Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, algumaspalavras com sonoridade semelhante sempre complicam a vida das pessoas e as mergulham em total “escuridão”. Examinemos a conversa da “trindade”: Pai Johan, Mãe ElaineJane e filho Stephen. 💬 Pai, como se chamam esses grampos de prender papéis que você está usando? 💬 É clipes¹, meu filho! 💬 E como se chama quando a lua cobre o sol? 💬 Eclipse², meu filho! 💬 Então, é a mesma coisa? 💬 Não, Stephen, a mesma coisa é um caminhão cheio de chineses. Jane, ouvindo a conversa entre o marido e o filho, diz: 💬 Johan, homem de Deus,que jeito de responder é esse? Isso é preconceito. Isso não pode mais em pleno século XXI! 💬 Tá bom, tá bom, Elaine Jane... então, filho, é um caminhão cheio de japoneses.(risos) 💬 Afff...Johan, o que você acabou de dizer é a mesma coisa. 💬 Não é a mesma coisa nada, Elaine Jane... japonês é japonês, e chinês é chinês. 💬 E pare de me chamar de Elaine Jane! Minha mãe só me chamava assim quando eu fazia alguma coisa errada. 💬 Está bem... Mim Tarzan³, você Jane!(risos) 💬 Então, seu Tarzan,diz pra mãe que é um caminhão cheio de coreanos, e encerra essa história aí.(risos) °°° [NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG] ¹ O inventor e funcionário público norueguês Johan Vaaler (15 de março de 1866 – 14 de março de 1910), é o inventor do clipes de papel; ele patenteou um modelo de arame na Alemanha em (1899), porque, a Noruega não possuía leis de patentes na época, razão pela qual registrou o projeto no exterior.
² O último eclipse solar total de (12 de agosto de 2026), transformou o dia em noite no Hemisfério Norte (Rússia, Islândia, Espanha) e durou mais de dois minutos na faixa de totalidade, porém, não foi visível no Brasil.
³Na história original do escritor americanoEdgar Rice Burroughs (1º de setembro de 1875 – 19 de março de 1950), o nome Tarzan (significa “Pele Branca”), na língua fictícia dos grandes símios. Na trama, o herói é John Clayton III, Lorde Greystoke, filho de aristocratas ingleses. Sua esposa chama-se Jane Porter.
Bem meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, este não será um texto triste, mas sim, de palavras carregadas da saudade que ainda lateja. Já faz alguns anos que vivo sem a presença de meus pais no meu dia a dia. Dizem que esta é a ordem natural das coisas, mas, eu gostaria que não fosse desta maneira.
E, sendo hoje Dia dos Pais (no Brasil), há momentos em que sinto um desejo avassalador de voltar ao “ontem” e ser feliz mais uma vez ao lado daquele grande homem e botafoguense, que foi meu pai.
Na vida, sempre ganhamos ao ter um bom conselheiro. Mas, um dia, começamos a perder nossas referências; o tempo voa, e a saudade vem para nos roubar nossa paz de espírito.
Ainda me lembro como se fosse ontem: meu pai, um homem refinado, um verdadeiro “gentleman”, usando uma bonita aliança de ouro de seus cinquenta e seis anos de casamento com minha mãe, Neuza; sempre sorridente, um homem culto e um matemático brilhante, de mente aguçada, mesmo já avançado em seus maisde noventa anos. Meu pai era, de fato, um homem feliz... e sabia como me fazer feliz também. Hoje, os casais tornam-se meros companheiros, sem alianças... sem afeto.
“Meu filho, todos um dia sentimos nossas dores e tristezas... Você precisa se preparar para o não estar!” -Meu pai me disse esta frase; que na época, eu não compreendia o que aquele “não estar” significava. No entanto, sua ausência, que admito, ainda provoca uma dor aguda em meu peito, fez-me entender o sentido daquelas palavras: reconhecer a finitude da vida e a dor da perda, éum dos fardos mais difíceis da experiência humana.
No entanto, preparar-se para a ausência de um ente querido exige tempo, aceitação e, acima de tudo, acolher os próprios sentimentos, transformando a dor da despedida em memórias duradouras de afeto.
E o que você faz quando já não tem seu pai por perto para afastar seus medos? Fica um espasmo de saudade. Dizem que a vida é boa, mas, após a morte do seu melhor amigo, ela pode parecer uma vida à toa, sempropósito. Na inocência da infância, quando eu ainda era tão jovem e não conhecia as malícias da vida, eu acreditava que jamais perderia meus pais. No entanto, hoje, já adulto, aprendi a conduzir a vida por conta própria; porém, todos os dias, sinto o vazio deixado pela ausência de meus pais. Sem eles, percebi que eu era como um fruto que amadureceu antes do tempo: um adulto ainda repleto de perguntas sem respostas.
O tempo passa e a vida boa e à toa... voa, mas, a saudade volta em minha direção por todas as partes. Minha maior tristeza, hoje, é saber que a vida não pode retroceder; ainda assim, tornei-me um contador de histórias, compartilhando relatos que aprendi, em grande parte, com esta própria saudade. Saudade da minha avó, da minha mãe e da mulher que amei, mas, acima de tudo, do meu pai.
Quando minha mãe faleceu, trouxe meu pai para morar comigo. Nesta nova convivência, ele recontava suas histórias de vida, sempre com a mesma cadência e o mesmo ritmo, não para cansar meus ouvidos, mas, como um mantra para renovar suas memórias, garantindo que nenhuma delas escapasse de uma mente que inevitavelmente envelhecia junto com sua “casca”.
Assim sendo, por ter aprendido a ser um contador de histórias com o melhor contador de histórias que conheci, finalizo esta postagem do ®DOUG BLOG com esta narrativa da minha infância:
Eu sempre adorei maçãs verdes, aquelas que são mais ácidas e, este gosto está profundamente enraizado nas minhas memórias afetivas. Recordo com carinho a imagem do meu pai segurando um canivete em uma mão e uma maçã verde na outra, descascando a fruta sem romper a tira da casca. Eu sempre me impressionava com sua habilidade sutil; parecia algo tão simples para ele, mas, impossível de eu reproduzir. Minha mãe costumava dizer que era um desperdício de nutrientes, já que as vitaminas da maçã estão concentradas principalmente na casca. Mesmo assim, eu adorava vê-lo descascar cada maçã para eu comer, porque, o que eu realmente queria, era vê-lo realizar aquela arte... aquela “mágica” com a casca da fruta. Já adulto, tentei descascar maçãs verdes sem romper a tira... foi difícil aprender e, embora tenha conseguido algumas vezes, jamais alcancei o nível de maestria do meu pai. A verdade é que não sou mais criança e, muitas vezes, sinto-me perdido, sem saber a quem pedir para descascar uma maçã verde com perfeição. As “cascas” das maçãs verdes da vida ainda continuam a existir, mas, agora as enfrento sem meu pai ao meu lado, em dias em que a própria vida, muitas vezes, parece ter um gosto ácido. Quanto às maçãs verdes de verdade, elas passaram a ter gosto de isopor, resultado do tanto de saudade que sinto de meu eterno contador de histórias.
FELIZDIADOSPAIS!
“Meu filho, todos um dia sentimos nossas dores e tristezas... Você precisa se preparar para o não estar!” (Walter de Mello)
“Naquela Mesa” Interprete: Elizeth Cardoso
♫Naquela mesa ele sentava sempre E me dizia sempre o que é viver melhor Naquela mesa ele contava histórias Que hoje na memória eu guardo e sei de cor Naquela mesa ele juntava gente E contava contente o que fez de manhã E nos seus olhos era tanto brilho Que mais que seu filho Eu fiquei seu fã.
Eu não sabia que doía tanto Uma mesa num canto, uma casa e um jardim Se eu soubesse o quanto dói a vida Essa dor tão doída não doía assim
(não doía assim) Agora resta uma mesa na sala E hoje ninguém mais fala do seu bandolim Naquela mesa tá faltando ele E a saudade dele tá doendo em mim.
Eu não sabia que doía tanto Uma mesa num canto, uma casa e um jardim Se eu soubesse o quanto dói a vida Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala E hoje ninguém mais fala do seu bandolim Naquela mesa tá faltando ele E a saudade dele está doendo em mim Naquela mesa tá faltando ele E a saudade dele tá doendo em mim Naquela mesa tá faltando ele E a saudade dele está doendo em mim.♫
°°° ♪ “Naquela Mesa” (1969), é uma emocionante homenagem póstuma ao lendário mestre do“chorinho”,Jacob Pick Bittencourt, mais conhecido como Jacob do Bandolim (14 de fevereiro de 1918 - 13 de agosto de 1969). A canção foi escritalogo após a morte repentina do músico aos 51 anos,por seu filho Sérgio Freitas Bittencourt (3 de fevereiro de 1941 — 9 de julho de 1979), no vídeointerpretada na voz da “Divina” - Elizeth Moreira Cardoso (16 de julho de 1920 - 7 de maio de 1990).
☞ Todos os comentários no ®DOUG BLOG passam por moderação. Comentários anônimos e/ou desconhecidos (mesmo que publicados), não serão respondidos. Agradeço a tua visita, mas, da próxima vez que comentar, por favor, identifique-se, pois, até o “Gasparzinho, o Fantasminha Camarada” tem um nome. Atenciosamente, Jornalista Douglas Melo.
Nesta postagem do ®DOUG BLOG vou homenagear alguns amigos de blogosfera, pois, não existe esta coisa de amigos reais ou virtuais, até porque...
☞ AVANTE! AVANTE! | ® DOUG BLOG — Para quem quer mais que simples palavras!
l웃 Toque em Dom Quixote de La Mancha e Sancho Pança e acesse... Frases ®DOUG BLOG.— “Don Quijote de La Mancha, personagem de: Miguel de Cervantes Saavedra” (29/9/1547 - 22/4/1616) .
® DOUG BLOG 🏆 BOTAFOGO CAMPEÃO DA LIBERTADORES E CAMPEÃO BRASILEIRO 2024☆
📚 Sou a favor do porte de livros... Pois, a melhor arma para salvar uma pessoa, é a educação! 📚
® DOUG BLOG | 〴⋋_⋌〵Batman
“Morcegos me assustam... Meus Inimigos vão partilhar desse pavor!”
® DOUG BLOG | 🐰 Recado da Mônica
웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].