Quem nunca escutou alguém dizer: “Eu sou assim e não mudo!” - mas, isso não é uma afirmativa e nem uma opinião, é então e somente, teimosia e, tal pessoa precisa com certeza de ajuda para ver as coisas de outros pontos de vista.
A única pessoa que não pode ser ajudada é aquela que sempre se faz de vítima. Você só muda de verdade, só segue em frente, quando aceita quem você é, deixando os outros serem eles também da maneira que são, onde cada um pode viver de uma forma que se satisfaça profundamente e se expresse verdadeiramente, sem criticar ou constranger os outros.
Ninguém é perfeito, mas, somos suficientes para existir. E só estaremos realmente livres dos nossos medos, mesmo do medo da finitude, quando percebermos que não podemos prender pássaros nem corações, porque, estar junto não é estar ao lado de alguém, mas sim, é estar dentro deste alguém.
Quanto mais a pessoa se compreende, mais facilmente será aceita pela sociedade, pois, ao abandonar as falsas defesas, no ato diário de enfrentar a vida, ela faz algo sincero para progredir em um caminho construtivo de si mesma diante do todo.
Nunca é tarde para se criar relacionamentos que harmonizem o nosso crescimento diante dos outros, fazendo valer nossa individualidade, sendo esta uma medida evolutiva que alcançamos em consenso, trazendo paz ao nosso pequeno “coração de passarinho”, que quer alçar novos voos com suavidade, sabendo entender que mesmo estando cercado por um “Maracanã” lotado de pessoas desconhecidas, não é preciso se sentir abandonado, pois, eu sou o suficiente e me basto.
Existe uma gigantesca diferença em relacionar-se socialmente e viver em sociedade, pois, mesmo nas relações mais próximas, ninguém escancara detalhes da sua vida pessoal e/ou íntima aos quatro ventos, isso não seria prudente e nem seguro. Mas, a grande certeza das relações com outras pessoas, só surge nítida em nossa frente, quando se descobre que não ajuda nada, a longo prazo, agir como se fosse alguém que não se é, pois, a mentira não tem pernas curtas como dizem, quem tinha as pernas curtas, era o pintor pós-impressionista e boêmio francês, “Toulouse-Lautrec” (24 de novembro de 1864 - 9 de setembro de 1901), a mentira é “tetraplégica, está em coma e respira através de aparelhos”.
Ninguém precisa berrar também para se fazer entender, para chamar a atenção. Ninguém precisa ser um “galo cacarejando” alto, ainda de madrugada, para ser escutado primeiro, ou ser um “papagaio repetidor” das coisas que ouviu, para parecer interessado, para fazer a diferença na vida. Como diz uma de minhas frases:
“Quando você grita, eu te escuto, mas, não te entendo!”
Então, aprenda que mesmo sendo um “pequeno passarinho”, você pode conquistar liderança, até se tornar um revolucionário estando “piando baixinho”, só não deixe aguçar “o aço dos teus olhos e o fel das tuas palavras”, até porque, esta coisa de dizer: “Eu sou assim e não mudo!” - está pra lá de démodé.