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sábado, 27 de junho de 2026

“A Origem do Sorvete”



Meus amigos do ®DOUG BLOG, é Inverno no Brasil, mas, é Verão nos países situados no Hemisfério Norte, como os anfitriões da Copa do Mundo de (2026), Estados Unidos, México e Canadá, por exemplo, e também nas nações europeias. Por isso, vou falar sobre sorvete, algo de que eu gosto mesmo em dias frios e chuvosos.
 
Pensemos em como os seres humanos são criativos e perseverantes. Quando os chineses criaram o Sorbet¹, há aproximadamente 4 mil anos (200 a.C.), as geladeiras ainda não existiam. A deliciosa iguaria congelada era feita com o gelo da neve, frutas trituradas e espremidas e mel. Milhares de anos depois, o comerciante veneziano Marco Polo (15 de setembro de 1254 - 8 de janeiro de 1324), levou a receita do geladinho chinês para a Itália.

Os árabes também são um dos principais precursores do sorvete. O tradicional sorvete árabe, Buza, é feito até hoje de maneira artesanal, com nata de leite, água de flor de laranjeira, miski², baunilha e pistache. 

Já o sorvete americano chegou aos Estados Unidos no (século XVIII) e se popularizou no país. O primeiro sorveteiro americano foi Charles Deluc (23 de agosto de 1706 - 1º de novembro de 1772), que produziu, antes de completar 65 anos, quando abriu uma sorveteria em New York, em (1770). Um ano depois, Deluc morreria de um ataque cardíaco fulminante, segurando uma casquinha de sorvete nas mãos. No Brasil, o sorvete americano surgiu na década de (1960), como uma adaptação: em vez de leite em pó e manteiga, os confeiteiros brasileiros usavam gelatina e creme de leite fresco, para dar consistência e cremosidade ao sorvete.

Já o sorvete em potes surgiu na França, entre os séculos XVII e XVIII. No entanto, a produção só começou nos Estados Unidos em (1851), quando Jacob Fussell (24 de fevereiro de 1819 - 10 de abril de 1912), um comerciante de leite de Baltimore, começou a produzir em grandes baldes sorvetes de frutas misturada com açúcar e leite, que ele vendia a preços acessíveis. Com o tempo, Jacob abriu sorveterias por toda a América.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Sorbet, é o nome dado pelos chineses a uma sobremesa congelada semelhante ao sorvete, mas, sem acrescentar lactose.

² Miski, é uma resina vegetal extraída da árvore de mástique, também conhecida como mastiha. É um ingrediente muito utilizado na culinária árabe e grega, especialmente para fazer doces.
 
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* Garfield (1978), personagem do cartunista americano: Jim Davis (28 de julho de 1945).
 
 
 

sábado, 20 de junho de 2026

“Os Espinhos Afiados da Rosa Amada do Principezinho”

Meus amigos e amigas do ®Doug Blog, muitas pessoas consideram a história de “Le Petit Prince - O Pequeno Príncipe”, uma narrativa lúdica e fascinante, tanto é assim, que, durante décadas, foi o livro mencionado por todas as candidatas nos concursos de Miss Universo.  

Porém, na realidade é uma narrativa bastante sexista, onde a Rosa¹ é a representação de Consuelo, Viscondessa de Saint-Exupéry - nascida, Consuelo Suncín de Sandoval (10 de abril de 1901 – 28 de maio de 1979), esposa salvadorenha do escritor e ilustrador francês Antoine de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900 - 31 de julho de 1944), que ele conheceu em uma de suas aventuras aéreas ao redor do Mundo.

O relacionamento do casal era intenso, apaixonado, mas, também, bastante turbulento e marcado por constantes separações. No livro, a Rosa (metafórica), é Consuelo, descrita como vaidosa, exigente, cheia de caprichos e até um pouco tóxica, o que reflete sua personalidade forte, influencia direta das crises pelas quais o casal passou.

Ao mesmo tempo, a Rosa é o grande amor do Pequeno Príncipe (Saint-Exupéry). Por trás de todas as incógnitas da obra, o autor transmite a mensagem de que a Rosa é única e que o amor requer cuidado e responsabilidade. Mas, a dedicação diária do principezinho, aprisiona, mantém a flor em uma cúpula, enquanto ele explora o universo: “A terra das lágrimas é tão misteriosa!”, pensou o Pequeno Príncipe, ecoando o próprio lamento de Saint-Exupéry,sempre distante de casa.

Esta dinâmica espelhava perfeitamente o amor conturbado entre Saint-Exupéry e sua esposa. Ao dar vida à Rosa, em O Pequeno Príncipe, o autor não estava apenas criando uma metáfora sobre a fragilidade do amor, mas, também, expôs sua própria alma e as dores de um casamento que oscilava entre o Céu e o inferno.

A Rosa fazia do Principezinho não um ser zeloso, mas sim, inseguro, pois, exigia uma redoma de vidro, biombos e uma atenção dramática, quase sufocante. Da mesma forma, Consuelo exigia uma devoção que Saint-Exupéry, que com seu espírito livre de piloto e seus próprios demônios interiores, quase nunca conseguia oferecer. A atenção que sua esposa merecia, desaparecia assim que seu avião decolava rumo a novas aventuras. O casal se amava e se repelia com a mesma intensidade com que se atraía. Cada partida do escritor para os céus era uma fuga e, ao mesmo tempo, uma dolorosa contagem regressiva para o reencontro.

No entanto, por trás da vaidade e dos caprichos que tornavam sua convivência exaustiva, havia uma profunda vulnerabilidade que só o Pequeno Príncipe fazia seu autor compreender fora da literatura... quando já era tarde demais... quando ele já estava longe de seu asteroide (sua casa), levando Saint-Exupéry para mais uma viagem para longe de Consuelo, sua Rosa real. 

A toxicidade que marcava o relacionamento não provinha da malícia, mas, de um medo mútuo da rejeição. A Rosa usava seus quatro espinhos inúteis para se proteger do Mundo, enquanto Consuelo usava seu temperamento tempestuoso para garantir que não seria esquecida em terra firme.

No fim, o livro se tornou o pedido de desculpas mais poético da história da literatura, onde Saint-Exupéry compreendeu, por meio de sua fábula, que a beleza de sua flor não residia na perfeição, mas, no tempo que passara com ela. Era a dedicação que a tornava única no Mundo, com seus caprichos, espinhos e tudo o mais. E disse o autor em seu alter ego, principezinho: “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção!”

No clássico de Antoine de Saint-Exupéry, a Raposa e a Serpente são personagens metafóricos cruciais. A Raposa ensina o príncipe sobre o valor dos laços afetivos e do ato de saber cativar; já a Serpente representa a transformação e a passagem, ajudando-o a retornar ao seu planeta por meio da morte simbólica. 

Outros personagens de O Pequeno Príncipe”, que têm suas características específicas na sociedade: o Vaidoso, representa o ego inflado e a necessidade doentia de ser admirado e aplaudido por todos, vivendo exclusivamente da opinião alheia; o Rei, simboliza o apego ao poder e ao controle. Ele exige obediência absoluta apenas para inflar o próprio ego, embora não tenha poder real sobre nada; o Homem de Negócios, representa a obsessão pela posse e pelo egoísmo. Ele passa a vida contando estrelas apenas para dizer que são suas, sem usufruir ou apreciar a beleza delas; o Bêbado, ilustra a fuga da realidade e a dependência. Ele bebe para esquecer a vergonha de beber, um ciclo vicioso alimentado pelo próprio ego fragilizado.

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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]

¹ Rosa é uma flor, mas, é escrita com R maiúsculo porque, é um personagem, não tendo nada a ver com o nome próprio Rosa.

 

 

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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.