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Valha-me, Deus!... Valha-me, meu São Jorge! Está acabando o Azeite de Dendê” na “Bahia, o que será do meu Vatapá, da minha Moqueca, do meu Caruru? Valha-me, meu São Jorge Amado!¹
Valha-me, Deus!, como é chato e cansativo falarmos deste vírus macabro o tempo todo. Mas, acreditamos nisso, justamente por podermos falar sobre este assunto (como se fosse uma espécie de terapia coletiva), pois, imaginem como seria um Mundo sem internet, justo nestes tempos distópicos de solitude? Como seria esta nossa triste realidade pandêmica? Como lidaríamos com à “COVID”, se já passou mais de um ano, que todos pensamos poder morrer no dia seguinte?
Com o advento da informática, de maneira efetiva, nos idos anos (1981), de lá para cá, muita coisa mudou, principalmente com a facilidade criada pelos “Smartphones”, onde pessoas criam um “universo paralelo”, uma realidade plural e solitária ao mesmo tempo, onde muitos se comunicam, mas, quase ninguém se visita. Com a chegada da pandemia no Mundo, as pessoas se viram ainda mais obrigadas a comunicação virtual, devido ao distanciamento social necessário, para evitar o contágio da “COVID”. Quem sabe após o fim da pandemia, as pessoas voltem a compreender, que fora de casa existem belezas naturais... Um Céu que escurece e clareia todos os dias, sem a necessidade de uma tomada ou interruptor?!
Vivemos hoje, dias ainda mais complexos que aqueles do princípio da pandemia. As medidas restritivas que os governantes do Mundo tomaram, mostraram uma total desorganização e falta de comunicação entre os governos e seu povo, pois, é um tal de faz “Lockdown e desfaz Lockdown” dos infernos”, uma medida desesperada, que se propõe a estancar a propagação da “COVID” na população, na marra... E diga-se de passagem, a maioria das pessoas ainda não colaboram no simples ato de usar uma bendita máscara e assim, ajudam a sobrecarregar a rede hospitalar, que está completamente colapsada no Mundo todo.
Este “abre e fecha” do comércio, causa desespero e por muitas vezes, até revolta dos comerciantes e prestadores de serviços, tendo em vista, que muitos deles praticamente faliram, perdendo todo seu ganho, porém, continuaram com as obrigações decorrentes dos encargos/impostos, da manutenção dos seus pontos de estabelecimento comercial e do pagamento do quadro funcional.
Todos dizem que família é a base de tudo, que é dom Divino, que é a nossa raiz, o alicerce necessário, o nosso refúgio e esteio. A pandemia somada a quarentena, está sendo um grande laboratório para comprovarmos isso em nossas vidas. O problema é que hoje, já não vivemos somente uma pandemia e sim, uma crise sanitária e humanitária global, com muitas famílias destroçadas por perdas irreparáveis, que desestruturaram milhares de lares. Ou seja, este vírus maligno atacou principalmente as nossas bases mais sólidas.
Valha-me, Deus!, como é chato e cansativo falarmos do vírus o tempo todo, pois, agora além da doença e das mortes, temos de pensar na economia. Porém, toda nova leitura, seja científica, filosófica ou de fé, é fruto de conforto para todos nós. A vida irá prosseguir apesar do vírus... Apesar das nossas opiniões, pois, é muita pretensão do ser humano, crer que o Mundo acabará diante da finitude de qualquer um de nós.
Países sempre se preocuparam em defender a soberania de seus espaços aéreos, de suas fronteiras, combatendo inimigos visíveis. E hoje, mesmo com as vacinas já sendo dadas (até com segundas doses), o vírus continua sua jornada invisível, vagando sem se identificar, só mostrando a triste alcunha da morte, quando “ele” cruelmente se apresenta, nos quatro cantos do Mundo.
O certo, é que hoje não existe só uma luta contra o vírus, todos nós do Mundo inteiro, nos tornarmos a própria luta. Porém, aqui no “país da gripezinha”, como é de costume, tudo está sendo realizado na base do voo de galinha.
♪Não tenho medo da morte, mas sim medo de morrer...♪ - bem cata batucando em seu violão, o grande “Gilberto Passos Gil Moreira” (26 de junho de 1942), no vídeo abaixo, sendo observado com admiração, pelo amigo: “Caetano Emanuel Viana Teles Veloso” (7 de agosto de 1942).
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* “Galinha Pintadinha” (2006), projeto infantil de animação musical, criado pelos produtores: “Juliano Prado” (10 de novembro de 1972) e “Marcos Luporini Juli” (26 de março de 1971). * Arte animação inicial da postagem ®DOUG BLOG.
¹ “Jorge Leal Amado de Faria” (10 de agosto de 1912 - 6 de agosto de 2001), foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos e também o autor mais adaptado no cinema, no teatro e na televisão brasileira. Membro da “ABL - Academia Brasileira de Letras”, eleito em (6 de abril de 1961), passando a ocupar a cadeira de número 23, cujo patrono era “José Martiniano de Alencar” (1° de maio de 1829 - 12 de dezembro de 1877) e cujo primeiro ocupante, foi “Joaquim Maria Machado de Assis” (21 de junho de 1839 - 29 de setembro de 1908). Depois de sua morte, a cadeira foi ocupada por sua esposa, a também escritora “Zélia Gattai Amado de Faria” (2 de julho de 1916 - 17 de maio de 2008).
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Arte ®DOUG BLOG: “Jorge Amado” |
“Gilberto Gil” [Ao Vivo]
“Não Tenho Medo da Morte” (2008)
♫Não tenho medo da morte
Mas sim medo de morrer
Qual seria a diferença
Você há de perguntar
É que a morte já é depois
Que eu deixar de respirar
Morrer ainda é aqui
Na vida, no Sol, no ar
Ainda pode haver dor, (hein?)
Ou vontade de mijar.
A morte já é depois
Já não haverá ninguém
Como eu aqui agora
Pensando sobre o além
Já não haverá o além
O além já será então
Não terei pé, nem cabeça
Nem figado, nem pulmão
Como poderei ter medo (hein?)
Se não terei coração?
Não tenho medo da morte
Mas medo de morrer, sim!
A morte é depois de mim
Mas quem vai morrer sou eu
Derradeiro ato meu
E eu terei de estar presente
Assim como um presidente
Dando posse ao sucessor
Terei de morrer vivendo (hein?)
Sabendo que já me vou.
Aí nesse instante então
Sentirei quem sabe um choque
Um piripaque, um baque
Um calafrio ou um toque?
Coisas naturais da vida
Como comer, caminhar
Morrer de morte matada
Morrer de morte morrida
Quem sabe eu sinta saudade (hein?)
Como em qualquer despedida.♫