“Liberté, Egalité, Fraternité - Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, foi o lema da “Revolução Francesa” que durou uma década no século XVII de (1789 a 1799).
Por falar em “Revolução Francesa”, se alguém disser que o sotaque franceses é muito “efeminado”, estará sendo preconceituoso? Sim, quem disser isso dessa maneira, estará sendo muito preconceituoso, assim como foi preconceituosa, a liminar do “Juiz Federal da 14ª Vara de Brasília - Waldemar Cláudio de Carvalho”, que determinou que homossexualidade deva ser tratada como doença (qual denominou de: “Cura Gay”).
Assim sendo, igualdade e preconceito, estes são os temas do texto de hoje no ®DOUG BLOG. A igualdade tão sonhada, qual os movimentos do Mundo contemporâneo tentam conquistar, no que eles denominam de “universo dos gays, lésbicas, transexuais, homossexuais”, e tantas outras nomenclaturas que se dão ao gênero existente e que, antes era somente habitado por homens e mulheres.
Esta evolução de variedades de gêneros, prova que o “Darwinismo” (nome dado ao conjunto de estudos e teorias), do naturalista britânico - “Charles Darwin” (12 de fevereiro de 1809 – 19 de abril de 1882), que foi considerado o “Pai da Teoria da Evolução”, caem por terra, pois, o homem não evoluiu mesmo dos macacos... O “bicho homem” evoluiu dele mesmo. Sim, porque, se antes existiam homens e mulheres e hoje em dia, existe um novo sexo, que se faz presente nas muitas siglas: “GLS, LGBTS, LGBTI, LGBTQ+”,“LGBTQIA+”, etc... - que por muitas vezes nos confundem, pois, fica parecendo nome de Banco, “HSBC”; de Canal de Televisão de assinatura, “HBO+”; de remédios, “AAS”; de partido político, “PSDB”; das placas dos carros, “LGBT 1234”... Pois, são muitas consoantes unidas umas nas outras (parecendo coisa do alfabeto alemão).
Quando trabalhei em uma “Emissora de Rádio FM, do Rio de Janeiro”, eu entrevistei o líder do grupo “Legião Urbana - Renato Manfredini Júnior - Renato Russo” (27 de março de 1960 – 11 de outubro de 1996), que naquela tarde entre muitas perguntas, abordamos o tema sexualidade. Eu perguntei a ele:
💬 “Renato, qual é a sua visão da sexualidade?”
E Renato respondeu:
💬 “Eu pratico o pansexualismo, pois, não acredito que uma pessoa tenha definição de sua vida sexual até os 25 anos. A pessoa não está formada. Para mim, relações entre pessoas do mesmo sexo é absolutamente normal. Além do mais, o ato sexual não tem nada a ver com a minha opção sexual. Tanto é que eu tive um filho e namorei mulheres.”
A “pansexualidade” para os que não sabem o que significa, é a atração sexual ou amorosa entre pessoas, independentemente do sexo ou identidade de gênero.
Mas, hoje em dia, para que haja essa suposta igualdade de gênero sexual, as pessoas se vestem e se ornam de maneira extravagante, o que não ocorria na “Rebelião de Stonewall”, que teve seu início no dia (28 de Junho de 1969). Esta rebelião foi motivada por “gays, lésbicas, travestis, drag queens e transexuais, de Nova York - EUA”, que motivados por suas revoltas contra a repressão, a perseguição e a violência da polícia contra eles, fizeram existir essa data, que se tornou um marco simbólico, para o moderno “Movimento Homossexual Internacional”, que hoje é conhecido como o “Dia Internacional do Orgulho Gay”.
Porém, como ser iguais sendo propositalmente tão diferentes? Pois, a igualdade enquanto ideia, tudo bem, até porque, eu sou favorável a qualquer pessoa poder escolher que caminho deva seguir na vida, desde que isso não afete a vida das outras pessoas.
Assim sendo, o “casamento gay” pode existir (como já existe em muitos países) e não cabe a mim e nem a ninguém, aceitar ou não? Não cabendo também aos religiosos (sejam eles, católicos, evangélicos, muçulmanos, budistas, israelitas, etc..., aceitarem este tipo de união ou não?
Mas, e sobre a legalidade de ter filhos nessas relações? Bem, no caso dos filhos adotivos, por inseminação artificial e/ou de “barrigas de aluguel” entrarem na vida desses pares, onde estas crianças irão conviver com pai/pai ou mãe/mãe, não adianta levar a coisa toda na hipocrisia e dizer que isso é natural, nos baseando só no que é determinado pela lei, pois, dizer que uma formação familiar concebida assim, não causará espanto ou estranhamento na sociedade (e isso, com certeza acontecerá), afetando o desenvolvimento psicológico destas crianças, diante da não aceitação social, porque, a convivência social não é simples e, a mesma sociedade que sabe ser solidária, sabe também ser bem cruel e preconceituosa sem perceber.
Nascemos homens e mulheres e hoje, isso se estende para mais um gênero, porém, em nada muda a concepção inicial, onde só um casal homem e mulher podem conceber uma criança de forma nata, uma vez que os órgãos genitais de homem e mulher, se encaixam de maneira espetacular, pois, o corpo humano é uma obra perfeita nos mínimos detalhes e para isso, basta notarmos o nosso esqueleto, por exemplo, que se equilibrar todo em encaixes, sem que haja sequer um “parafuso” ou algo similar para mantê-los em movimento.
Contudo, o ponto que eu quero chegar é o seguinte: as pessoas enquanto pessoas, exercem o seu intelecto, aceitando ou não o terceiro sexo, que aí se apresenta diante de nós. Então, não cabem mais aqueles gritos de: “Bicha... Bicha... Bicha!” - nos estádios de futebol (hoje denominadas de arenas) e arenas, nos remetem aos gladiadores romanos de outrora. Mas, mesmo sendo sabedores, que tais atos são totalmente inadmissíveis no Mundo contemporâneo e informatizado em que vivemos (nas arenas, os “torcedores gladiadores”), continuaram urrando seus preconceitos, pois, para excluir os preconceitos da sociedade, seria preciso eliminar parte dessa mesma sociedade.
O antigo programa de TV dos anos (1966) - “Os Trapalhões”, nos mostra “Reanato Aragão - Didi” (13 de janeiro de 1935), sempre chamando o “Antônio Carlos - Mussum” (7 de abril de 1941 - 29 de julho de 1994), de: “grande pássaro, negão”, etc..., mas, hoje em dia, na onda do “politicamente correto”, isso não seria permitido, mesmo que ainda existam programas televisivos e de Web (nesse gênero), que abordem temas políticos e religiosos, que ao meu ver, trazem em seu teor, muito exagero também. Os temas políticos eu nem recrimino tanto, pois, a política brasileira é mesmo digna de piada, mas, quanto temas religiosos, estes já fizeram muitas vítimas pelo Mundo, como foi o caso do jornal francês: “Charlie Hebdo”, que ao abordar tais temas com frequência, pagou um preço bem alto, tendo em vista, que no dia (7 de janeiro de 2015), houve um massacre na redação desse jornal em “Paris - França”, resultando em doze pessoas mortas e cinco feridas gravemente, num ato terrorista, que podemos denominar de: “Revolução Francesa às avessas”.
Estas questões pessoais sobre, sexo, sexualidade, religião, religiosidade, origem, gênero e etnia das raças, sempre irão existir na sociedade e se confrontarão, pois, o sexo já nas escrituras, por exemplo, por muitas vezes é taxado sendo “pecado” (o mesmo sexo que é necessário para se perpetuar a espécie).
Ou seja, tudo é mesmo muito contraditório, o quê realmente pode fazer toda diferença na vida, são as opiniões e a maneira como tudo for feito, pois, cada pessoa exerce o direito de defender o seu ponto de vista. Porém, cada um deve saber observar qual maneira sua opinião foi dada, porque, enquanto algumas pessoas defendem a religião ao pé da letra, de contrapartida, outras pessoas irão rebater, pedindo uma vida sexual livre de preconceitos, pois, assim caminha a humanidade, por vezes de maneira reta, por outras de maneira torta, pois, a intolerância existe desde que o Mundo é Mundo, do contrário não teriam crucificado o filho de Deus.
Então, aceitarmos ou não “o movimento gay” (se é que ainda se pode usar a palavra “gay?”), não cabe a mim e nem a ninguém, pois, no Mundo contemporâneo, onde “nada pode” (e isso me irrita profundamente), pois, isso me parece um ato ditatorial, que nos obriga a aceitar o que o Mundo nos oferece (estando ou não de acordo com os termos dele). Ou seja, temos de nos conformar com o “Dia Internacional do Orgulho Gay”, sem poder emitir uma opinião, ou um conceito, que em segundos pode ser taxado de “Bullying na Grande Rede”, que é onde vivem os “críticos de plantão anônimos e covardes”.
O preconceito é meio esquizofrênico, pois, quando se fala nesse tema (dentro da sociedade), se faz de maneira errada. Sim, pois, a raça é negra e a cor é preta. Então, a filha do cantor e compositor “Gilberto Gil” (26 de junho de 1942), por exemplo, deveria ser: “Negra Gil” e não “Preta Gil” (8 de agosto de 1974), pois, assim, estaria dentro do conceito do “politicamente correto”. Até o “Saci-Pererê”, este personagem bastante conhecido do folclore brasileiro, hoje é discriminado, pois, é negro, quase anão, portador de deficiência física e ainda por cima, fuma cachimbo.
Estamos diante de um universo de conceitos e preconceitos, o preconceito existe muitas vezes na cabeça de quem se diz vítima, deste ato e, o melhor exemplo disso, foi o cantor “Michael Jackson” (29 de agosto de 1958 – 25 de junho de 2009), que nasceu negro e pobre, mas, um dia enriqueceu e, com o suposto poder que o dinheiro lhe proporcionou, quis por vontade própria, se tornar branco (e conseguiu), alisando o cabelo, afinando o nariz e branqueado a cor da pele. Ou seja, ele praticou o preconceito em si, como se fosse uma cobaia de seus recalques, de seus “monstros interiores” e com isso, “Michael Jackson” jogou na cara da sociedade, sua insatisfação em ter nascido negro. Infelizmente ele não foi um caso isolado, pois, existem muitos negros assim, como existem muito “gays” preconceituosos também. E onde encontramos os “gays” preconceituosos? Simples, observem uma passeata do “orgulho gay”, que toma as ruas de grandes urbes pelo Mundo... A pergunta é: onde existe igualdade de gêneros naquele carnaval fora de época?
O Mundo sempre terá questões polêmicas, onde de um lado da corda existem os preconceitos e do outro lado uma aceitação (tudo por vezes de maneira velada). O que tem de ficar definitivamente claro, é que homossexualismo não é doença. Uma pessoa se torna “gay” por vontade própria, pois, ninguém nasce homossexual, isso é uma escolha de personalidade. Assim, como a gravidez, que pode ocorrer sem ser planejada, mas, que nunca ninguém denominou como doença.
Pessoas por si só são difíceis de lidar, mesmo que sejam da mesma família. Então, se as pessoas são complexas, elas podem simplificar as coisas se quiserem, vivendo amistosamente no Mundo, que é grande o suficiente para entendermos, que cabem todas as raças, credos, escolhas sexuais e opiniões diferentes.
Mas, no futebol, por exemplo, que é paixão nacional, nos mostrando por vezes, que tais escolhas são difíceis de existir em sociedade, uma vez que o simples fato de alguém não torcer pelo mesmo clube de outra pessoa (na mente doentia deste ser), o credencia a bater e por vezes, até a matar em nome de algo tão banal. E aí voltamos aos “gladiadores” em suas arenas, cheias de pessoas preconceituosas e intolerantes, que agem sem liberdade, igualdade e fraternidade.
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웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* “Garfield e Odie” (1978), criações do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).