Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, O Natal está chegando e para muitos é, como diz a canção: uma noite feliz, uma noite de paz, com uma mesa farta de iguarias e com parentes e amigos reunidos; para outros, é apenas mais uma noite de dezembro, sem o tilintar de copos e taças que brindam festivamente, que passam o ano inteiro sendo invisíveis.
Para mim, infelizmente, o Natal não é tão feliz quanto deveria ser, pois, sempre que esta data chega, meu coração dói e sinto uma tristeza repentina, pelas minhas pessoas queridas que sempre estiveram ao meu lado e que literalmente não estão mais presentes.
À medida que a população envelhece, o “amigo secreto”, ou “amigo oculto” das festividades de fim de ano se torna cada vez mais oculto e como é triste ser esquecido o ano todo e saber que no Natal não será diferente. Uma pergunta que sempre me incomodou quando eu era criança: a Mamãe Noel passava o Natal sozinha? Desde pequeno eu sempre achei que ninguém deveria passar o Natal sozinho.
Neste mundo onde o etarismo pune a experiência de vida, eu realmente gostaria que esta data fosse um momento para celebrar não o Papai Noel, mas sim, os nossos “bons velhinhos” da vida real... Nossos amados avós, pais e mães que sempre nos incentivaram a escrever uma cartinha para o lúdico Papai Noel, nos Natais da nossa infância.
Querido Papai Noel, fui um bom menino/boa menina este ano. Gostaria de ganhar uma bicicleta de Natal, mas, se isso não for possível, pode me enviar o escudo do “Capitão América”¹ para me proteger da maldade humana, porque, a maldade é mais assustadora que as nossas mães quando estão bravas com um chinelo na mão... E que boa pontaria elas têm, não importa o quanto você corra, o chinelo acerta o alvo. Porém, quando já perdemos nossas mães, até estes golpe do chinelo em nossos bumbuns se torna nostálgico.
Quando meu pai Walter tinha entre 40 e 50 anos, ele se vestia de Papai Noel, criando aquele momento mágico para seus três filhos e principalmente para mim, o caçula. Quando descobri que Papai Noel não existia, como fiquei feliz, porque, era bom ser filho do Papai Noel nos 365 dias do ano e nos 366, dos anos bissextos. Ainda é inacreditável saber que lhe perdi; quantos anos são? Não preciso contar, porque, mesmo que fosse só um dia, doeria sentir a tua falta. Hoje olho o quanto eu me pareço com o senhor e o quanto o senhor se parece comigo, “meu querido, meu velho, meu amigo”, que foi meu conselheiro, meu coração que batia “mineiramente” em meu peito carioca. Pai que me apoiou na minha dor quando fiquei viúvo e eu (filho), estive ao teu lado quando minha mãe faleceu e foi a tua vez de perder uma companheira de toda uma vida.
O Natal é época de panetone... E tem muita gente que não gosta de panetone (inclusive eu). É época de clichês, de ouvir aquele tio chato (vestido de Papai Noel), perguntar pela enésima vez se o Pavê (doce): “É pavê ou pra comer?” - e aquela prima “cheia de não-me-toques”, passar mais um Natal reclamando das uvas passas do arroz à grega. Ou seja: até a “uva passa”, só o péssimo hábito das pessoas reclamarem de alguma coisa, até na ceia de Natal, não passa.
Mas, o Natal é também época de renascimento, de querer acreditar em dias melhores, de respirar fundo e desejar coisas boas principalmente para nós mesmo, que também nascemos na manjedourado do “menino Jesus”.
O ano está acabando e eu olho para a mesa de Natal sem todos os presentes... E não estou falando dos pacotes e caixas (pois, presentes ganho e retribuo), falo, das pessoas que eu ainda amo e já não estão literalmente presentes. E como eu disse antes, nem foi difícil crescer e entender que o Papai Noel nunca existiu, o difícil mesmo é entender que o meu Papai Noel já não existe mais. E mesmo que eu não passe o meu Natal sozinho, também é difícil entender que ainda tem gente passando esta “noite feliz, noite de paz”, se olhando no espelho em busca de companhia.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ O “Capitão América” (1940), é um super-herói criado pelos desenhistas de histórias em quadrinhos: “Joseph Henry Hymie Simon - Joe Simon” (11 de outubro de 1913 - 14 de dezembro de 2011) e “Jacob Kurtzberg - Jack Kirby” (28 de agosto de 1917 - 6 de fevereiro de 1994), que aparece nas histórias em quadrinhos americanas publicadas pela “Marvel Comics”, tendo virado filmes: televisivo em (1979) e cinematográfico em (1990/2011 e “Captain America: Brave New World”, programado para ser lançado nos “EUA” em fevereiro de 2025).
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* “Bugs Bunny - Pernalonga” (1940), criação do cartunista americano: “Robert Emerson Clampett - Bob Clampett” (8 de maio de 1913 - 2 de maio de 1984).
“Stille Nacht, Heilige Nacht - Noite Feliz”
(Tac Tacs Marionetes) — [Legendado]
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“Stille Nacht, Heilige Nacht - Noite Feliz” (1818), é uma canção escrita pelo padre católico austríaco “Joseph Mohr” (11 de dezembro de 1792 - 4 de dezembro de 1848) e musicada pelo professor primário austríaco “Franz Xaver Gruber” (25 de novembro de 1787 - 7 de junho de 1863), na cidade de “Oberndorf, Áustria”, tendo sido interpretada pela primeira vez na “Missa do Galo” daquele ano, na paróquia de “São Nicolau”. A canção tem tradução conhecida em 45 idiomas.