”, mas, o resultado trágico está aí, de “boca bem aberta” mordendo todos nós. 
   
As imprecisões econômicas e estruturais da sociedade, com certeza serão afetadas a longo prazo, com muitos trabalhadores ficando entre o espiral do desemprego e o “home office”. E até o retorno ao trabalho convencional, após este longo período em casa (que muitos ainda cumprem), também não será nada fácil.
   
Até minhas palestras pelo “Rotary”, hoje em dia são no estilo de videochamadas em grupo. E nelas um dos temas em voga, é a preocupação eminente sobre como será o futuro profissional das pessoas pós-pandemia, que havendo ou não uma normalidade em nossos dias futuros, teremos de nos adequar ao trabalhar fora de casa de maneira contínua, mas, precisaremos saber reconhecer os potenciais existentes em cada pessoa, nesta nova fase da vida.
   
Vamos visualizar a seguinte situação: com a pandemia, muitas  orquestras paralisaram totalmente suas atividades e alguns músicos, tiveram de deixar o talento de lado, pela real necessidade do provento imediato, para sustentar suas famílias. Assim, um maestro pode sugerir a um dos violinistas, por exemplo, que ele aprenda a tocar flauta, para suprir a escassez de flautistas na orquestra, porém, isso levará um bom tempo de exercícios e treinamentos. Ou seja, neste ínterim de aprendizagem, a orquestra perdeu um excelente violinista e está ganhando um flautista (a princípio), medíocre.
   
Agora outro exemplo, com uma situação mais aguda. Em uma loja, o proprietário vê o seu gerente morrer da “Covid” e, precisará colocar outra pessoa em seu lugar. Na loja existe um excelente vendedor, honesto, pontual e que está na empresa mais de uma década. O dono do estabelecimento resolve promover este vendedor ao cargo de gerente, assim, nos meses seguintes, vê as vendas da loja caírem e os demais vendedores, estão todos muito desmotivados e desorganizados em suas funções. Ou seja, aquele excelente vendedor, que era competente no que fazia, que motivava os colegas, pois, gostava do serviço e era bom na competitividade das vendas (por ser condicionado a viver pressionado por metas), acostumando a receber ordens e não a ordenar que os outros façam algo, acabou ficando “no meio do caminho”, na sua profissão. Ou seja, o dono da loja deveria ter dado um aumento salarial ao vendedor, por ele ser eficaz no que fazia e ter contratado alguém com perfil de comando, para gerir a loja, pois assim, todos sairiam ganhando.
   
Resumindo, nem toda mudança de valores no holerite, significa melhoria de vida e, nem toda promoção, pode ser considerada benéfica, pois, nos acostumamos tanto com aquilo que fazemos, que quando somos colocados em um outro setor na empresa, tendo de mudar de cidade ou país, por exemplo, o recomeço poderá parecer decepcionante.  
  
Trabalhar hoje em dia nestes tempos pandêmicos, se tornou algo desgastante (como quase tudo aliás, se tornou massante), mas, ficar desempregado, seja outrora ou em tempos pandêmicos, me parece algo ainda pior.  
   
Porém, com pandemia ou não? - teremos sempre de fazer escolhas e caminhar para frente, pois, como bem disse “Agenor de Miranda Araújo Neto - Cazuza” (4 de abril de 1958 - 7 de julho de 1990), na canção: “O Tempo Não Para” (1988): ♫...Eu vejo o futuro repetir o passado ♪ Eu vejo um museu de grandes novidades ♪ O tempo não para ♪ Não para não, não para...♫
    
É vero, todos estamos vendo o futuro repetir o passado, pois, está não é a primeira pandemia que o Mundo enfrenta e pelo visto, não será a última. Agora, até onde tudo isso vai? - a resposta para esta pergunta é tão incerta, quanto o voo de um aviãozinho de papel, pois, quando atiramos um aviãozinho de papel, nunca temos certeza qual rumo que ele irá tomar, mesmo que o aviãozinho seja arremessado em linha reta, pois, existem vários fatores que podem desviá-lo do destino pretendido, como o tipo de papel utilizado para fazer o avião e as imperfeições em suas dobraduras, o vento poderá ser também outro fator de risco, no planar certeiro do nosso avião de papel.
   
Pequenos atos hoje em dia fazem toda diferença, no que anteriormente, parecia ser algo insignificante (como arremessar um inocente aviãozinho de papel). Assim sendo, os recomeços são forjados nos detalhes, no saber se adequar a novas tarefas e a novas pessoas que nos cercam. Porém, nada nos garante que esta nova jornada será confortável, como era a suposta “Zona de Conforto” construída anteriormente e que hoje (na fase pandêmica), denominamos de quarentena, que diga-se de passagem, muitas pessoas nem cumprem e boa parte delas, deixam de manter o isolamento social, não somente pela necessidade de trabalhar fora de casa, mas, por inconsequência de acreditar que as coisas ruins da vida, só acontecem aos outros, porém, devemos lembrar sempre que nós somos “os outros para os outros”.
   
Espero que o nosso sobreviver atual deixe de ser este “circo dos horrores”... Este parecer estar encaixotado esperando o dia da mudança, onde possamos em breve voltar a cumprir somente os ciclos da vida, pois, o viver, é feito de diversas séries de fenômenos, fatos ou ações de caráter periódico, que estão presentes em todos os momentos da nossa existência, onde questionamos, aprendemos, erramos, acertamos. Enfim, acúmen mesmo é saber aproveitar bem a vida, no que ela tem de melhor. O quê não podemos e nem devemos fazer, é ficar queimando etapas com tolices e falta de condescendência.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “Bancarrota”, representa a quebra e/ou falência de uma empresa ou pessoa física, acompanhada ou não de culpa ou fraude do devedor. Pode ser também, a falência financeira do Estado, por impossibilidade monetária, qual suspende o pagamento de suas obrigações legítimas e vencidas. No sentido literal da palavra, “bancarrota” representa: ruína, quebradeira econômica.


sábado, 9 de novembro de 2019

“Redes Sociais e as Zonas Sem Conforto dos Cara-Pálidas”

No meu texto publicado em (3 de novembro), sobre “Antipatia Gratuita”, observei nos comentários (pois, os comentários são a extensão do texto de certa maneira), que a relação das “Redes Sociais”, são as que mais atraem inimizades, contrariando a nomenclatura (“SOCIAL”), que deveria aproximar as pessoas na Web. Assim sendo, continuando nesta vertente, de tentar entender a relação das relações na “Grande Rede”, trago o seguinte relato:
 
E aí, já se levantou, escovou os dentes, lavou o rosto e depois tomou o seu café da manhã hoje? Depois, saiu trabalhar ou estudar (ou ficou trabalhando em casa mesmo, pois, os serviços de casa nunca acabam). Lá pelo meio dia, você parou para almoçar. De tardinha fez um lanche (porque ninguém é de ferro!) À noite, tomou seu banho e já está pronto para jantar, assistir um pouco de TV e depois ir dormir. Tem muita gente que ainda encontra tempo para fazer ginástica (o que considero bem salutar) e levar o seu animal de estimação para passear. 

Este é o “X da questão”, para tudo nesta vida encontramos a hora certa de executar as coisas do dia a dia, menos para às “benditas Redes Sociais”, pois, de minuto em minuto, 90% das pessoas checam como estão às coisas por lá... Como se este “lá” existisse realmente... Mas, lá onde, “cara-pálida?”
   
As “Redes Sociais”, tornaram-se meio numa espécie de “ração de ego”, necessária para alguns, que se alimentam de uma suposta felicidade. Porém, eu creio que só os tolos creem realmente nisso, que exista felicidade em ver exibidos “likes” em postagens, que na maior parte do tempo, são “memes” de tudo que já vimos na Web anteriormente.
   
O pior, é que hoje em dia, estas mesmas pessoas (e algumas celebridades), contratam empresas especializadas em “curtidas”, que vão movimentar seus sites e “Redes Sociais” (através de repetidores - “robôs”). Ou seja, é um aglomerado de mentiras, onde quase ninguém que curte e segue estas páginas, existe realmente.
    
Eu até aprecio os “emojis, emoticons ou smileys”, só não sei como eles possam ser utilizados no dia a dia? Sim, pois, se eu digo que amo minha namorada, obviamente eu não preciso mostrar uma figurinha de coraçãozinho depois, para ela ficar feliz e acreditar no meu amor por ela. Da mesma maneira que ninguém diz gostar de algo que você fez e, depois levanta o dedão (validando o seu “legal”) - tal ato seria no mínimo ridículo.
   
As “Redes Sociais”, de certa maneira são um atraso de vida, pois, elas se incumbem de retardar algumas pessoas, que falam tudo em diminutivos, onde você vira (vc); porque vira (pq); sorrir vira (KKKK) e até falar demais vira (mimimi), etc.
   
E quem criou meio sem querer esta “engenhoca louca”, foi “Mark Zuckerberg” (14 de maio de 1984), fundador do “Facebook”. “Zuckerberg” que para mim, é um dos caras mais desatinados do Mundo (provando que até os idiotas dão certo na vida), é o exemplo mais claro disso.
   
O início desta coisa toda (que deveria ser algo insignificante), teve como primeiro nome “Facemash” (antecessor do “Facebook”), tendo sido lançado em (28 de outubro de 2003 - 16 anos atrás), no dormitório de “Zuckerberg”, na universidade norte-americana “Harvard”, onde “Mark Zuckerberg” (por se julgar muito inteligente), fingia estudar.
    
Mas, “Zuckerberg” não estava sozinho nesta empreitada, ele contou com a ajuda de mais quatro amigos: “Dustin Moskovitz” (22 de maio de 1984); “Chris Hughes” (26 de novembro de 1983); “Andrew McCollum” (4 de setembro de 1983) e o brasileiro “Eduardo Saverin” (19 de março de 1982), que juntos, criaram o software para o site “Facemash” (quando eles ainda estavam no segundo ano de faculdade). O site foi programado para ser um jogo entre os estudantes de “Harvard”, mostrando aos “visitantes” duas fotos de alunos (a princípio, só mulheres), com as fotos delas lado a lado, para serem escolhidas como as mais atraentes. (Nos “EUA”, este jogo ficou conhecido como: “Hot or Not”).
   
Uma noite,“Mark Zuckerberg”, dando uma de “Adolf Hitler” (20 de abril de 1889 - 30 de abril de 1945), escreveu em seu “blog” o seguinte texto, que para mim é desonroso e, para um rapaz que se julgava tão inteligente e esperto, também deveria ser:

— 9:48 pm
“Estou um pouco bêbado, confesso. E daí que ainda não é nem 22h e é uma terça-feira? O facebook do dormitório Kirkland está aberto em meu computador e algumas pessoas têm fotos muito feias. Eu até gostaria de colocar algumas ao lado de fotos de animais, daqueles que vemos nas fazendas, para votar quem seria mais atraente.
— 11:09 pm
“Ok, está funcionando. Não tenho certeza de como esses bichos irão se encaixar nisso tudo (nunca podemos saber quando se trata de animais...), mas eu gosto da ideia de comparar duas pessoas.
— 12:58 am
Que o hacing comece.”

Aí, eu pergunto: porque diabos nós devemos prestigiar uma pessoa que enriqueceu de maneira fácil e sem fazer o mínimo esforço de inteligência? E o que é pior, tudo isso tratando as pessoas como animais. Aliás, “Mark Zuckerberg”, é o mesmo que anda envolvido em processos junto ao governo americano, devido à venda de informações pessoais dos usuários do “Facebook”, nas últimas eleições americanas, tornando ele cada vez mais rico e leviano. 
   
Assim sendo, quem continuar utilizando “Facebook, WhatsApp e Instagram”, por exemplo, ajudam a agregar esta fração de “ração de ego” em suas vidas vazias. 
   
Notem, que não estou referindo-me ao “Twitter e YouTube”, que não são de propriedade de “Mark Zuckerberg”, mesmo assim, estes meios de comunicação virtuais, pouco ajudam também no convívio social humanizado.
   
Assim sendo, será que quem vive de “seguidores, likes, emojis/smileys”, são felizes? Ou a maioria está vivendo nessa “Zona de Conflito”, que virou a solitária vida de muitas pessoas, quais acreditam na existência do “Mundo Virtual” e desta tal de “Zona de Conforto?” - os que quiserem, perguntem ao “Mark Zuckerberg”, através de sua página no “Facebook”, quem sabe ele não lhes dará um “like?”
°°°
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* “Garfield e Odie” (1978), criações do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).




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domingo, 27 de outubro de 2019

“Fênix — Volta Por Cima”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, nós estamos sempre em busca da felicidade, mas, por maneirismos da vida, por coisas tolas e às vezes dispensáveis em nossos dias, nos perdemos dos nossos objetivos principais e assim caímos. 
   
A única vantagem de cair, é por vezes conseguir levantar mais forte, para seguir em frente. E quantos de nós na jornada da vida, já atingimos o fundo do poço? Quantos de nós já nos deparamos com a beira do abismo e vimos “ele” nos chamando?... Assim como disse “Friedrich Nietzsche” (15 de outubro de 1844 - 25 de agosto de 1900): “E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti!” 

Ou seja, o abismo nos chama para a queda... E alguns de nós, acabamos sendo seduzidos e caímos. 
   
Todos já levamos tombos realmente feios. Muitos, ou quase todos nós, já experimentamos fases tristes na vida. E mesmo aqueles que ainda não tombaram, um dia também irão ver suas “supostas” vidas seguras, cair por terra, pois, os sofrimentos batem à nossa porta e o erro é fatal, pois, não existe esta bobagem de “Zona de Conforto”. E assim, por sermos humanos, nada nos socorrerá no dia que o “derradeiro precipício” surgir diante de nós. 
   
Porém, quantos de nós conseguimos nos levantar e dar a volta por cima, ressurgindo das cinzas igual à “Fênix em chamas?”¹ Poucos, pois, às vezes é difícil conseguir encontrar forças para um recomeço e, geralmente esperamos nos levantar escorados em outras pessoas... Em remédios de “tarja preta” e tantas drogas ilícitas... Na fé (somente como muleta social)... Só que estes são só mais erros, porque, se não conseguirmos nos levantar por nós mesmos, nada e nem ninguém conseguirá nos içar e nos direcionar no caminho correto a seguir, pois, de certa maneira, somos todos aves migratórias nesta vida, procurando um lugar ao Sol. 
   
O melhor é seguirmos como diz na canção: “Volta Por Cima”²:

🎶 Chorei, não procurei esconder ♪ Todos viram, fingiram ♪ Pena de mim, não precisava ♪ Ali onde eu chorei ♪ Qualquer um chorava ♪ Dar a volta por cima que eu dei ♪ Quero ver quem dava ♪ Um homem de moral não fica no chão ♪ Nem quer que mulher ♪ Venha lhe dar a mão ♪ Reconhece a queda e não desanima ♪ Levanta, sacode a poeira ♪ E dá a volta por cima. 🎶
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A “Fênix” é um pássaro da mitologia grega, que quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas. Outra característica da “Fênix”, é sua força que lhe permite carregar cargas muito pesadas enquanto voa — (que metaforicamente, representa o poder de carregarmos os nossos fardos, superando os momentos de adversidades).

² “Volta Por Cima” (1963), é uma canção do compositor brasileiro: “Paulo Emílio Vanzolini” (25 de abril de 1924 - 28 de abril de 1913).
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* “Garfield e Odie” (1978), criações do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).




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domingo, 7 de janeiro de 2018

“Os Perigos da Geração Z”

Você deixaria seu filho menor de idade sozinho no meio de uma praia lotada e voltaria horas depois para buscá-lo? Acho que nenhum pai em sã consciência faria isso, certo? Porque, a chance de nunca mais ver o filho seria muito alta. Mas, então por que, os pais da “Geração Z” deixam seus filhos vagarem livremente, “navegando” na Internet, sem verificar se eles estão se “perdendo” com estranhos virtuais?

Mas o que é a “Geração Z?” É uma geração de crianças, também conhecida como “iGeneration”, “Plurais” ou “Centennials”, termos sociológicos que definem as pessoas nascidas entre os anos de (1998 e 2010).

A “Geração Z” é uma onda de jovens que surgiu com o boom na criação de dispositivos tecnológicos (smartphones, tablets, etc.). A grande nuance desta geração é a sua capacidade de alternar constantemente entre opções que vão desde canais de televisão e videogames até celulares, tudo simultaneamente com a Internet. Em outras palavras, são jovens que estão sempre conectados às Redes Sociais e à Web 24 horas por dia, 365 dias por ano, o que faz com que os membros da “Geração Z” sejam considerados nativos digitais, já que são muito familiarizados com o mundo virtual. Suas principais características são a compreensão da tecnologia; a capacidade de realizar multitarefas; a interatividade e a velocidade sócio-virtual; e a impaciência para se concentrar em algo escrito (preferindo filmes, vídeos, GIFs de memes e imagens).

Os adultos da “Geração Y” e jovens da “Geração Z” vivenciam sentimentos de insatisfação e insegurança em relação à sua realidade financeira e ao futuro da economia e da política. Estas gerações se deparam com desigualdades de renda cada vez maiores em todo o Mundo, à medida que a classe média se torna mais ambiciosa, aumentando os níveis de estresse familiar (principalmente devido à falta de recursos financeiros), ou, melhor dizendo, devido aos desafios reais da troca frequente de dispositivos, que se tornam mais sofisticados a cada ano e, portanto, mais caros. Como resultado, os jovens da “Geração Z” nunca têm recursos para arcar com seus gastos tecnológicos, em grande parte devido à sua pouca idade, o que dificulta que tenham recursos financeiros para investir no que o mercado dita como tendências.

É precisamente aí que reside o perigo da “Geração Z”. Incapazes de acompanhar a sociedade em geral (o que impede a maioria dos jovens de ter acesso às novas tecnologias), estes jovens “plurais” (principalmente na classe média), sofrem um certo desconforto social e familiar. Sentem-se alienados de seus amigos mais abastados, o que leva a uma proliferação de amigos virtuais e torna o ambiente familiar mais tenso, não apenas por razões monetárias, mas também devido à preocupação dos pais com as amizades virtuais que a zona de conforto (proporcionada através da Internet), traz para dentro de casa, sem que ninguém seja convidado e sem saber se estes amigos são realmente confiáveis. Esta diferença monetária também gera uma espécie de inveja, devido à pressão sobre os jovens para terem novas formas de interação no mundo digital e à sua incapacidade de acompanhar os amigos.

Como podemos ver, o habitat natural dos “plurais” é o da precariedade financeira. A “Geração Z” deu origem a indivíduos agrupados em movimentos políticos e sociais, polarizando a ideologia chamada “Ciberpolítica”, que atrai um segmento (ainda que minoritário), mas, sempre constitutivo, mesmo em uma geração “cancelada” das coisas reais do Mundo, porque, os “plurais” pensam com a cabeça voltada para o que está na Internet. Além disso, a “Geração Z” precisa de mais recursos financeiros para viver em sociedade em comparação com qualquer outra geração mais abastada na ordem socioeconômica, justamente porque, deseja consumir os mesmos softwares e hardwares que outros grupos sociais.

Por outro lado, a “Geração Z” é considerada a geração mais multirracial que já existiu, a mais aberta à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a mais favorável à igualdade de gênero. Em outras palavras, a “Geração Z” é a menos preconceituosa, seja no universo virtual ou no mundo real, e isso fica evidente nas postagens e comentários deixados pelo grupo “Z” nas redes sociais sobre o “X da questão”.
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“As Idades dos Homens e das Mulheres”

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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.