Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, sendo um aforista e colecionador de frases de notórios, hoje quero colocar em questionamento uma antiga frase que diz: “A vingança é um prato que se come frio!”
Algumas pessoas já adultas, se comportam na vida e na Internet, como se fossem estudantes da 5ª série, falando, fazendo e escrevendo bobagens e depois, vitimizadas, desfazem as amizades (mesmo que virtuais). Porém, amizades que se desfazem por inveja e vaidade, não são amizades. E mentem aqueles que afirmam que “de boas intenções o inferno está cheio”, pois, como bem disse o filósofo e escritor francês: Jean-Paul Sartre (21 de junho de 1905 - 15 de abril de 1980): “O inferno são os outros!” - ou seja, o inferno está dentro daqueles que se tornam nossos oponentes, mas, um oponente nem sempre identificamos, pois, um inimigo raramente se apresenta como tal, mas, ao logo da jornada, aprendemos a identificar estas pessoas que fazem de uma linha reta um passeio de montanha-russa. O certo é que se amigos podemos escolher, os nossos antagonistas não escolhemos, eles surgem em nossas vidas.
E, por favor, não confundam o meu ponto de vista com insatisfação, sou até otimista demais diante deste Mundo caótico que vivemos. Mas, acho cinismo quem diz que tudo vai ficar bem, que tudo é sempre bom, pessoas que usam clichês de que ninguém paga suas contas.
Passamos a nossa infância escutando que não se deve conversar com estranhos, que não se deve aceitar doces dos outros, que não se deve beber do copo dos outros e muito menos pegar carona com estranhos, aí crescemos e, com um aplicativo de celular, contratamos um carro (tipo “Uber”), guiado por um desconhecido e seguimos o caminho determinado, dentro do automóvel de um estranho que nos oferece água e balinhas.
A “filáucia”, como nós filósofos denominamos o orgulho, muitas vezes indica como alguém se comporta em sociedade. Mas, é incrível e por vezes até inacreditável, que em pleno século XXI ainda exista gente que queira passar uma imagem “perfeitinha”, ilibada, porém, estas pessoas são “poetas” de intrigas e desavenças, pois, imediatistas, não sabem tirar proveito da camaradagem existente nas amizades (mesmo que sejam virtuais). Estas pessoas nada constroem e, não medem esforços para ferirem outras pessoas. Gente assim, não respeita nem o luto e nem a luta dos outros, pois, seja qual idade cronológica tiverem, estão somente buscando então e somente, tapinhas nas costas e likes vindas de avatares e “carinhas azuis” que seguem suas Redes Antissociais e blogs.
Entre as coisas que sei fazer, que tenho talento e graduação, definitivamente não sou modesto, até porque, modéstia não me serve de coisa nenhuma e nem melhora e nem piora quem sou, pois, todos possuem seus valores, cada um que demonstre do que é capaz, pois, no final das contas a vida é construída dia a dia sobre efemeridades e no fim para a morte.
Eu tenho luz própria (e isso incomoda “gregos e troianos”), pois, alguém já viu mariposa ficar rodeando em volta de uma lâmpada queimada? O que eu não sou, é extremamente vaidoso e arrogante, como algumas pessoas que observo por aí. Gente que vive “escorada” em falsos valores, que está sempre na defensiva, vendendo uma imagem enganosa de humildade e humanidade.
Assim sendo, faço um convite... quase um desafio para estas pessoas: querem fazer melhor do que eu, tentem! - todo mundo é capaz, todo mundo pode fazer melhor, pode fazer acontecer, pode fazer o possível.
Quem diz que eu gosto de aplausos não está de todo errado, é vero, eu gosto de aplausos... Todos gostamos de aplausos. Pois, quem em sã consciência gosta dos alaridos de troça, de ser vaiado? Mas, além de aplausos gosto de outros gestos humanos também, principalmente da alegria dos bem humorados. Ser bom e honesto na vida é uma obrigação de todos os seres humanos. Qualidades são outras coisas e, entre estas qualidades está ser feliz.
E os que dizem que escrevo com “palavras engravatadas”, são os mesmos que gostam das grandes plateias (sem ver... Sem realmente ler). Eu Prefiro a minha plateia, pois ela é fiel. Algumas outras plateias também são fieis. Mas, a minha plateia é cheia de conteúdo, outras tantas plateias também são cheias (porém, vazias).
Esta gente que se alimenta de inveja, ódio e tristeza, em uma “última ceia sem juízo e sem Jesus”, se perde em vaidades desmedidas, em uma “Santíssima Trindade de heterônimos”, acreditando ser cada um deles um Fernando Pessoa¹ contemporâneo, porém, eles não passam de pessoas ocas, que recônditas, continuam na minha sombra.
Dar conselhos (principalmente via Web), é quase uma utopia, pois, conselhos sempre são baseados em quem aconselha, ao invés de quem escuta. A pessoa que está à frente do conselheiro, muitas vezes não quer ser aconselhada e não está errada, pois, um filho crescerá dos exemplos de seus pais e não de seus conselhos.
E neste Mundo de conselheiros e de bons Samaritanos sem bondade, as vozes ecoam vazias, perdidas. O monólogo ficou para a plateia e é preciso repor o artista no palco. Então, não tenha mais humildade e sim, mais humanidade e reconheça a dor causada no amigo que feriste gratuitamente.
Atualmente as pessoas não se reúnem mais em família, pois, preferem esconder suas mentiras. São pessoas que passam mais tempo usando o Smartphone e o vaso sanitário (as vezes ao mesmo tempo), que no comando de suas próprias vidas.
Então, não tentem ser minha imagem e semelhança, não queiram rasgar ou escrever a minha biografia, não queiram ser a imagem estampada em um sudário que não lhes pertencem, pois, quem viver vera, quem viver me lerá... E entenderá... seja “pai, filho ou Espírito Santo”, pois, a minha diferença, é que sou sem falsa modéstia um bom escritor, mas, sou principalmente uma boa pessoa.
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¹ Fernando António Nogueira Pessoa (13 de junho de 1888 - 30 de novembro de 1935), conseguiu construir em uma só pessoa, “vários poetas Pessoa” em um só poeta. Ele foi plural, criando personalidades próprias para os vários poetas que conviveram nele. Cada um tem sua biografia e traços diferentes de personalidade. Os poetas não são pseudônimos e sim heterônimos, isto é, indivíduos diferentes, cada qual com seu mundo próprio, representando o que angustiava ou encantava seu autor. São eles: Alberto Caeiro; Ricardo Reis; Álvaro de Campos; Bernardo Soares e o menos conhecido, Alexander Search.
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