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Família nos remete ao conceito de união, onde uns devam se valer pelos outros. Porém, as famílias antigas, conflitam com nossas famílias contemporâneas, tornando o termo contraditório.
Família (que vem do latim: “famulus”), nem sempre esteve relacionada nas relações estreitas de união de um lar, que na época do império, designava-se ao conjunto de empregados, de criados ou servidores de uma casa. Assim sendo, só mais tarde o termo “família” passou a empregar-se para determinar um grupo de pessoas, que unidas por laços de sangue, viviam na mesma casa e não mais, submetidas à autoridade comum de um chefe. Porém, hoje em dia, o termo: “chefe de família”, ainda existe nos lares, cabendo ao marido (ao pai, ao provedor da casa), esse título.
Na canção “Família” (1986), o grupo “Titãs” descreve família da seguite maneira:
♫Família, família ♪ Papai, mamãe, titia ♪ Família, família ♪ Almoça junto todo dia ♪ Nunca perde essa mania ♪ Mas quando a filha quer fugir de casa ♪ Precisa descolar um ganha pão ♪ Filha de família se não casa ♪ Papai, mamãe não dão nenhum tostão... Família, família ♪ Vovô, vovó, sobrinha ♪ Família, família ♪ Janta junto todo dia ♪ Nunca perde essa mania ♪ Mas quando o nenê fica doente ♪ Procura uma farmácia de plantão ♪ O choro do nenê é estridente ♪ Assim não dá pra ver televisão, não...♫
Porém, nem a “família Titãs” sobreviveu ao tempo, pois, hoje o grupo é só um arremedo do que um dia foi no rock nacional, uma vez que a maioria dos seus integrantes, já “abandonaram o lar, pulverizando está família”.
Mas, a família também é uma instituição sagrada, pois, na religião, existe a “Sagrada Família - Jesus, Maria e José”. No entanto, o que se vê hoje em dia, não é bem isso. As famílias perderam a “santidade”, ficando muito aquém do que representou as famílias dos tempos dos nossos avós, por exemplo, onde os integrantes visitavam os seus entes mais idosos (por respeito e amor) e não, só nas festas de final de ano, como as famílias de hoje fazem de maneira automática, nas supostas confraternizações “estilo Wi-Fi”, onde famílias inteiras espalhadas pelo Mundo, estão presas na solidão, dentro dos “Smartfones”, com suas telas de “touch screen”, todos conectados nas “Redes Sociais”.
Sendo assim, eu não acredito naquele modelo de família dos comerciais de margarina, pois, é muita alegria para existir nas famílias atuais... Se bem, que as famílias modernas tem mesmo “cara de margarina barata”.
E no Mundo existem diferentes famílias... Família grande, tipo italiana, onde todos falam ao mesmo tempo em torno de uma mesa farta de comida; família pequena, tipo a da canção: ♫Eu, você, um filho e um cachorro...♫; família com pai, mãe e filhos; família só de um casal sem filhos ou animais de estimação; família com pai e filhos; família com mãe e filhos; família “LGBTQIA+” (Lésbicas; Gays; Bissexuais; Transexuais e/ou Travestis; Queer (minorias sexuais e de gênero); Intersexos; Assexuais; +), com dois pais ou duas mães; família em que os avós são os pais; família de sangue; e finalmente, existe família de criação (que são as famílias do coração), com pai e mãe adotivos.
Mas, a família é algo complexo, existe a denominação de “família” até para a “Máfia italiana”... A família mafiosa “Corleone” (que nos “EUA” era chamada de: “La Cosa Nostra”), sendo comandada por “Bernardo Provenzano”, conhecido como: “Binnu u tratturi” (31 de janeiro de 1933 - 13 de julho 2016), homem de confiança de: “Don Vito Andolini Corleone” (7 de dezembro de 1891 - 14 de agosto de 1955), que imperou na contravenção de (1945 até 1979), mesmo após a morte do grande chefe: “Don Corleone”. Já os irmãos (não os da “Máfia”) e sim, os das famílias comuns, esses são da mesma linhagem que nós, já os amigos podemos escolher. E existem tantos “irmãos malas”, que se pudéssemos trocaríamos mesmo por alguns amigos. Se bem, que hoje em dia, está complicado até ter amigos, pois, ter amigos, por muitas vezes, é “ter dinheiro no bolso”, porque, não é incomum observar algumas pessoas só se aproximarem da gente, quando precisam de algo vindo de nós.
A família deve se valer além das fotos esquecidas nos porta-retratos, que ficam “assentados” em móveis, nas nossas casas. Uma família de verdade, deve se embasar no amor construído por nossos avós... E desse amor plantado, devemos repassar aos membros mais jovens das famílias em desenvolvimento. Mas, nem sempre isso acontece dessa maneira.
Uma família deve ser construída, com laços que devem ser duradouros. Um casal que se casa de “papel passado”, os dois até então, são duas pessoas estranhas (de famílias diferentes) e dessa união em diante, é que se construirá uma nova família. Porém, hoje em dia, os casais “queimam etapas” nas relações, ficando casados por pouco tempo, sem conseguir chegar nas letras “F e A” de família... E quando percebem, já estão separados.
O importante é que exista amor no seio familiar, pois, vaidades, intimidações, violência dentro de um lar, destroem uma família. Família sem harmonia, é igual ao travesseiro que vai debaixo da cabeça do defunto no caixão... De nada serve.
Ou seja, as autênticas famílias são formadas por pessoas unidas, que se apoiam incondicionalmente, que querem o bem umas das outras, que se sacrificam reciprocamente, sem pedir nada em troca. Mas, família, é principalmente, saber celebrar as conquistas e alegrias da vida e de contrapartida, é saber enfrentar juntos os obstáculos que surgirem no caminho.
Eu não sei qual é o seu tipo de família? Mas, existem famílias que são planejadas desde o início. Já outras famílias, brotam por acaso, buscando um lugar ao sol. Mas, se o “solo” não for fértil (nas relações), tudo dará errado no final.
As famílias realmente felizes, são aquelas que praticam o simples em seu dia a dia, pois, uma família só existe, se não houver traições, mentiras, dor, decepções nas uniões primárias de todos nós.
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웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* “Turma da Mônica” (1959), criações do cartunista brasileiro: “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935).
* “Garfield e Odie” (1978), criações do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).