♫Jingle Bells, Jingle Bells, acabou o papel... Não faz mal, não faz mal, limpa com jornal!♫¹
O papel desta paródia da canção natalina: “Jingle Bells”, pode ter acabado, já o “Natal”, este nunca acabará, mesmo que todos os anos as pessoas se empenhem em fazer com que isso aconteça.
Mas, não deixará de existir, devido a bondade que emana dos corações das pessoas, mas sim, pelo forte apelo comercial que esta data representa.
E devido ao espírito natalino estar cada vez menos presente e, cada vez mais “PRESENTES” em nossas vidas, andamos nos sentindo solitários, mesmo quando reunidos em família nestas datas.
Tem uma frase minha que diz:
“Deus é um só, mas, nunca nos deixa só!”
Como bem disse também, o poeta jacobita inglês, “John Mayra Donne” (22 de janeiro de 1572 - 31 de março de 1631): “Nenhum homem é uma ilha isolada!”
Sim, é verdade, precisamos estar entre outras pessoas, porém, mesmo que tenhamos muitos parentes e amigos, somos todos seres únicos, porque, mesmo nascendo de um casal, sendo gerados dentro de outra pessoa, mesmo que sejamos irmãos gêmeos, nós todos somos seres de certa maneira solitários, no “pós-ventre”.
As pessoas falam muito em união familiar, em solidariedade, em empatia, porém, elas se fecham em suas “zonas de conforto”, que na realidade nem existem, pois, “zonas de conforto”, por muitas vezes, nada são, além de “zonas de conflitos interiores” e nada mais. E assim, iguais aos “Reis Magos”, só procuramos o “Salvador” na época do “Natal”.
O “Natal” deveria ser uma festa das famílias verdadeiramente unidas e não das guirlandas e rabanadas de fim de dezembro. Deveria ser o ano todo, no real sentido que esta data representa.
Porém, o “Natal” das pessoas hoje em dia, não são nada além de uma massa de pão sem graça e cheia de frutas cristalizadas. O “Natal” tem cheiro de peru industrializado assado, gosto de vinho de garrafão barato e arroz com passas, um verdadeiro “presente de grego”.
E mesmo que não sejamos mais crianças, queremos todos os anos, ter os nossos presentes debaixo da “árvore de Natal”. Porém, a maioria das pessoas preferem ser “ocultas” no Mundo, iguais aos “amigos” das festas de fim de ano.
Mesmo assim, eu não perco a fé na essência natalina, no quê esta data representa... Eu continuo aqui no meu “balanço”, me segurando naqueles “Natais” do passado, onde o pequeno “Doguinha” era feliz... Muito feliz!
Assim sendo, sigamos à “estrela guia”, que despontava no Céu para os remadores do meu querido e amado “Botafogo de Futebol e Regatas” (que por este motivo, ficou conhecido como o clube da estrela solitária). Que sejamos conduzidos pelo deserto, iguais aos três “Reis Magos” (“Melchior, Baltasar e Gaspar”), indo ao encontro do “Menino Jesus”, pois, eu acho que todas as crianças do Mundo nasceram para experimentar felicidade, com as surpresas das caixas dos presentes, mas, principalmente, com o carinho e proteção de quem as amam, tudo somado ao lúdico, a doce ilusão de que “Papai Noel” realmente existe. Até porque, cada um de nós, possui um anjo da guarda, mas, estamos nos esquecendo deles também e desta maneira, deixamos escapar por tabela, a beleza que os “Natais” representaram (e ainda representam), em nossas vidas. Porém, nada está perdido, basta que cada um de nós faça sua parte, que teremos sempre uma ♫Noite feliz, noite de paz...♫
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “One Horse Open Sleigh - Jingle Bells” (1857), é uma canção de autoria do compositor, letrista e organista norte-americano: “James Lord Pierpont” (25 de abril de 1822 – 5 de agosto de 1893), que, originalmente, se tratava de uma saudação ao “Thanksgiving Day - Dia de Ação de Graças” e não ao “Natal”.
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웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* “Garfield e Odie” (1978), criações do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).