Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, vou falar mais uma vez sobre uma das minhas paixões nesta vida... O meu querido “Rio de Janeiro”, uma cidade que continua maravilhosa e cheia de encantos mil, apesar da violência flagrante que existe aqui. Se bem, que a violência está nas pessoas e não na cidade. Na verdade, a violência está espalhada pelo Mundo, basta observarmos as guerras desnecessárias que ainda acontecem.
Quando caminho pela extensa orla do “Rio de Janeiro”, sempre percebo o quanto esta cidade (tão maltratada por políticos corruptos, milicianos e traficantes de drogas), ainda continua sendo um lugar literalmente maravilhoso de ver e de viver.
Caminhar pelo “Centro do Rio” é “alimentar-se de cultura”, é viajar pelo tempo que passou e virou História. Poder caminhar pelas mesmas ruas de paralelepípedos (ainda existentes), por onde caminharam tantas pessoas ilustres da cultura do nosso país, poder ver os casarios antigos que resistem ao tempo e à modernidade, é algo espetacular e isso acontece desde a época do Império.
Conheço a maioria das grandes cidades de alguns países do Mundo e sem querer ofender nenhuma nação, raramente vi cidades com belezas variadas como é o caso do “Rio de Janeiro”. Por outro lado, o que “Tokyo - Japão”, por exemplo, tem de organização (mesmo sofrendo vários terremotos por ano), o “Rio” tem de desorganizado, onde até uma simples chuva de verão, promove um verdadeiro caos na cidade. Mas, se você quer viver sem ter problemas, deve morar na “Suíça”, embora eu acredite quem nem lá as coisas estão tão organizadas e pontuais, como os bons relógios suíços sempre funcionaram.
O “Rio de Janeiro” é um circo sem lona, vivemos aqui a céu aberto, onde até a violência é encenada diariamente. Aqui tudo se vive intensamente e ao mesmo tempo em “Slow Motion”¹.
No “Rio” está tudo ali: tem gente espalhada pelas inúmeras praias, é uma cidade democrática, que acolhe na mesma faixa de areia, o turista milionário e o vendedor de limonada e de picolés. No “Rio” tem gente caminhando solitária ou em grupos, pelas trilhas e montanhas, pedalando pelas ciclovias, passeando pelos grandes shoppings, saboreando a maravilhosa culinária carioca. O “Rio de Janeiro” é a cidade do transporte público sempre atrasado e isso irrita patrões e funcionários que sempre chegam tarde ao trabalho e ainda mais tarde, no retorno para casa. “Rio de Janeiro” rima com “pagodeiro”... É a cidade do samba e seus “bambas”, é lugar das boas resenhas, do “Happy Hour”² e dos contadores de histórias (nem sempre muito verdadeiras). O “Rio” é o paraíso na Terra, das mulheres que desfilam de biquínis minúsculos praticamente o ano inteiro, do “Leme ao Pontal”, como bem disse o “autoproclamado síndico do Rio: “Sebastião Rodrigues Maia - Tim Maia” (28 de setembro de 1942 - 15 de março de 1998).
Agora, não esperem encontrar cariocas no “Bondinho do Pão de Açúcar” ou no “Cristo Redentor”, por exemplo, pois, estes são programas para turistas. Acreditem, até o “Cristo Redentor” se pudesse, voaria de seu pedestal e iria observar tantas outras belezas do “Rio”, este “cartão-postal em movimento”.
O meu amor pelo “Rio de Janeiro” não é um amor das rimas dos compositores e poetas... Sou eternamente apaixonado pela “Cidade Maravilhosa”, que parece uma daquelas bonecas de porcelana (que encaixam uma dentro da outra), porque o “Rio” é assim, várias cidades dentro de uma única cidade.
E se até a “garota papo firme que o Roberto falou”³, cantava o seu amor ao “Rio”, onde mais eu teria a “Portela” e o meu querido “Botafogo?”
É como diz uma de minhas frases:
“Rio de Janeiro... Meu lugar no Mundo!”
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “Slow Motion”, é o nome em inglês dado para o efeito de “Câmera Lenta”, muito utilizado no cinema para criar tensão ou ampliar momentos de clímax entre os personagens da trama.
² “Happy Hour”, é uma comemoração informal, feita geralmente por colegas de estudo e trabalho, após a execução de alguma tarefa ou ao fim de um expediente.
³ “Garota papo firme”, era assim que o cantor e compositor brasileiro “Roberto Carlos Braga” (19 de abril de 1943), se referia a também cantora e compositora (e ainda menina), “Rita Lee” (31 de dezembro de 1947 - 8 de maio de 2023), na época da “Jovem Guarda”, nos anos (1960).