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sábado, 2 de agosto de 2025

“A Lição Não Aprendida”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, em (5 de maio de 2023), uma sexta-feira, foi a data histórica que marcou oficialmente o fim da pandemia da COVID, através do comunicado apresentado pela OMS - Organização Mundial da Saúde. E após dois anos e três meses, desde a adoção da emergência global e de todos os protocolos de distanciamento social, na quarentena, devido à pandemia, em (janeiro de 2020), pessoas ainda morrem do vírus até hoje. Estamos (felizmente), vacinados, mas, não imunizados.

Mas, por que a humanidade teima em tropeçar em sua jornada para se tornar melhor após a pandemia? À COVID-19 foi um divisor de águas, uma crise sanitária que expôs profundas vulnerabilidades em nossos sistemas hospitalares, economias e sociedades. Muitos esperavam que uma experiência tão traumática nos levasse a uma reflexão profunda e a uma mudança significativa. No entanto, olhando para trás, fica dolorosamente claro que, infelizmente, a humanidade aprendeu pouco com esta pandemia.

Um dos maiores indicadores deste fracasso, é a persistência da polarização e da desinformação. Durante os picos da crise pandêmica, vimos narrativas falsas e teorias da conspiração se espalharem como fogo em palha, minando a confiança nas instituições científicas e governamentais. Assim, em vez de se unirem em torno de um objetivo comum, muitos se apegaram a crenças divisivas, minando a eficácia das medidas de saúde pública. A realidade brutal da doença e da morte poderia ter forçado o reconhecimento da importância da verdade e da cooperação, mas, o que vimos e, continuamos percebendo, é um aprofundamento das divisões sociais.

Além disso, esta pandemia evidenciou as gritantes desigualdades sociais e econômicas existentes. Embora alguns tenham conseguido trabalhar em casa com segurança (home office), milhões de trabalhadores essenciais, muitas vezes os mais vulneráveis, foram expostos a riscos inaceitáveis. O acesso a vacinas e tratamentos também seguiram padrões de riqueza e privilégio, com os países mais pobres ficando para trás.

Assim sendo, esta conversa sobre reconstruir pessoas melhores não surtiu efeito algum. Os seres humanos, que eram absurdos antes da COVID-19, continuam os mesmos ou piores. Em outras palavras, nada mudou... e as guerras estão aí para provar isso. Nós já sabíamos também, que as políticas e ações pós-pandemia não seriam eficazes, com muitas disparidades continuando a existir, à medida que permanecemos operando em um sistema que prioriza o lucro em detrimento do bem-estar coletivo, perpetuando ciclos de vulnerabilidade para grandes segmentos da população, onde até mesmo as vacinas se tornaram uma fonte de lucros exorbitantes para os grandes laboratórios farmacêuticos.

A falta de investimentos robustos na preparação para crises futuras é outro sinal preocupante. Embora tenha havido algumas iniciativas, o ímpeto inicial para fortalecer os sistemas de saúde pública, as cadeias de suprimentos e as redes de segurança social parece ter diminuído. A lembrança de hospitais superlotados e da escassez de equipamentos essenciais está se esvaindo e, corremos o risco de repetir os mesmos erros quando a próxima crise inevitavelmente chegar. A miopia política e a relutância em priorizar investimentos de longo prazo em saúde pública persistem, tudo em busca dos mesmos ganhos políticos de sempre, onde essa “bandalha política” só fala com o povo e está entre eles durante os períodos eleitorais.

A pandemia nos ofereceu uma nova oportunidade para reavaliar nossas prioridades, fortalecer a solidariedade e construir um futuro mais resiliente e equitativo. No entanto, parece que a memória coletiva é curta e a complacência se instalou. A lição mais importante: a de que somos interdependentes e que a saúde de um é a imunidade de todos, parece ter sido ignorada. Resta saber se, diante de crises futuras, finalmente aprenderemos com nossos erros ou se continuaremos a tropeçar, pagando um preço ainda maior.

Como diz um de meus aforismos:  

“A empatia após a pandemia se tornou apenas mais uma palavra no dicionário!”

Parece que o “baile de máscaras” não foi suficiente. Concluo dizendo que o inimigo não foi o vírus diretamente. O verdadeiro INIMIGO, ainda hoje, é a ganância humana.




“A cada bela impressão que causamos,
conquistamos um inimigo.” 

“Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde”
(16 de outubro de 1854 - 30 de novembro de 1900)



Ira! — Flores em Você” 
[MTV Ao Vivo] (2004)

♫De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você!

De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você!
Que vejo flores em você!
Que vejo flores em você!
Que vejo flores em você!
Ahhhhhhhh, Ahhhhhhhh.♫ 
°°°
♪ “Flores em Você” é uma canção de (1986), composta pelo, cantor, compositor, guitarrista e baterista brasileiro, fundador e integrante da banda de rock Ira! - Edgard José Scandurra Pereira (5 de fevereiro de 1962).

sábado, 31 de dezembro de 2022

“®DOUG BLOG — Feliz Ano Novo!”

Depois de passarmos dois anos imersos em nós mesmos, a expressão: FELIZ ANO NOVO! - nunca se apresentou tão necessária e certeira como neste “vinte, vinte e três”, que enceta. 
   
Quantas coisas aconteceram no Brasil e no Mundo nestes anos passados, ou melhor, nestes dois anos amarrotados, massacrados pela COVID, onde perdemos e, ainda estamos sem respostas do porque perdemos? 
  
Uma coisa é certa em (2023), as perdas continuarão a existir... Continuaremos em guerra, continuaremos viróticos, continuaremos deixando os nossos filhos dormirem com fome, machucados, com frio e sem saber escrever seus nomes.
   
Mas, que em (2023), encontremos soluções para um Mundo saudável, pacificado e com os nossos filhos (que não fogem à luta), nutridos, aquecidos, protegidos e educados.
   
A maioria das pessoas (não só nestes anos viróticos perdidos), mas, nesta década que passou, não se preocuparam muito em se modificar, em mudar para melhor, pois, continuam focadas sempre em conjugar o verbo só na primeira pessoa. Enquanto isso, a tecnologia vai avançando desembestada, colocando suas engenhocas cada dia mais aperfeiçoadas, a nosso bel-prazer, nos condicionando sem instruir.
   
Como disse anteriormente, estamos retornando de dois anos de imersão e, nadar sem conseguir respirar não é tarefa fácil. Porém, estamos chegando em terra firme outra vez, mas, sem ainda sabermos onde estaremos seguros? 
   
Espero que este “Happy New Year!” - vá além da mudança dos algarismos (2 para 3), pois, como diz na canção “Who You Are”: “Tudo bem, não é estar bem”.
   
Se muita coisa mudará ou não... se o Mundo florescerá, ou se continuaremos a arrancar nas unhas as ervas daninhas? - tudo dependerá da transformação de comportamento social e dos conceitos pessoais dos indivíduos no Mundo, que em sua maioria, cometem tolices sem querer querendo e depois, reclamam da falta de sorte e das injustiças da vida.
    
Então, meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, teremos um ano novinho pela frente para usar bem e depois, nos despediremos dele, na certeza que o “vinte, vinte e quatro” será muito melhor.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* “El Chavo del Ocho - Chaves no Brasil (1970), personagem criado por: Roberto Gómez Bolaños - Chespirito (21 de fevereiro de 1929 - 28 de novembro de 2014) e Edson Arantes do Nascimento - Pelé (23 de outubro de 1940 - 29 de dezembro de 2022). * Arte inicial animada da postagem ®DOUG BLOG. 
 
[Texto da Arte ®DOUG BLOG]
💬 Seja bem-vindo 2023 (Deus)
⚽ PAF! (Onomatopeia)
💬 Pipipipipipipii... Foi sem querer querendo! (Chaves)
💬 Tinha que ser o tonto do Chaves mesmo, entende! (Pelé)
 
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* Garfield (1978), criação do cartunista americano: Jim Davis (28 de julho de 1945).




“Who You Are (2011)
 Jessica Ellen Cornish - Jessie J. (27 de março de 1988)
[Série: “Thi is Us” — Legendado]

terça-feira, 20 de setembro de 2022

“200 Anos de Independência do Brasil... 3 Anos de Vírus!”


Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, o Brasil completou 200 anos de independência, somos uma nação livre e continuamos prisioneiros deste vírus maldito e dos políticos corruptos, que não estão nem aí para as necessidades básicas do povo. 
   
E para piorar o que já parece bem ruim, os historiadores estão preocupados em desvendar se Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim - Dom Pedro I¹ (12 de outubro de 1798 - 24 de setembro de 1834), homem de nome gigante e estatura mediana, um dos condutores do processo de independência do Brasil, estaria sentado sobre um cavalo, ou num burrico, no ato da proclamação da “independência ou morte!” - e se “Pedroca” sofria com uma baita diarreia neste fatídico dia. Aliás, o imperador deve ter defecado de pé, porque, segundo o Acordo Ortográfico Lusófono de (1990), - diarreia - passou a não ter mais acento.
    
Assim sendo, nesta mistura de pandemia com monarquia, hoje trago aqui todas as frases que publiquei neste período pandêmico relacionadas à COVID. 
   
O baile de máscaras foi suspenso, mas, seria preciso compartilhar e combinar isso com vírus, pois, mesmo que a letalidade esteja menor (muito devido a vacinação, que já está na 4ª dose), continua-se morrendo da COVID pelos quatro cantos do Mundo, pois, enganam-se aqueles que acreditam que a pandemia acabou.
   
Para finalizar, deixo esta pérola da versão (ou aversão), do hino nacional brasileiro, na voz da cantora: Vanusa Santos Flores (22 de setembro de 1947 - 8 de novembro de 2020).
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Os longos nomes eram normais entre os monarcas, tanto para mostrar que os membros reais eram especiais, quanto para distinguir as famílias e deixar claro de quais casas reais os nobres faziam parte.


“2019... QUANDO TUDO COMEÇOU”
“O tempo está passando, a barba está crescendo e nada do vírus ir embora!”

“VÍRUS TERRORISTA”
“À COVID é o ‘11 de setembro’, onde o terrorista é o vírus!”
 
“A CIGANA NOS ENGANOU”
“Os fatos ou sinais pelos quais alguém julga adivinhar o futuro, sucumbiram nesta pandemia, pois, não vi ninguém prenunciar este agouro de vida que passamos antes do tempo!” 

“AREIA MOVEDIÇA”
“Com à COVID nada anda fácil, estamos afundando em areia movediça!” 

“SEGUE O BAILE DE MÁSCARAS”
“Viver nestes dias pandêmicos, anda mais sem graça que dançar no baile de formatura com a irmã!”

“BURACO SEM FIM”
“Com à COVID, o buraco não é mais embaixo... O vírus é o próprio buraco!” 

“CAIPIRINHAS”
“Ando tão assustado com essa ‘onda de Coronavírus’, que até minhas caipirinhas, tenho feito com álcool em gel!” 

“CANTEIRO DE OBRAS”
“Com o vírus, o Mundo virou um verdadeiro canteiro de obras!” 

“POEMA, CLOROQUINA & QUARENTENA”
“Queria fazer um poema... Mas, rimei ‘Cloroquina’ com quarentena e deprimi!” 

“CONTROLE REMOTO, REMOTO CONTROLE”
“Antes da pandemia achávamos que tudo tinha controle remoto, agora o Mundo está no remoto controle do vírus!”

“EMPATIA DE MENTIRINHA”
“Empatia na pandemia, é só uma palavra de ‘mentirinha!’” 

“JUNTOS, PORÉM SEPARADOS”
“A pandemia colocou todos juntos na dor, porém, separados no amor!” 

“LIMÃO SEM CALDO”
“Esta vida pandêmica virou um limão sem caldo!” 

“NARCISO”
“Neste Mundo pandêmico do jeito que está, assim tão feio, acho que até Narciso aposentou seu espelho!” 

“VÍRUS CEIFADOR DE VIDAS”
“Este vírus é algo que não irá nos ensinar nada, só matará muitos de nós!” 

“NOS REINVENTAR”
“Reinventar: verbo transitivo direto... Direto em nossos dias pandêmicos!” 

“NOVO ANORMAL”
“‘Novo Anormal’: segue o baile de máscaras, sem Carnaval!” 

“PARA FRENTE DE MARCHA RÉ”
“Com a COVID, daí pra frente, o Mundo foi só para trás!”

“VACINA & VOTO, PIADA INFAME”
“Eu acho uma piada infame o modelo de democracia brasileiro, onde o voto é obrigatório e a vacinação da COVID é facultativa!” 

“QUEM VIVER VERÁ!”
“‘Quem viver verá’, em tempos de pandemia, nunca um ditado popular fez tanto sentido!” 

“SAPATOS APERTADOS”
“Com à COVID, estamos calçando sapatos apertados faz tempo!” 

“TAOISTAS”
“Esta pandemia tornou quase todo mundo taoista!” 

“MÁSCARAS”
“As máscaras da pandemia nos sufocam. Já as máscaras da hipocrisia são bem piores, pois, abafam as relações humanas!”

“EMPATIA”
“Na pandemia, vi uma empatia motivada pela necessidade e não pela verdadeira vontade de ajudar!”

“NOVO HINO BRASILEIRO”
“À COVID bagunçou tudo, modificou até o hino brasileiro: ‘Ouvírus do Ipiranga...’”




♫Ouvírus do Ipiranga — Vanusa♫

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

“O Futuro é Um Passado Sem Uso!”


Retornando das minhas merecidas férias, digo que o corpo está descansado, mas, a cabeça continua pesada, por conta de mais uma variante do vírus: ômicron; Vírus que impiedosamente virou o Mundo de cabeça para baixo.

Porém, ficar sempre pensativo, preocupado, ensimesmado, com a mão escorando o queixo, questionando todas as mazelas da vida, pouca coisa resolverá, pois, não existem motivos plausíveis para o acontecimento das coisas boas ou ruins, elas simplesmente acontecem.
    
Algumas pessoas se ressentem tanto do passado, dos tempos sem o vírus, onde éramos felizes e não sabíamos, como se as lembranças de “ontem” fossem um fardo. Dizem que é preciso viver um dia de cada vez, porém, tropeçamos no imediatismo de um futuro, que hoje, com esta pandemia sem fim, deixa tudo muito incerto.  
   
A incoerência hoje é o resultado final de todos os atos errados dos seres humanos (principalmente contra o meio ambiente), pois, a natureza não se vinga de nós, ela apenas se defende. Assim sendo, as únicas certezas que temos de um futuro melhor, são as incertezas. Creio que este meu aforismo (que acabou originando o título desta publicação), representa bem a dimensão do que estou tentando dizer:

“O que é o futuro, senão um passado sem uso?” 

Tanto os momentos  bons, quanto os momentos ruins, se desfazem em seu tempo. Pode até ser um clichê dizer isso, mas, tudo passa. Assim sendo, eu cheguei a conclusão, que não somos glutões devoradores de todos os sabores da culinária mundial, na realidade, somos prisioneiros consensuais dos paladares existentes em nosso passado, nas comidas das nossas mães, dos bolos, doces e compotas feitos pelas vovós. Ou seja, somos seres mais que sociais... somos seres que necessitam do colo da família, mas, até isso à COVID nos cerceou e até mesmo, separou prematuramente para sempre. 
   
Eu sei que a vida de um modo geral não tem sido balões coloridos enfeitando o Céu. Porém, um cego de nascença deixa de ser feliz por desconhecer qualquer cor que seja? Tenho absoluta certeza que não. Podemos e devemos, mesmo diante do caos, tentar manter o equilíbrio, até porque, desesperar adiantaria?
   
De modo metafórico, neste atual momento ainda pandêmico e com as intolerâncias pessoais de sempre, somos daltônicos que almejam distinguir as cores do arco-íris; somos elefantes perdidos dentro de uma loja de cristais; somos portas só com trincos e sem maçanetas.
    
Sentir saudades não é um problema, faz parte do nosso histórico de vida, está praticamente entranhado em nosso DNA. Não temos e nem precisamos nos libertar daquilo que vivemos, precisamos sim, saber separar o joio do trigo, pois, se existem lembranças malfazejas daquilo que ficou para trás, eternizemos em nossos pensamentos somente aquilo que foi bom e que também já passou, pois, não importa em qual lugar da fila você esteja, o que realmente importa, é aquilo que irá resolver quando sua vez chegar, porque, apesar de sermos todos muito parecidos, cada um precisará solucionar os dilemas existentes de modo individual, seja no presente, no passado e até mesmo no futuro, porém, não se apresse em saber o que acontecerá mais à frente, até porque, previsões das bolas de cristal, das 78 cartas dos Arcanos do Tarot, dos esotéricos, do zodíaco, etc..., são meramente suposições e crendices, que servem bem para os supersticiosos, mas, que pouca coisa acresce, para quem coloca à razão como objetivo de solucionar os dilemas da vida.
    
Retiremos o jogo de dominó da gaveta, pois, nossa batalha contemporânea não é épica, não será vencida pela honra, nos duelos cavalheirescos ou nas lâminas das espadas. Esta batalha pandêmica, será vencida com agulhadas, máscaras, álcool 70°, distanciamento social e paciência... Muita paciência!



sexta-feira, 16 de julho de 2021

“Nem Tudo Que Reluz é Ouro!”

“Então não apanhei no chão o que reluzia. Era ouro, meu Deus. Era ouro, talvez!” - Chaya Pinkhasovna Lispector - Clarice Lispector (10 de dezembro de 1920 - 9 de dezembro de 1977).
“Ah.... Ah... Ah.... Atchim!” - Desculpem-me os amigos, leitores e seguidores do ®DOUG BLOG, por espirrar, mas, deve ser uma gripezinha, um resfriadinho” insistente, que anda dando pelo Mundo todo, fazem quase dois anos.
Andamos embaçados, ofuscados, meio sem identidade, todos com as mesmas faces mascaradas. Na natureza, alguns animais se camuflam para se defender de suas presas, mas, não somos camaleões mudando de cor conforme a vegetação, para evitar os perigos que se apresentam. Humanos que somos, vivemos e morremos... hoje morremos muito e aos soluços, sobrevivemos.
O medo que chegou de mansinho e se instalou em nossas vidas, trouxe o vírus e quando notamos, nos tornamos vítimas das incertezas. Perguntar de onde surgiu este caos mundial, resolverá? Nós sabemos bem esta resposta, mas, isso não ressuscitará os milhões de mortos devido ao vírus. Nos reinventaremos depois desta tragédia? Também não temos esta resposta no momento, provavelmente sim, porém, nada é certo.
Nós seres humanos somos iguais ao carvão, a chama deve permanecer acesa na bondade, na paciência, na perseverança, na retidão de caráter, porque até o carvão bruto, pode se tornar em diamante.
Nem tudo nesta vida nos convém fazer, tudo é bom, mas, nem tudo nos é lícito. Ou seja, podemos provar de todas as maçãs do Jardim do Éden, desde que o sabor delas só retenham o bem. Precisamos enxergar mais além, porque, se existem espinhos nas rosas, não são para nos ferir, mas sim, para protegê-las. O Ser (dito humano), brincou com o Mundo, com a natureza, então, não existe retaliação do Planeta Terra contra nós e sim, suas defesas contra nossa brutalidade desmedida e desapego das coisas básicas.
É preciso lembrar, que nem todos os abraços de antes da pandemia eram de amizade, mas, o pior foram os braços cruzados (principalmente dos governantes do Mundo), ainda em tempos muito pandêmicos. Hoje, até os amigos ursos¹ se viram obrigados ao distanciamento social, mas, neste caso é até uma boa coisa.
Nas perdas, escutamos sempre que é preciso seguir em frente, mas, se o caminho é estreito e íngreme, o quê devemos fazer? Teríamos como abandonar está pesada cruz e seguir, devido ao cansaço do calvário virótico? Abandonar nos levaria para onde, se o Mundo todo está uma distopia uniforme? Bem disse, Sir. Winston Leonard Spencer-Churchill (30 de novembro de 1874 - 24 de janeiro de 1965): “Se você está atravessando o inferno... não pare!”
A vida a cada dia que passa, nos revela que: “Nem tudo que reluz é ouro!” - A única esperança que temos no momento, é nos manter vivos, neste reino de poesias antigas, escritas até o distante ano de (2018), quando éramos felizes e não sabíamos! Agora, só nos resta conviver com asquerosos sapos, que tentam nos fazer engolir todos os dias, um papo estranho, onde eles afirmam ser príncipes.


No Ouro Sem Fim da Tarde Morta (1912)

“No ouro sem fim da tarde morta,
Na poeira de ouro sem lugar
Da tarde que me passa à porta
Para não parar,

No silêncio dourado ainda
Dos arvoredos verde fim,
Recordo. Eras antiga e linda
E estás em mim…

Tua memória há sem que houvesses,
Teu gesto, sem que fosses alguém,
Como uma brisa me estremeces
E eu choro um bem…

Perdi-te. Não te tive. A hora
É suave para a minha dor.
Deixa meu ser que rememora
Sentir o amor,

Ainda que amar seja um receio,
Uma lembrança falsa e vã,
E a noite deste vago anseio
Não tenha manhã.” 

Fernando António Nogueira Pessoa
(13 de junho de 1888 - 30 de novembro de 1935)
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Amigo Urso, é aquele tipo de amigo que está sempre ao seu lado, disponível, prestativo. Um dia você descobre que ele não é tão amigo assim, se tornou um amigo falso, infiel, hipócrita.
 
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
Arte ®DOUG BLOG: Jair Messias Bolsonaro (21 de março de 1955), 38º Presidente brasileiro (2019-2022), um dos maiores negacionistas do vírus.



sábado, 10 de julho de 2021

“2020 - 2021 — A Odisseia de Dois Anos Apagados da História”

É impressionante este tempo distópico que vivemos, ou melhor, que sobrevivemos quase dois anos apagados da História, com direito a Lockdown e Home Office, a maior parte dos meses e mesmo assim, tivemos, temos e ainda teremos, milhões de vidas interrompidas prematuramente, tudo graças à COVID-19, um vírus que além de letal, é muito inteligente e meticuloso também, pois, visa à preservação da higiene excessiva, com uso de álcool 70° o dia todo, nos deixando (quase sempre), mascarados em locais fechados, onde é também aferida nossa temperatura. Ou seja, não existem regras bem definidas para os protocolos no combate da “gripezinha do Capitão”¹, que já retirou mais de 530 mil vidas no Brasil, até o momento. 
   
Agora, com a chegada das vacinas, o vírus, já em boa parte do Mundo, permite (dentro da sua sabedoria virótica), que as pessoas andem de cara limpa em vias públicas, todos sem máscaras e bem aglomerados. Mas, quando temos de entrar em estabelecimentos comerciais, voltamos a usar as benditas máscaras. Porém, precisamos nos alimentar, então, quando vamos em lanchonetes e restaurantes, por exemplo, podemos retirar as máscaras outra vez e agora, estando em ambiente fechado, vai entender? Assim, fazemos as nossas refeições na companhia do vírus, que fica sentado ao nosso lado na mesa, esperando o melhor momento de “almoçar ou jantar” as nossas vidas.
   
Saúde e liberdade é o que temos de mais valioso na vida e com o vírus, perdemos ambas. Assim sendo, sem muitas opções, temos de tomar estas vacinas experimentais, pois, elas são às resposta momentâneas que temos, para uma possível imunização futura. Porém, nos vacinando às cegas, nos tornamos em marionetes humanas, emaranhados nas curvas, cepas e variantes deste vírus teimoso em ir embora, sem se importar com a maioria dos braços já vacinados.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “Gripezinha e Resfriadinho”, foram termos completamente inconsequentes, que o atual e 38º Presidente brasileiro (janeiro de 2019 - dezembro de 2022), Jair Messias Bolsonaro (21 de março de 1955), se referiu ao vírus, tentando negar a gravidade da COVID-19.



domingo, 25 de abril de 2021

“Valha-me, Deus! — Voo de Galinha”

Valha-me, Deus!... Valha-me, meu São Jorge! Está acabando o Azeite de Dendê na Bahia, o que será do meu Vatapá, da minha Moqueca, do meu Caruru? Valha-me, meu São Jorge Amado!¹
   
Valha-me, Deus!... Como é chato e cansativo falarmos deste vírus macabro o tempo todo. Mas, acreditamos nisso, justamente por podermos falar sobre este assunto (como se fosse uma espécie de terapia coletiva), pois, imaginem como seria um Mundo sem Internet, justo nestes tempos distópicos de solitude? Como seria esta nossa triste realidade pandêmica? Como lidaríamos com à COVID, se já passou mais de um ano, que todos pensamos poder morrer no dia seguinte?
   
Com o advento da informática, de maneira efetiva, nos idos anos (1981), de lá para cá, muita coisa mudou, principalmente com a facilidade criada pelos Smartphones, onde pessoas criam um universo paralelo, uma realidade plural e solitária ao mesmo tempo, onde muitos se comunicam, mas, quase ninguém se visita. Com a chegada da pandemia no Mundo, as pessoas se viram ainda mais obrigadas a comunicação virtual, devido ao distanciamento social necessário, para evitar o contágio pelo vírus”. Quem sabe após o fim da pandemia, as pessoas voltem a compreender, que fora de casa existem belezas naturais... um Céu que escurece e clareia todos os dias, sem a necessidade de uma tomada ou interruptor?!
   
Vivemos hoje, dias ainda mais complexos que aqueles do princípio da pandemia. As medidas restritivas que os governantes do Mundo tomaram, mostraram uma total desorganização e falta de comunicação entre os governos e seu povo, pois, é um tal de faz Lockdown e desfaz Lockdown dos infernos, uma medida desesperada, que se propõe a estancar a propagação da COVID na população, na marra. E diga-se de passagem, a maioria das pessoas ainda não colaboram no simples ato de usar uma bendita máscara e assim, ajudam a sobrecarregar a rede hospitalar, que está completamente colapsada no Mundo todo.
   
Este abre e fecha do comércio, causa desespero e por muitas vezes, até revolta dos comerciantes e prestadores de serviços, tendo em vista, que muitos deles praticamente faliram, perdendo todo seu ganho, porém, continuaram com as obrigações decorrentes dos encargos/impostos, da manutenção  dos  seus pontos de estabelecimento comercial e do pagamento do quadro funcional.
   
Todos dizem que família é a base de tudo, que é dom Divino, que é a nossa raiz, o alicerce necessário, o nosso refúgio e esteio. A pandemia somada a quarentena, está sendo um grande laboratório para comprovarmos isso em nossas vidas. O problema é que hoje, já não vivemos somente uma pandemia e sim, uma crise sanitária e humanitária global, com muitas famílias destroçadas por perdas irreparáveis, que desestruturaram milhares de lares. Ou seja, este vírus maligno atacou principalmente as nossas bases mais sólidas.
   
Valha-me, Deus!... Como é chato e cansativo falarmos do vírus o tempo todo, pois, agora além da doença e das mortes, temos de pensar na economia. Porém, toda nova leitura, seja científica, filosófica ou de fé, é fruto de conforto para todos nós. A vida irá prosseguir apesar do vírus... apesar das nossas opiniões, pois, é muita pretensão do ser humano, crer que o Mundo acabará diante da finitude de qualquer um de nós.
   
Países sempre se preocuparam em defender a soberania de seus espaços aéreos, de suas fronteiras, combatendo inimigos visíveis. E hoje, mesmo com as vacinas já sendo dadas (até com segundas doses), o vírus continua sua jornada invisível, vagando sem se identificar, só mostrando a triste alcunha da morte, quando ele (vírus), supostamente sino chinês, cruelmente se apresentou, nos quatro cantos do Mundo. 
   
O certo, é que hoje não existe só uma luta contra o vírus, todos nós do Mundo inteiro, nos tornarmos a própria luta. Porém, aqui no “país da gripezinha, do resfriadinho”, como é de costume, tudo está sendo realizado na base do voo de galinha.
   
♪Não tenho medo da morte, mas sim medo de morrer... - bem cata batucando em seu violão, o grande Gilberto Passos Gil Moreira (26 de junho de 1942), no vídeo abaixo, sendo observado com admiração, pelo amigo: Caetano Emanuel Viana Teles Veloso (7 de agosto de 1942).
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* “Galinha Pintadinha” (2006), projeto infantil de animação musical, criado pelos produtores: Juliano Prado (10 de novembro de 1972) e Marcos Luporini Juli (26 de março de 1971). Arte animação inicial da postagem ®DOUG BLOG. 

¹ Jorge Leal Amado de Faria (10 de agosto de 1912 - 6 de agosto de 2001), foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos e também o autor mais adaptado no cinema, no teatro e na televisão brasileira. Membro da ABL - Academia Brasileira de Letras, eleito em (6 de abril de 1961), passando a ocupar a cadeira de número 23, cujo patrono era José Martiniano de Alencar (1° de maio de 1829 - 12 de dezembro de 1877) e cujo primeiro ocupante, foi Joaquim Maria Machado de Assis (21 de junho de 1839 - 29 de setembro de 1908). Depois de sua morte, a cadeira foi ocupada por sua esposa, a também escritora Zélia Gattai Amado de Faria (2 de julho de 1916 - 17 de maio de 2008).



Arte ®DOUG BLOG: Jorge Amado

Gilberto Gil [Ao Vivo]
“Não Tenho Medo da Morte” (2008)

♫Não tenho medo da morte
Mas sim medo de morrer
Qual seria a diferença
Você há de perguntar
É que a morte já é depois
Que eu deixar de respirar
Morrer ainda é aqui
Na vida, no Sol, no ar
Ainda pode haver dor, (hein?)
Ou vontade de mijar.

A morte já é depois
Já não haverá ninguém
Como eu aqui agora
Pensando sobre o além
Já não haverá o além
O além já será então
Não terei pé, nem cabeça
Nem figado, nem pulmão
Como poderei ter medo (hein?)
Se não terei coração?

Não tenho medo da morte
Mas medo de morrer, sim!
A morte é depois de mim
Mas quem vai morrer sou eu
Derradeiro ato meu
E eu terei de estar presente
Assim como um presidente
Dando posse ao sucessor
Terei de morrer vivendo (hein?)
Sabendo que já me vou.

Aí nesse instante então
Sentirei quem sabe um choque
Um piripaque, um baque
Um calafrio ou um toque?
Coisas naturais da vida
Como comer, caminhar
Morrer de morte matada
Morrer de morte morrida
Quem sabe eu sinta saudade (hein?)
Como em qualquer despedida.♫

sexta-feira, 26 de março de 2021

“Ciclos da Vida”



Com a economia global praticamente paralisada (devido à pandemia), estando funcionando somente os setores essenciais na indústria e no comércio, o Mundo entrou na bancarrota¹. O desemprego que assolou o Mundo por causa do vírus afetou nossas vidas de forma semelhante a um apito para cães: embora ninguém tenha conseguido ouvir o silvo agudo da COVID, o resultado trágico está bem aqui, de mandíbulas escancaradas, mordendo a todos nós.
   
As incertezas econômicas e estruturais que a sociedade enfrenta certamente terão repercussões de longo prazo, deixando muitos trabalhadores divididos entre a espiral do desemprego e o trabalho remoto. Além disso, o eventual retorno ao modelo de trabalho tradicional, após este longo período em casa (que muitos ainda estão vivenciando), não será nada fácil, visto que muitos terão se acostumado ao Home office.
   
Até mesmo minhas palestras no Rotary, atualmente, ocorrem por meio de videochamadas em grupo. E um tema recorrente nestas reuniões virtuais, é a preocupação premente com o futuro profissional das pessoas na era pós-pandemia; independentemente de voltarmos ao normal, teremos de nos adaptar ao trabalho fora de casa de forma contínua e, ao mesmo tempo, aprender a reconhecer o potencial de cada indivíduo nesta nova fase da vida, livre das máscaras e de medidas de confinamento. (Lockdown).
   
Considere o seguinte cenário: devido à pandemia, muitas orquestras interromperam totalmente suas atividades, e alguns músicos tiveram de deixar seu talento de lado por necessidade premente de obter renda imediata para sustentar suas famílias. Um maestro poderia, por exemplo, sugerir que um violinista aprendesse a tocar flauta para suprir a escassez de flautistas na orquestra; no entanto, isso exigiria uma quantidade significativa de prática e treinamento. Em outras palavras, durante este período de aprendizado, a orquestra perde um excelente violinista e ganha, pelo menos inicialmente, um flautista medíocre.
   
Considere agora outro exemplo envolvendo uma situação mais crítica. O proprietário de uma loja vê seu gerente falecer em decorrência da COVID-19 e precisa encontrar um substituto. A loja conta com um excelente vendedor: honesto, pontual e com mais de uma década de casa. O proprietário decide promovê-lo a gerente; no entanto, nos meses seguintes, as vendas caem, e os demais vendedores ficam desmotivados e desorganizados em suas funções. Em suma, aquele excelente vendedor, que era competente em seu trabalho e motivava os colegas por gostar do que fazia e prosperar na competição de vendas (já acostumado à pressão de bater metas), estagnou em sua evolução profissional. Ele estava habituado a receber ordens, e não a dá-las. O proprietário deveria ter simplesmente concedido um aumento ao vendedor por sua eficiência e contratado alguém com perfil de liderança para gerenciar a loja; assim, todos teriam saído ganhando.
   
Em suma, nem toda mudança na remuneração significa uma melhoria na qualidade de vida, nem toda promoção pode ser considerada benéfica; muitas vezes, acostumamo-nos tanto ao nosso trabalho atual que a transferência para outro departamento, ou a necessidade de mudar para outra cidade, Estado, ou país, pode fazer com que recomeçar pareça decepcionante.
  
Trabalhar hoje em dia, nestes tempos de pandemia, tornou-se algo desgastante (assim como, na verdade, quase tudo se tornou maçante); no entanto, estar desempregado, seja no passado ou durante a pandemia, parece-me algo ainda pior.
   
No entanto, com ou sem pandemia, sempre teremos de fazer escolhas e seguir em frente, pois, como Agenor de Miranda Araújo Neto — Cazuza (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), disse com propriedade na canção “O Tempo Não Para” (1988): ♫...Eu vejo o futuro repetir o passado ♪ Eu vejo um museu de grandes novidades ♪ O tempo não para ♪ Não para não, não para...♫
    
É verdade: todos estamos vendo a história se repetir, pois, esta não é a primeira pandemia que o Mundo enfrenta e, ao que tudo indica, não será a última. Mas, aonde tudo isso vai levar? A resposta para esta pergunta é tão incerta quanto a trajetória de um avião de papel; quando lançamos um, nunca podemos ter certeza da direção que ele tomará, mesmo que seja lançado em linha reta, pois vários fatores podem desviá-lo de seu destino pretendido, como o tipo de papel utilizado ou imperfeições na dobradura. O vento, também, pode ser um fator de risco que afeta o voo planado e estável do nosso aviãozinho de papel.
   
Hoje em dia, pequenos gestos fazem toda a diferença, coisas que antes pareciam insignificantes (como lançar um inofensivo aviãozinho de papel). Assim, novos começos são forjados nos detalhes, na nossa capacidade de nos adaptarmos a novas tarefas e às novas pessoas ao nosso redor. No entanto, não há garantia de que esta nova jornada será confortável. O certo é que a chamada zona de conforto que havíamos construído anteriormente e, que agora (durante a pandemia), chamamos de quarentena, nos deixou completamente desestabilizados.
 
Vale ressaltar, no entanto, que muitas pessoas não alteraram seus hábitos de vida durante a pandemia, desafiando o vírus e colocando em risco a própria vida e a de todos ao seu redor; um número considerável não manteve o isolamento social, não apenas devido à necessidade de trabalhar fora de casa, mas, também por uma crença imprudente de que as adversidades da vida acontecem apenas com os outros. Devemos sempre lembrar, contudo, que, para os outros, nós somos os outros.
   
Espero que o nosso atual estado de mera sobrevivência deixe de ser este circo de horrores... esta sensação de estar encaixotado e à espera do dia da mudança, para que possamos, em breve, voltar a simplesmente vivenciar os ciclos naturais da vida. Afinal, viver é composto por diversos fenômenos, eventos e ações recorrentes que moldam cada instante da nossa existência. Momentos em que questionamos, aprendemos, erramos e acertamos. No fim das contas, a verdadeira sabedoria reside em saber aproveitar a vida ao máximo e saborear o que ela tem de melhor. O que não podemos nem devemos fazer é pular etapas, desperdiçando tempo com tolices e falta de compreensão humana.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Bancarrota, representa a quebra e/ou falência de uma empresa ou pessoa física, acompanhada ou não de culpa ou fraude do devedor. Pode ser também, a falência financeira do Estado, por impossibilidade monetária, qual suspende o pagamento de suas obrigações legítimas e vencidas. No sentido literal da palavra, bancarrota representa: ruína, quebradeira econômica.



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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.