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Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, todo pai e toda mãe, nesta vida, já foram crianças um dia... e, naquela época, as coisas eram assim: sem pressa... sem telas.
Se eu pudesse voltar no tempo, faria isso de olhos fechados, indo com calma, ouvindo minha mãe dizer: “Meu filho, desligue a TV, vá lavar as mãos e venha jantar!”... o Mundo inteiro cabia no som daquela voz. Não havia a urgência dos segundos contados, nem o brilho azulado dos aparelhos disputando nossa atenção com a vida real. O tempo parecia ter uma textura mais suave, um passo mais lento, medido apenas pelo relógio da parede da sala ou pelo cair da tarde que tingia as calçadas de um dourado despoluído.
Lavar as mãos na pia do banheiro era um ritual quase solene. A água fresca levava a poeira ralo abaixo... e estávamos prontos para o jantar, seguros naquele momento feliz de compartilhar uma refeição em família. A televisão, deixada desligada na sala, não fazia a menor falta; o verdadeiro espetáculo desenrolava-se ao redor da mesa farta, no tilintar dos talheres, nas histórias contadas com carinho e nos olhares atentos de quem tinha tempo para ouvir.
Nas manhãs de domingo, os joelhos ralados durante as “peladas” no campinho de terra do bairro eram cuidados em casa com aquele Merthiolate vermelho, que começava a arder no exato instante em que nossas mães aproximavam o aplicador do machucado. Naquele breve momento de dor e medo, nossa mente viajava para longe, numa sensação de eternidade, imaginando outros mundos apenas para escapar da ardência do remédio. Depois, nossas mães aplicavam um adesivo colorido (Band-Aid), beijavam nossas testas e diziam: “Antes de casar, sara!” - então, seguíamos direto para a cozinha, onde a mesa posta exalava o abraço mais antigo do mundo: o aroma de uma saborosa comida caseira, preparada com aquele cuidado que temperava cada almoço com carinho.
Um “emoji de mãe” (naquela época), era a marca deixada por uma chinelada, uma forma de disciplina que, embora fosse permitida antigamente, hoje já não é mais aceitável. Um “Kkkk” ao estilo de mãe significava pura alegria: indicava a visita de uma tia (irmã dela), que vinha passar alguns dias em nossa casa, trazendo uma filha junto.
Acho que as famílias à moda antiga eram importantes; meu primeiro beijo foi com esta prima que ia lá em casa, hoje sou até padrinho do casamento dela. Até onde sei, ninguém ficou traumatizado por levar umas palmadas da mãe, ou por trocar uns beijos na boca com uma prima adolescente e vice-versa.
Agora adultos e, desprovidos da gentileza de outrora, trombamos em pessoas estranhas sem parar de olhar nossos Smartphones e esbarramos uns nos outros nesta pressa de chegar rapidamente a lugar nenhum, apenas para passar ainda mais tempo com o rosto enfiado nas telas.
Se eu pudesse voltar no tempo, faria isso de olhos fechados, indo com calma, ouvindo minha mãe dizer: “Meu filho, desligue a TV, vá lavar as mãos e venha jantar!”... o Mundo inteiro cabia no som daquela voz. Não havia a urgência dos segundos contados, nem o brilho azulado dos aparelhos disputando nossa atenção com a vida real. O tempo parecia ter uma textura mais suave, um passo mais lento, medido apenas pelo relógio da parede da sala ou pelo cair da tarde que tingia as calçadas de um dourado despoluído.
Lavar as mãos na pia do banheiro era um ritual quase solene. A água fresca levava a poeira ralo abaixo... e estávamos prontos para o jantar, seguros naquele momento feliz de compartilhar uma refeição em família. A televisão, deixada desligada na sala, não fazia a menor falta; o verdadeiro espetáculo desenrolava-se ao redor da mesa farta, no tilintar dos talheres, nas histórias contadas com carinho e nos olhares atentos de quem tinha tempo para ouvir.
Nas manhãs de domingo, os joelhos ralados durante as “peladas” no campinho de terra do bairro eram cuidados em casa com aquele Merthiolate vermelho, que começava a arder no exato instante em que nossas mães aproximavam o aplicador do machucado. Naquele breve momento de dor e medo, nossa mente viajava para longe, numa sensação de eternidade, imaginando outros mundos apenas para escapar da ardência do remédio. Depois, nossas mães aplicavam um adesivo colorido (Band-Aid), beijavam nossas testas e diziam: “Antes de casar, sara!” - então, seguíamos direto para a cozinha, onde a mesa posta exalava o abraço mais antigo do mundo: o aroma de uma saborosa comida caseira, preparada com aquele cuidado que temperava cada almoço com carinho.
Um “emoji de mãe” (naquela época), era a marca deixada por uma chinelada, uma forma de disciplina que, embora fosse permitida antigamente, hoje já não é mais aceitável. Um “Kkkk” ao estilo de mãe significava pura alegria: indicava a visita de uma tia (irmã dela), que vinha passar alguns dias em nossa casa, trazendo uma filha junto.
Acho que as famílias à moda antiga eram importantes; meu primeiro beijo foi com esta prima que ia lá em casa, hoje sou até padrinho do casamento dela. Até onde sei, ninguém ficou traumatizado por levar umas palmadas da mãe, ou por trocar uns beijos na boca com uma prima adolescente e vice-versa.
Agora adultos e, desprovidos da gentileza de outrora, trombamos em pessoas estranhas sem parar de olhar nossos Smartphones e esbarramos uns nos outros nesta pressa de chegar rapidamente a lugar nenhum, apenas para passar ainda mais tempo com o rosto enfiado nas telas.
A saudade se transforma em fotografias no papel amarelado; nos aromas vindos do fogão: café passado no coador de pano e feijão refogado com o alho tostando; vem do ranger das tábuas do assoalho e nos fios dos cabelo grisalhos da minha vó Lourdes e de meus pais.
No entanto, ironicamente, é no silêncio de nossas memórias que mais ansiamos por ser chamados de volta para o almoço e o jantar... para saborear mais uma vez a comida deliciosa das nossas mães, aquele momento precioso, aquela lembrança afetiva que trocaríamos por uma pilha de iPhones novinhos em folha, só para que fosse real e não apenas uma lembrança.
No entanto, ironicamente, é no silêncio de nossas memórias que mais ansiamos por ser chamados de volta para o almoço e o jantar... para saborear mais uma vez a comida deliciosa das nossas mães, aquele momento precioso, aquela lembrança afetiva que trocaríamos por uma pilha de iPhones novinhos em folha, só para que fosse real e não apenas uma lembrança.
Éramos todos seres humanos com pequenos erros, até que a cor da pele nos discriminou; as questões de gênero nos dividiu; o divórcio nos descasou; as religiões nos levaram ao pecado de não respeitar as crenças alheias; a política nos polarizou; o futebol obscureceu nossa razão; e o dinheiro nos privou do nosso verdadeiro valor.
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“Vó, Ainda Escuto Sua Voz”
“Melodia Secreta” — (2026)
°°°
♪ “Melodia Secreta”, é o nome artístico de um projeto musical e de voz virtual (I.A.), focado em canções motivacionais, ao qual contribuo intelectualmente, pois, eu acho que é para isso que a inteligência artificial deva servir.
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