Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, a Internet está se tornando profissão de gente desocupada. Existem mais “influencers, nas Redes” que professoras/professores em sala de aula. É uma luta injusta entre docentes, discentes e “indecentes”.
Com todo o respeito aos nossos influenciadores digitais, que se dedicam a nos mostrar diariamente suas vidas perfeitas, seus cafés da manhã gourmet, seus pratos de comida em restaurantes da moda, seus treinos em academias de luxo e seus passeios dirigindo carros importados (sendo que dirigir e usar o celular é uma infração de trânsito gravíssima)... Tudo isso justifica meu post irônico sobre estas pessoas que sofrem da síndrome do “milhão de seguidores e memória zero”.
A cena se repete: alguém está no shopping, no supermercado, na fila da pipoca do cinema, no restaurante ou até mesmo na rua e, encontra aquela velha conhecida, aquela pessoa que, por algum motivo, foi “seu crush”¹ e agora domina a Internet e tem mais seguidores que a população de “Pouso Alegre, cidade do interior de Minas Gerais”, terra natal da minha querida amiga “Larissa”².
A expectativa é de um reencontro caloroso. Você já prepara um sorriso e diz: “Olá, quanto tempo, né?” — mas, antes que a palavra “tempo” saia da sua boca, ela te olha com uma expressão vazia, seus olhos (com lentes de contato “azuladamente artificiais”), percorrem seu rosto como se examinassem um par de “Scarpin” de R$ 3.000,00, na prateleira de uma sapataria de grife... E o pior, a busca pelo teu nome, que está guardado em alguma gaveta repleta de purpurina, dentro da memória (desmemoriada), dela. É inútil, seu “Crush” não lembra mesmo de ti. E, no fim das contas, ela desiste de tentar lembrar e meio sem graça diz: “Oi, querido, como vai?” — e depois segue em frente com a cara enfiada na tela luminosa de um “Smartphone” cheio de “parangolés”³.
Sabemos que viver e conviver com esta gente das mídias digitais (pessoas tão ocupadas), com milhares de comentários para (NÃO) responder, cenas para capturar e fotos e vídeos para editar e lives para se dedicar, torna uma amizade presencial quase impossível. O algoritmo é implacável e a popularidade é um trabalho em tempo integral. Talvez suas mentes estejam tão ocupadas processando a próxima “dancinha do TikTok”, que não haja espaço para trivialidades como o nome do antigo colega de escola, pois, “influenciadores digitais” precisam monetizar.
A solução? - da próxima vez que encontrar um destes mestres da Web, apresente-se novamente, mas, de forma criativa. Em vez de dizer: “Oi, eu sou o Fulano de Tal, lembra? Nós namoramos no ensino médio”; diga: “Oi, eu sou o Fulano de Tal, sou seu seguidor número: 1.234.56789”. Afinal, a memória desta gente parece ser formatada para números, não para nomes. E para fotos, é claro... Para muitas fotos inúteis que nunca serão impressas e “vivem nas nuvens”, seja lá, onde está tal nuvem online esteja?!
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* A principal diferença de um LOGARITMO para um ALGORITMO, é que um logaritmo é uma operação matemática que representa um expoente, enquanto um algoritmo é um conjunto de instruções ou passos finitos para resolver um problema ou executar uma tarefa, seja computacional ou não. Em resumo: logaritmo é um cálculo, e algoritmo é uma receita ou processo passo a passo.
¹ “Crush” é uma palavra de origem inglesa que, em contextos populares, significa ter paixão, atração ou interesse por alguém, geralmente intenso, mas, não necessariamente recíproco ou formalizado. Pode se referir a flertes, amor platônico ou até mesmo admiração por uma celebridade. Também pode ser aplicada a amizades como “friendship crush”.
² Segundo o Censo do “Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE”, a estimativa é que o número de habitantes de “Pouso Alegre - MG” em (2025), seja de cerca de 162.133 habitantes e a “Larissa Pereira dos Santos” (11 de Junho de 1990), do blog: “Minha Literaturinha” está entre eles.
³ O termo “parangolé”, era uma antiga gíria carioca da década de (1950), referindo-se a conversas sem sentido, malandragens, trapaças ou espertezas. O pintor, escultor, artista visual e artista performático brasileiro “Hélio Oiticica” (6 de julho de 1937 - 22 de março de 1980), após visitar o “Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro”, aprofundou-se nas experiências estéticas populares e adotou a palavra “parangolé”, para nomear suas obras, que surgiram a partir de (1964), repletas de tiras e bugigangas dependuradas na composição de suas artes.
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* “Vanessa Sigiane da Mata Ferreira” (10 de fevereiro de 1976), cantora e compositora brasileira.
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