㋡ SEJAM TODOS BEM-VINDOS AO ®DOUG BLOG! | ©2026 | Jornalista Douglas Melo | ®ĐÖЦG ẞLÖG: Para quem quer mais que simples palavras!

sábado, 26 de setembro de 2026

“Atenção, Senhores Passageiros...”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, viajar de avião é ótimo e rápido... embora eu saiba que, se algo der errado com o voo, as oficinas de reparo estão todas aqui embaixo, em terra firme.

Mas, desenvolvi uma técnica para saber se a turbulência de um voo é perigosa quando acontece, eu observo os comissários de bordo e aeromoças, se eles permanecem calmos, está tudo bem. Agora, se todos começarem a caminhar em direção à cozinha de bordo (galley), é melhor começar a rezar.

Os comissários de bordo e aeromoças, são o termômetro das nossas emoções em momentos assim. Se eles continuam empurrando o carrinho de café e rindo de uma piada interna com um colega, você respira aliviado. Mas, se um deles apenas decidir se sentar no compartimento da tripulação, afivelando o cinto, cruzando os braços e exibindo aquela expressão de: “vamos ver como isso termina, embora eu preferisse não assistir”... bem, meu amigo, nesta hora até o sinal de Wi-Fi do avião se recusa a funcionar, porque, nem mesmo os algoritmos querem testemunhar o desfecho trágico que poderá acontecer.

Eu acho que a Igreja Católica deveria parar de formar padres e começar a formar pilotos de aviação civil. Um padre pode converter um ateu de vez em quando, mas, um piloto de um Boeing 777, por exemplo, quando ocorre uma falha na aeronave, converte de uma só vez 550 passageiros, seja de qual divisão de classes for (econômica, executiva ou primeira classe), porque, quando você acha que vai morrer, não existem ateus nem classes sociais.

Ou seja, durante um voo turbulento, ocorre um milagre de conversão em massa num piscar de olhos: o sujeito da poltrona 24C que defende fervorosamente a teoria da evolução humana, explicando a quem quiser ouvir que a ciência dita tudo e que Deus é uma ilusão cognitiva... no instante seguinte, o avião sacode, o compartimento de bagagem de mão se abre e malas começam a cair sobre a cabeça de todos; aí, o coitado regurgita no saco de vômito, fazendo promessas a um santo cuja existência ele sequer conhecia até aquele momento.

Se o manual de voo se baseasse na fé, as companhias aéreas substituiriam os manuais de segurança por um kit contendo um rosário, água benta e um curso intensivo de catecismo, tudo distribuído pelos comissários de bordo e aeromoças, juntamente com os amendoins e a água mineral. O aviso de “aperte os cintos” viria acompanhado de um guia de orações em dez idiomas diferentes, exibido nas telas dos encostos dos assentos.

O elemento de desespero e, o desejo ardente de saber o que está acontecendo diante de uma pane no avião, realmente destaca um aspecto notável e contraditório da situação, pois, vamos ser sinceros: ninguém a bordo quer realmente saber o que se passa na cabine de comando quando a situação aperta. O piloto acaba de ser promovido, num instante, a “Pontífice do voo”, afinal, nenhum Papa na história da humanidade jamais conseguiu pregar para uma plateia tão atenta, concentrada e, simultaneamente, silenciosa. A acústica da aeronave durante um “mergulho forçado” do avião é perfeita: não se ouve um pio, ninguém reclama da comida, ninguém se levanta para ir ao banheiro, ninguém pergunta se já pode usar o Smartphone ou não?... e todos finalmente prestam atenção às instruções de segurança, pois, são muitas vidas que estão em jogo.

Alguns começam a se lembrar de que romperam laços com os pais e morrerão sem pedir perdão a eles; outros se dão conta de que viajaram e se despediram dos filhos apenas por mensagens de voz no WhatsApp; e há ainda aqueles (os piores de todos), que acham que vão morrer e deixar tudo de bandeja para que seus herdeiros desfrutem.

Mas, onde está o ateu da poltrona 24C neste momento? Bem nesta hora, o sujeito está recostado no assento, sussurrando um latim desconexo para todas as divindades de todas as mitologias que a humanidade já conheceu, só para garantir seu plano de contingência cósmica. No fim das contas, a aviação civil deveria estampar nos bilhetes de passagem aérea instruções bem simples: “Em caso de despressurização, ajoelhe-se e comece a negociar os seus pecados”. 

Ou seja, o ateu, que passou o voo inteiro debatendo o criacionismo com um rabino, agora está agarrado a ele recitando a Torá (Tanakh e Talmud), bem no momento em que o piloto soltou um suspiro de pavor audível pelo sistema de som da aeronave.

No fim das contas, aquele famoso aviso: “Atenção, senhores passageiros¹... por favor, retornem aos seus assentos e apertem os cintos”, feito pelo comandante com a voz mais calma que se possa imaginar, nunca é realmente tranquilizador. A frase significa, na verdade: “Atenção, senhores passageiros... encontrei um atalho direto para o dia do juízo final, e vamos chegar com cinco minutos de antecedência”.

Pensando bem, talvez seja melhor que os pilotos mantenham o foco nos manches, nos manetes de potência e nos botões do painel de controle. Confiar a vida a um piloto com instintos divinos é ótimo, mas, poder garantir que ele realmente saiba pousar o avião na pista, só para dar uma mãozinha aos santos, é bem melhor.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A expressão aeronáutica dita pelo comandante nos voos: “Atenção, senhores passageiros...”, é tradicionalmente dita no masculino devido a uma regra gramatical histórica da língua portuguesa conhecida como “masculino genérico”. Em português, o gênero masculino funciona como o gênero “neutro” ou não marcado. Isso significa que, ao se referir a um grupo misto (composto por homens e mulheres), ou a um público não especificado, a gramática determina o uso do masculino plural. Em suma, trata-se menos de uma questão de sexismo e mais de uma convenção gramatical defasada
. Já comissário de bordo (ou comissário de voo), é o termo técnico, oficial que embora neutro, em termos de gênero utilizado nas regulamentações de aviação e pelas companhias aéreas, é aplicável mais aos homens. “Stewardess” (aeromoça), é um termo mais antigo e coloquial, usado quase exclusivamente para se referir a profissionais do sexo feminino.

 

 

sábado, 19 de setembro de 2026

“À Rotina de Helena”


 


Helena¹ acordou como todas as manhãs, com lambidas de seu cão Menelau¹... levantou, fez sua higiene matinal, depois se vestiu com as mesmas roupas básicas de sempre, após preparou seu café da manhã: um bowl de cereal com leite e rodelas de uma banana prata, uma xícara de café forte e bem doce, duas fatias de presunto com melão e dois pães de queijo (que sempre sobravam do dia anterior), que são aquecidos no micro-ondas.

Ela olhou para o relógio. Eram exatamente 7h. 14min., sabia, com precisão cirúrgica, que às 7h. 20min., estaria no elevador e, às 7h. 22min., estaria na portaria, lutando com o portão eletrônico do prédio; às 7h. 30min., estaria pontualmente encarando a nuca do mesmo motorista de ônibus que via há uma década. 

A vida de Helena era tão rotineira que, para não correr o risco de esquecer nada,  ela colava bilhetes adesivos amarelos (sticky notes), por onde quer que passasse; caso esquecesse algo, o algoritmo do banco de dados de sua mente conseguia calcular o que faltava, com base no consumo diário de água de sua garrafa térmica cor-de-rosa personalizada com seu nome, o tipo de coisa que só uma pessoa “pancada da cabeça” faria, como diria sua irmã gêmea (não idêntica), Clitemnestra.¹

Bem na hora de sair de casa, Helena deu uma última olhada no espelho e, de repente, disse:  

💬 CHEGA! — enquanto tentava domar uma mecha de cabelo que insistia em cair sobre os olhos.  

💬 Hoje, serei uma mulher nova. Uma mulher imprevisível. Uma mulher que quebra a rotina!

O primeiro passo rumo à liberdade começou no momento em que ela colocou os pés na rua. Em vez de pegar o ônibus, ela foi a pé e virou à direita na Rua Páris¹. Helena sentiu uma onda de adrenalina digna de filme de ação... ela era o próprio Tom Cruise² em “Missão Impossível”, só que de vestido floral e sapatilhas. Por outro lado, aquela sensação interna de empoderamento, podia ser apenas azia por causa dos pães de queijo amanhecidos.

Como todas as mulheres, Helena carregava um batom na bolsa, bem ao lado das chaves, do celular, do Ray-Ban e dos óculos de grau... além de mil outros pequenas coisinhas femininas essenciais.

Dois quarteirões adiante, Helena descobriu por que nunca havia virado à direita antes: o bairro estava em obras. Viu-se cercada por três caminhões-betoneira e doze cones de trânsito. Um operário simpático (que estava terminando a calçada
de concreto), avisou-a de que ela estava caminhando sobre cimento fresco.

💬 Este é o preço da aventura! - murmurou Helena, limpando um respingo de cimento do vestido.

Determinada a não deixar o universo vencer, Helena pôs o Plano B em prática: subiu a passarela de pedestres que levava à entrada do metrô, entrou, comprou um bilhete
duplo (pois, precisaria voltar de sua aventura) e como já estava atrasada para o trabalho, decidiu seguir para o centro da cidade, um lugar que raramente visitava. Ligou para o chefe para avisar que só chegaria depois do almoço. Passou a manhã vagando pelas ruas do centro histórico e, na hora do almoço, naturalmente, por estar longe do trabalho, não foi ao restaurante self-service que costumava frequentar, onde os funcionários serviam e pesavam sua comida sem que ela precisasse sequer pegá-la ou pedir.

Helena entrou em um restaurante tailandês. O cardápio parecia escrito em uma linguagem que misturava poesia e ameaça. Ela pediu o prato marcado com três ícones vermelhos ao lado do nome, pois a “nova Helena” não temia perigo algum, ela era uma guerreira saída diretamente da mitologia grega. No entanto, logo na primeira garfada, descobriu o verdadeiro significado da palavra “inesperado”... lágrimas brotaram instantaneamente em seus olhos castanhos. Sentiu como se fumaça saísse de suas orelhas, tal qual um personagem de desenho animado. Virou uma jarra de suco de laranja em rápida sucessão, seguida pelo restante da água de sua estilosa garrafinha pink, mas, percebeu que o incêndio interno se alastrava ainda mais. Um garçom prestativo (mas, com um sorriso sarcástico no canto da boca),
lhe ofereceu um lenço de papel; ela sem perder a pose, aceitou, fingindo chorar de emoção com o sabor da comida apimentada.

De volta ao escritório, com a língua ainda dormente por causa das pimentas e suas sapatilhas levemente respingadas de cimento e cobertas de poeira, Helena sentou-se em sua cadeira habitual e contemplou a tela do computador, onde as planilhas do Excel, aquele programa “quarentão” que, assim como ela, ainda sobrevive e resiste ao tempo, a aguardavam. Curiosamente, as planilhas pareciam quase reconfortantes agora... um verdadeiro porto seguro em meio ao caos de tentar ser uma “Helena renovada”.

Ao final de mais um dia de trabalho, Helena passou na padaria e comprou pão de queijo, presunto e dois sonhos recheados com “crème pâtissière”, pegou o ônibus de costume, sentou-se no banco atrás do motorista, alternando um olhar no celular e outro na nuca do condutor e, sentiu uma profunda sensação de paz. Ela percebeu que quebrar a rotina é maravilhoso para dar sabor à vida, mas, também entendeu que a rotina tem uma beleza própria. Especialmente quando não envolve incendiar a boca com comida tailandesa ou fugir de caminhões-betoneira numa manhã de segunda-feira, porque, os únicos sonhos que devem fugir à rotina, são estes da padaria, que ela acabara de comprar.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A Guerra de Troia foi um conflito mitológico de dez anos que teve início quando o príncipe troiano Páris levou Helena, esposa do espartano Menelau. Os troianos foram derrotados após a entrada do famoso cavalo de madeira, que estava repleto de soldados gregos às ordens de Agamemnon, o líder dos exércitos gregos em Troia. Agamemnon era marido de Clitemnestra.
 
² Thomas Cruise Mapother IV - Tom Cruise (3 de julho de 1962), é um ator e produtor de cinema norte-americano.
 
 
 

domingo, 13 de setembro de 2026

“CARTA ABERTA AO BLOGGER”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, o Google tem tratado os usuários do Blogger¹ como múmias; não demonstrando qualquer intenção de reformular ou modernizar a plataforma, mantendo-a em funcionamento em um nível básico, apenas como um arquivo histórico e um serviço de legado.
 
Os usuários do Blogger permanecem fiéis à plataforma porque, ela continua gratuita para qualquer pessoa que deseje criar ou manter um blog, além de ser fácil de usar. No entanto, a plataforma opera com uma infraestrutura de manutenção semelhante à do antigo Orkut; recebendo apenas atenção mínima e está hospedada em uma seção obsoleta do YouTube, o que significa que tem baixa prioridade.
 
O Google mantém a plataforma em funcionamento apenas por meio de atualizações básicas de segurança e correções ocasionais de bugs, sem grandes inovações visuais ou recursos modernos. Atualmente, nem mesmo a lista de leitura está sendo atualizada e, a aba de comentários apresenta falhas frequentes, impedindo os usuários de publicar comentários e interagir (que é a essência de um blog). O pior é que não temos uma explicação oficial sobre quanto tempo esta situação perdurará.

O foco e a estratégia do
Google no ecossistema de busca deslocaram-se para a inteligência artificial automatizados da (A.I. Overviews), uma ferramenta que usa I.A. generativa para criar resumos e respostas mais rápidas durante as pesquisas, deixando ferramentas de publicação (iguais ao Blogger), estagnadas e relegadas a segundo plano.

A monetização persiste porque, atende mais aos interesses do
Google do que aos dos próprios blogueiros; em outras palavras, ainda é possível ganhar dinheiro conectando um blog ao Google AdSense. No entanto, acredito que, para blogueiros que monetizam, isso equivale a “contar moedas”.
 
E o Blogger não pode simplesmente deixar de existir, pois, há blogueiros que possuem e, pagam uma taxa anual por seus próprios domínios personalizados (.com). Embora a plataforma Blogger seja totalmente gratuita para criar, hospedar e publicar conteúdo, a extensão do domínio (.com), não pertence ao Google. Ela deve ser registrada por meio de uma empresa de domínios e, o blogueiro precisa pagar uma taxa anual para garantir o direito de usar o nome escolhido (seu-blog.com), por exemplo. Este custo geralmente varia de R$ 40,00 a R$ 90,00 por ano, dependendo do registrador utilizado (como: Namecheap, GoDaddy ou Registro.br). A hospedagem do site, no entanto, permanece totalmente gratuita, o Google não cobra nada para armazenar os textos, imagens e arquivos do blog, mesmo que o usuário altere o endereço de (blogspot.com), para (seu-blog.com).
 
A blogosfera apresenta tanto vantagens quanto limitações: pelo lado positivo, o Blogger continua sendo um espaço de interação amigável; os dois pontos principais são: os iniciantes adaptam-se rapidamente à sua interface e a plataforma raramente sai do ar, mesmo sem atualizações significativas do sistema. 
 
O Blogger não exige manutenção de servidor e serve como um excelente arquivo pessoal ou diário online. No entanto, não oferece suporte a plugins avançados, disponibiliza uma seleção limitada de designs (templates) e carece de recursos modernos de codificação; também apresenta desafios para a personalização avançada de SEO (Search Engine Optimization), termo que se refere às técnicas e estratégias utilizadas para melhorar o posicionamento de um site nos resultados de pesquisa orgânicas pessoais (que não são anúncios), como aqueles obtidos ao realizar uma busca na web (comumente conhecida como: “dar um Google”). Sua maior limitação, contudo, é ter perdido muito espaço para concorrentes como o WordPress, que oferece um ambiente mais profissional e passa por atualizações constantes de layout e correções de bugs de segurança.

Em suma, estamos sendo fritos como ovos numa frigideira fria, à mercê de melhorias no Blogger, uma plataforma que existe há quase três décadas, mas, que atualmente deixa muito a desejar.

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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A plataforma Blogger foi criada originalmente por uma pequena empresa chamada Pyra Labs em (23 de agosto de 1999), sendo fundada por Evan Clark Williams (31 de março de 1972), que também cofundou o Twitter, e pela blogueira Meg Hourihan (27 de setembro de 1973), tornando-se um dos primeiros sistemas dedicados à publicação de blogs e ajudando a popularizar o formato em todo o mundo. Em (fevereiro de 2003), o Google adquiriu a Pyra Labs e assumiu o controle do Blogger. Com a aquisição, recursos que antes eram pagos tornaram-se totalmente gratuitos; por meio do domínio Blogspot, os blogs criados na plataforma passaram a contar com o subdomínio (blogspot.com).
 
RESPOSTA do Google
Olá, jornalista Douglas Melo, | Em relação à sua solicitação sobre o desempenho negativo do Blogger em setembro de 2026, informamos que a instabilidade ocorreu devido a erros operacionais que já estão sendo corrigidos. | Quanto a melhorias na plataforma em geral, não é intenção dos administradores do Blogger, neste momento, oferecer novos recursos além dos já existentes. | Atenciosamente,

 

domingo, 6 de setembro de 2026

“Da Capo Sine Fine e o Código Da Vinci”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, já escrevi alguns livros e sempre fui contratado por uma editora. Não tenho nada contra autores que pagam para ter um livro publicado, mas, como jornalista, é justo receber pelo meu trabalho de escrita; afinal, isso é mais do que apenas um ofício ou um dom, é a minha profissão.

Precisamos alternar entre diferentes tipos de mentalidades para dar descanso à nossa mente. Ninguém trabalha sem parar... e ninguém vive em um estado de férias perpétuas; deve haver um meio-termo. A vida vai e vem iguais as ondas do mar, tem seus fluxos e refluxos. Tudo é cíclico e se renova constantemente. E, enquanto isso, seguimos vivendo, “interpretando papéis”, atuando; somos todos, ao mesmo tempo, artistas e público neste grande circo. Quando os aplausos finalmente surgem, marcam também a despedida de mais um palhaço que deixou de ser fonte de riso para se tornar eterno... “da capo sine fine”.¹
 
Não buscamos companhia a menos que a desejemos; contudo, o momento em que deixamos de receber visitas foge ao nosso controle, até porque, o desejo de outra pessoa de nos ver não depende de nós. Mas, se deixamos também de visitar os outros e, assim, falhamos em despertar uma resposta recíproca, nós também deixamos de ser notados; esta é a grande máxima desta vida egoísta que levamos.
 
E assim, muitas vezes nos vemos atônitos, tal e qual o cachorrinho “perdido”, retratado no cartaz colado ao poste... pois, antes de finalmente reencontrar seu animal de estimação, o Sr. João recebeu muitos trotes, fruto da falta de compaixão humana. Em suma: os seres humanos são céticos, egoístas e desprovidos de compaixão. O que aconteceu com sermos a imagem e semelhança de Deus? Definitivamente a humanidade não deu certo.

Como diz um dos meus aforismos:
 
“O ser humano brinca de odiar e odeia brincando!”
 
E quanto à antipatia gratuita? Como é possível antipatizar com alguém sem sequer conhecê-lo minimamente? Parece que nos esquecemos de como conversar uns com os outros. Hoje em dia, as pessoas não conversam... elas litigam; e, como o sistema judiciário é lento, as inimizades “fermentam” e perduram.
 
Ninguém precisa odiar São Paulo para amar o Rio de Janeiro. Na verdade, ninguém deveria odiar nada nem ninguém. Se você não gosta dos meus livros, não os leia (embora, assim como ocorre com a antipatia gratuita, não se pode desgostar de um livro apenas olhando sua capa). Ou seja: se algo ou alguém lhe desagrada, evite o que o incomoda e mantenha distância de quem lhe é antipático (seja de forma gratuita ou não). Mas, pare de nutrir raiva; pois, esta é uma emoção que drena a tua ternura e o diminui aos teus próprios olhos, afastando pessoas boas que, muitas vezes, não querem nada de ti, além da tua companhia.

Quem tem caráter, não pode e nem deve suscitar debates acalorados, tão pouco deve encerrar o discurso democrático. Como se diz: “gosto não se discute” ou “cada um é cada um”... expressões usadas para transmitir a ideia de que cada pessoa tem preferências e opiniões diferentes e isso além de normal, é salutar.
 
Para apreciar plenamente o sabor de um bom café, ele não deve ser adoçado demais, mas, a vida exige seus pequenos prazeres. O açúcar mascara o sabor do café, porém, adoça a nossa vida. Ao beber um bom vinho tinto, por exemplo, deve-se tomar água com gás em seguida para limpar o paladar e, assim, poder desfrutar de uma boa taça de Champagne.
 
Precisamos tentar restabelecer as conexões humanas, mas, recebemos constantemente mensagens de WhatsApp e nos contentamos com elas (tudo resolvido com um toque dos dedos ou por meio de palavras gravadas); vemo-nos diante de um “Código Da Vinci”² à espera de ser decifrado nas conversas infundadas
das Redes Sociais, onde algumas pessoas escrevem: “amu mtuuu vc; vc eh mtuuu déixxx...” E no fim, mandam muitos “bjuxxx”.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “Da capo sine fine”, é uma expressão que significa: “do início” e “sem fim”, criando um loop musical eterno sem resolução final... infinito (∞). “Da Capo” (D.C.), é um sinal musical que indica a repetição de um trecho desde o início da peça. “Fine” é um sinal musical que indica o fim da peça.
 
² O filme “O Código Da Vinci”, assim como o livro original do escritor norte-americano Daniel Gerhard Brown (22 de junho de 1964), conhecido por assinar como Dan Brown, é uma obra de ficção. Embora utilize cenários reais, como o Museu do Louvre, obras de arte legítimas e mencione instituições existentes (como o Opus Dei), toda a trama principal sobre teorias da conspiração religiosas é invenção literária.
 
 
♪Da Capo al Fine♪ (geralmente abreviado como D.C. al fine),
é um termo musical em italiano que significa: “Do início ao fim”.

sábado, 29 de agosto de 2026

“Farmar Aura e Six Seven”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, vejo com preocupação jovens e adultos se perdendo no automatismo de telas, com metas de produtividade e conexões superficiais que substituem a convivência real.

Entre as tendências e modas estranhas da atualidade, destaca-se o conceito de “Farmar Aura” e “Six Seven”. Qualquer pessoa que passe tempo nas Redes Sociais ou interaja com jovens nascidos na “Geração Z” (1997–2009), ou na “Geração Alpha” (2010–2025), provavelmente já ouviu estas expressões.

E é “Farmar Aura” mesmo e não “FORMAR Aura”. O termo se tornou muito popular em (2025) e continua em voga, podendo parecer confuso à primeira vista, mas, que revela muito sobre como a imagem pessoal dos jovens é construída e percebida na Internet... uma completa perda de tempo útil.

O verbo “farming” (“farmar”, em português), vem diretamente de videogames como: “Minecraft”, “World of Warcraft” e “Fortnite”. Nestes ambientes, “farmar” significa realizar tarefas repetitivas para acumular recursos, pontos ou experiência. O termo remete ao conceito da “fazendinha” (“farm”), uma área de cultivo agrícola que aparece frequentemente nestes jogos; já a “aura” é entendida como o carisma, a presença, a energia ou a “vibe” que uma pessoa projeta.

Portanto, “Farming Aura” (“Farmar Aura”), significa agir de maneira a acumular “pontos de estilo”, construindo a imagem de alguém interessante, inspirador ou descolado (“cool”). É como se a pessoa estivesse constantemente elevando seu nível de admiração aos olhos dos outros, seja por meio de um esforço ativo ou não. “Sigma” é o termo usado para quem consegue “Farmar Aura” com sucesso, enquanto “Beta” refere-se a quem falha nesta missão.

Mas, na cabeça dos jovens, “Farmar Aura” é algo importante, sendo baseado em séries de animes como: “Naruto”¹, “Dragon Ball”¹ e “Bleach”¹, onde personagens ampliam seus poderes, seu “ki” ou “chakra”, ficando cercados por uma aura que os torna mais fortes. Da mesma forma, os jovens entendem que alguém “farmando aura” parece ser misterioso ou marcante, é alguém que ignora elegantemente algo que outra pessoa disse ou fez. Ou seja, este jovem está sendo descolado diante dos demais.

Em suma, “farming aura” é uma gíria da Internet para o ato de acumular carisma, estilo ou uma presença marcante de maneira irônica ou lúdica. É um termo frequentemente usado por jovens, tanto online quanto na vida real e já tem muito marmanjo repetindo esta bobagem por aí.

Veja a que ponto a humanidade chegou: enquanto os idosos enfrentam o isolamento pelo esvaziamento dos papéis sociais, a dispersão familiar e a velocidade do mundo digital que muitas vezes os exclui, estamos drenando as cores do arco-íris para “50 tons de cinza”, enquanto os jovens, online, estão “farmando aura”, achando que esta tolice de ficar fazendo diversos gestos com as mãos, conta como uma evolutiva interação social. 

Além de “Farmar Aura”, esta garotada também anda fazendo gestos com as mãos no ritmo da tendência “Six Seven”, que começou como um meme esportivo surgido no TikTok. Foi uma combinação de uma música do rapper americano Jemille Marrail Edwards, conhecido profissionalmente como Skrilla (3 de junho de 1999), que destaca a altura do armador do Minnesota Timberwolves, LaMelo LaFrance Ball (22 de agosto de 2001), que mede 6 pés e 7 polegadas (cerca de 2,01 metros), ou “Six Seven” (em inglês) e um vídeo do adolescente americano, Maverick Trevillian (29 de maio de 2011), apelidado de “The 67 Kid” nas Redes Sociais, que apareceu olhando para a câmera (num jogo de basquete onde LaMelo Ball atuava), fazendo gestos com as mãos a cada boa jogada do armador, gritando repetidas vezes: “Six Seven”, transformando esta frase em uma febre mundial entre crianças e adolescentes.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]

¹ “Naruto” exibido (de 3 de outubro de 2002 a 8 de fevereiro de 2007), pela TV Tokyo - Japão, totalizando 220 episódios na fase clássica; “Dragon Ball” é um anime clássico exibido originalmente no Japão (de 26 de fevereiro de 1986 a 19 de abril de 1989), na Fuji TV, totalizando 153 episódios; o anime “Bleach” foi exibido originalmente (de 5 de outubro de 2004 a 27 de março de 2012), pela TV Tokyo. Atualmente, a história continua sendo transmitida através da sua saga sequência. A série Clássica, conta com 366 episódios e a Série Sequência (“Bleach: Thousand-Year Blood War”), estreou (em outubro de 2022), para adaptar o arco final do mangá, sendo dividida em quatro partes, com encerramento programado para o fim
do ano (2026).

 

 

sábado, 22 de agosto de 2026

“Meu Amigo e Seguidor Robô”

Meus amigos e amigas (não robôs), do ®DOUG BLOG, a percepção de que as plataformas de Redes Sociais são “cidades fantasma” não está longe de ser verdade e, toca em um ponto real e amplamente debatido na cultura digital: embora bots (robôs) e contas inautênticas não representem a totalidade da Internet, eles constituem uma parcela enorme do ecossistema das Redes Sociais, e existe uma clara complacência coletiva em querer acreditar que este problema é menor do que apresenta ser.

Auditorias de dados cibernéticos, indicam que uma grande proporção de influenciadores digitais de renome é diretamente afetada por seguidores imaginários, com números impressionantes que chegam a quase 60%, no caso da empresa Meta Platforms (que detêm usuários com mais de um milhão de seguidores).

A Meta Platforms, empresa que administra o monopólio de Mark Elliot Zuckerberg (14 de maio de 1984) - Facebook; Instagram; WhatsApp; Messenger; Oculus (empresa de realidade virtual); Threads; Workplace, Portal (dispositivo de videoconferência) e Meta AI (assistente virtual integrada as plataformas), enfrenta uma mega-ação judicial histórica nos Estados Unidos, que consolida milhares de processos movidos por usuários, distritos escolares e procuradores-gerais de 29 estados. O litígio acusa principalmente Instagram e Facebook de utilizarem designs deliberadamente viciantes para prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes e rolagem infinita de imagens e Stories.¹

Usuários comuns e criadores de conteúdo buscam reconhecimento social e validação por estatísticas; ao fazerem isso, alimentam um mercado ativo de pacotes de automação, curtidas e comentários gerados por empresas de bots. Quanto mais seguidores alguém tem, maior a monetização. Consequentemente, na mente destes “profissionais da web”, vale a pena investir na compra de “seguidores fantasma”, pois, isso lhes permite monetizar mais e adquirir ainda mais “amigos seguidores robôs”. E assim, pouco se importam com o fato de que Mark Zuckerberg estar enfrentando processos judiciais por má conduta e pela monopolização indevida de sua empresa e seus “tentáculos”.

No Brasil, as atividades de Startups que vendem bots, os quais fornecem seguidores e engajamento artificial por meio de sistemas automatizados (“seguidores fantasma”), não são tipificadas como crime específico no Código Penal; no entanto, são consideradas infrações de natureza civil e comercial. Contudo, até mesmo o Judiciário brasileiro faz vista grossa, deixando de proibir expressamente as operações destas empresas ou de impor sanções que vão além de simples multas, uma vez que este mercado gera receitas vultosas, tornando vantajoso para as Startups pagar estas multas judiciais quando elas ocorrem. Entre os pares destes tribunais, há muitos usuários de Redes Sociais com milhões de seguidores, milhares dos quais são, sem dúvida, “seguidores fantasma” (bots comprados). Assim, punir empresas deste setor equivaleria acariciar com a mão direita da justiça, enquanto se atiraria pedras com a esquerda.

Mesmo sabendo que parte da audiência das Redes Sociais é falsa, o cérebro humano prefere aceitar o número inflado a encarar a irrelevância estatística. Perfis com grandes números de seguidores (mesmo aqueles compostos por bots), atraem milhares de humanos reais, que presumem que a conta é relevante simplesmente pelo seu tamanho.

Este cenário alimenta uma teoria da conspiração genuína da era digital, conhecida como “Teoria da Internet Morta” (“Dead Internet Theory”). Esta teoria sugere que a maior parte do conteúdo, das interações e das postagens na Web não é mais gerada por humanos, mas sim, por I.A. (Inteligência Artificial) e bots que interagem entre si para simular atividade e captar a atenção de pessoas reais. Neste panorama, em que ninguém está realmente conversando com ninguém, os anunciantes também são enganados, pois, seus produtos e serviços são exibidos em milhões de páginas operadas por bots que não consomem nada além da nossa paciência.

Para identificar este comportamento automatizado no dia a dia, analistas de dados recomendam observar padrões que fogem aos dos humanos: contas com 500 mil seguidores, por exemplo, que geram apenas 10 ou 15 curtidas por foto; o uso excessivo de emojis ou frases repetitivas e desconexas (como: “Incrível!” e “Top!”), em postagens que exigiriam respostas mais elaboradas; e seguidores que não possuem foto de perfil nem postagens originais, mas, seguem milhares de pessoas, embora tenham um número ínfimo de seguidores.

As Deepfakes,² este mecanismo de criação de usuários falsos com conteúdo impressionantemente próximo da realidade, é outra “fábrica de seguidores” que alimenta egos inflados. Seguir perfis falsos, ilustra bem como a Internet e sua exploração intensiva do vazio cultural, presente nas Redes Sociais, fomenta uma profunda alienação social em vez de uma conexão genuína, indo na contramão da própria essência que a “rede” sugere... ser social. Em meio à superficialidade, à perda de privacidade e à natureza espetacularizada da vida em bolhas, fatores que levam muitos a sentir que nossa existência cotidiana perdeu a autenticidade e que permanecemos aprisionados na engrenagem de engajamento artificial do mundo digital, que tritura impiedosamente os próprios egos construídos por “amigos e seguidores robôs”.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]

¹ Stories são publicações em formato de foto ou vídeo curto que somem após 24 horas. Criados inicialmente pelo Snapchat e popularizados pelo Instagram Stories, o recurso é usado para mostrar momentos do dia a dia, bastidores e conteúdos interativos para os seguidores.


² Deepfake, é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com a ajuda de I.A. - Inteligência Artificial. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa em cena pode ser trocado pelo de outra; ou o que a pessoa diz pode ser modificado, usando a voz original da pessoa que é dublada pela I.A.


웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:

Bender Bending Rodriguez é um personagem robótico da série de televisão animada Futurama, criada pelo cartunista americano Matthew “Matt” Abram Groening (15 de fevereiro de 1954) e pelo roteirista americano David Samuel Cohen, mais conhecido como David X. Cohen (13 de julho de 1966).


 

sábado, 15 de agosto de 2026

“Clipes e Eclipse”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, algumas palavras com sonoridade semelhante sempre complicam a vida das pessoas e as mergulham em total “escuridão”. Examinemos a conversa da “trindade”: Pai Johan, Mãe Elaine Jane e filho Stephen.

💬 Pai, como se chamam esses grampos de prender papéis
que você está usando?
💬 É clipes¹,
meu filho!
💬 E como se chama quando a lua cobre o sol?
💬
Eclipse², meu filho!
💬 Então, é a mesma coisa?
💬 Não, Stephen, a mesma coisa é um caminhão cheio de chineses.
Jane, ouvindo a conversa entre o marido e o filho, diz:
💬 
Johan, homem de Deus, que jeito de responder é esse? Isso é preconceito.
Isso não pode mais em pleno século XXI!
💬 Tá bom... tá bom... Elaine Jane... então, filho, é um caminhão cheio de japoneses. (risos)
💬 Afff... Johan, o que você acabou de dizer é a mesma coisa.
E é clipe no singular, ‘é clipes’ no plural, são clipes. (risos)
💬 Não é a mesma coisa nada, Elaine Jane... japonês é japonês, e chinês é chinês.
E essa bodega aqui, é clipes mesmo, clipe é de música!
💬 Sabe de nada... seu filho já está boquiaberto com a vergonha alheia. (risos) E pare de me chamar de Elaine Jane! Minha mãe só me chamava assim quando eu fazia alguma coisa errada.
💬 Está bem... está
bem... mim Tarzan³, você Jane! (risos)
💬 Johan, você é tão bobinho!
💬 Então, seu Tarzan, diz pra mãe que é um caminhão cheio de coreanos, e encerra essa história aí.
(risos)
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ O inventor e funcionário público norueguês Johan Vaaler (15 de março de 1866 – 14 de março de 1910), foi quem criou o clipe de papel
(em inglês clip - plural: clips). Johan patenteou um modelo de arame liso, na Alemanha em (1899), porque, a Noruega não possuía leis de patentes na época, razão pela qual registrou o projeto no exterior.

² O último eclipse solar total de (12 de agosto de 2026), transformou o dia em noite no Hemisfério Norte (Rússia, Islândia, Espanha) e durou mais de dois minutos na faixa de totalidade, porém, não foi visível no Brasil.

³ Na história original do escritor americano Edgar Rice Burroughs (1º de setembro de 1875 – 19 de março de 1950), o nome Tarzan (significa “Pele Branca”), na língua fictícia dos grandes símios. Na trama, o herói é John Clayton III, Lorde Greystoke, filho de aristocratas ingleses. Sua esposa chama-se Jane Porter.

 

 

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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.