Bem meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, existem algumas versões para a criação do Rocambole, mas, a que eu mais gosto, é esta de Napoleão Bonaparte (15 de agosto de 1769 - 5 de maio de 1821):
Os fatos da vida muitas vezes acontecem de maneira aparentemente deliberada. Napoleão Bonaparte, por exemplo, em eventos sociais não comia bolos e doces. Um dia, um confeiteiro, que estava enfurecido pelo “imperador baixinho” não comer suas saborosas guloseimas, da melhor confeitaria francesa, fez uma massa de bolo esponjoso (“Pão de Ló), bem fininha, assou, recheou com geleia de damasco, enrolou e mandou para Napoleão, junto com um cartão que dizia: “Vous vivrez une Adventure Fantastique!” (“Você viverá uma aventura fantástica!”). Napoleão, que sofria de úlcera estomacal, evitava as delícias do confeiteiro, não por implicância com o talentoso doceiro, mas, por orientação médica. No entanto, deste quase bolo recheado com geleia de damasco, o imperador gostou bastante, pois, comeu tudo, lambeu os dedos e ainda pediu mais. E assim, nascia o delicioso Gâteau roulé, uma nova versão do tradicional Rocambole.
Já que citei o Pão de Ló, vamos contar sua história. Este bolo muito fofo (às vezes também considerado um doce), foi criado pelo cozinheiro e confeiteiro genovês Giovan Battista Cabona (16 de fevereiro de 1292 - 12 de novembro de 1363), que servia desde muito jovem, à família do embaixador italiano e marquês Alberto Pallavicini (28 de março de 1237 - 11 de fevereiro de 1311), que adorava quitutes de confeitaria. A receita original de Cabona, era feita com ovos, açúcar e farinha de trigo (sem fermento). Na receita atualizada, foram adicionados leite morno (ou água morna) e fermento químico e fica realmente muito bom... “Mamma Mia!”
E o Bolo de Rolo, onde se enrola nesta história toda? Este bolo é muito parecido com o Rocambole e foi introduzido no Brasil no (século XVI), na época da chegada dos portugueses a Pernambuco, que trouxeram na bagagem uma receita tradicional lusitana, denominada: “Colchão de Noiva”, que é uma espécie de Pão de Ló, com recheio generoso de doce de amêndoa, sendo enrolado em camadas grossas. O verdadeiro Bolo de Rolo é muitas vezes confundido com outros tipos de bolos de enrolar, como o Gâteau Roulé, por exemplo. Já o “Colchão de Noiva”, ainda hoje, possui uma forma única de ser preparado pelos portugueses. No Café à Brasileira (fundado em 19 de novembro de 1905), em Lisboa - Portugal, Fernando António Nogueira Pessoa (13 de junho de 1888 - 30 de novembro de 1935), era visto sempre tomando uma bica acompanhada de algumas boas fatias de “Colchão de Noiva”, talvez para saciar a fome também de seus heterônimos, “ó pá!”
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