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Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, o futebol é apenas um jogo certo?... Errado! Em outros tempos era assim, mas, atualmente o futebol é um negócio... e um negócio muito lucrativo. E assim, acabou melancolicamente para nós brasileiros a Copa das chuteiras cor-de-rosa, onde a Nike pagou uma verdadeira fortuna para que as chuteiras “pink” substituíssem as tradicionais pretas.
Os torcedores brasileiros vivem em uma espécie de distorção temporal histórica permanente. Enquanto o futebol mundial avança (impulsionado por táticas cirúrgicas, imensa intensidade física e um trabalho de observação técnica - scout), baseado na ciência, nós continuamos a viver das glórias de triunfos passados que, para toda uma geração de torcedores, existem apenas no YouTube ou nas histórias contadas pelos torcedores mais velhos.
Precisamos parar urgentemente de romantizar as conquistas das seleções do passado; parar de bater no peito e gritar: “somos pentacampeões mundiais!” - isso não é sinal de orgulho, só se tornou numa forma de consolo coletivo. Aquelas cinco estrelas acima do escudo são a nossa defesa contra a mediocridade do presente.
Precisamos parar urgentemente de romantizar as conquistas das seleções do passado; parar de bater no peito e gritar: “somos pentacampeões mundiais!” - isso não é sinal de orgulho, só se tornou numa forma de consolo coletivo. Aquelas cinco estrelas acima do escudo são a nossa defesa contra a mediocridade do presente.
O problema é que o escudo é feito de linha de costura e memórias... e nada disso vencerá Copas do Mundo. As memórias do emblema não entram em campo, não fazem pressão alta, não batem faltas, laterais e escanteios, nem convertem e defendem pênaltis. As cinco estrelas bordadas na camisa “Canarinho” carregam um peso enorme, mas, só têm o poder de intimidar os adversários atualmente por, no máximo, quinze minutos. Depois disso, o oponente se ajusta ao jogo; o respeito permanece, porém, o medo da camisa amarela se dissipa, pois, vitórias são conquistadas em campo, não no levantar de taças de outrora. Então, o apito final soa e acumulamos mais uma eliminação em Copas do Mundo, prolongando um jejum de títulos que agora dura 28 anos.
Esta nostalgia tóxica nos cega de duas maneiras. Primeiro, ela gera uma arrogância infundada, pois, entramos em competições acreditando que a vitória é um direito divino do Brasil, e não o resultado de trabalho duro, tática e suor em campo. Quando ocorre a inevitável queda diante de equipes europeias taticamente disciplinadas, como tem acontecido consistentemente nas últimas duas décadas, o choque é enorme, por que, nos recusamos a aceitar que o romântico “futebol-arte” da década de (1970 - vitorioso) ou de (1982 - derrotado), já não basta para vencer no século XXI. Em segundo lugar, o saudosismo sufoca o presente ao impor um fardo desumano aos jogadores de hoje, exigindo que cada novo atacante seja o próximo Pelé, Garrincha, Ronaldo Fenômeno, Romário, etc... - Portanto, exigir apenas “amor à camisa” e garra, como se os problemas que assolam o nosso futebol fossem puramente uma questão de força de vontade, é um erro. A falta de organização, sobretudo extracampo, manifesta-se de forma gritante na corrupção dentro da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, o que inevitavelmente afeta os jogadores. E no fim, são os torcedores quem pagam a conta, ficando mais uma vez com falsas esperanças, com ruas pintadas, álbuns de figurinhas incompletos e camisas que outra vez não viram a sexta estrela ser bordada.
A história da camisa “amarelinha” brasileira hoje se transformou em lenda, ainda temos a mais bela história do futebol mundial; disso ninguém duvida. No entanto, enquanto Pelé e Garrincha jogavam com maestria chutando e cabeceando bolas de couro que perdiam a forma no decorrer da partida, as gerações atuais reclamam das modernas bolas de alta tecnologia. O problema, porém, não é a bola, é a capacidade limitada de quem chuta e cabeceia a “redondinha”. E outra, simplesmente colocar um técnico estrangeiro à beira do campo de paletó e gravata (mascando chicletes), não nos levará, por si só, a conquistar outra Copa do Mundo. Moldamos a forma como o planeta vê o futebol, mas, o fizemos da pior maneira possível. Já não somos mais contadores de histórias; estamos apenas nos apegando a triunfos do passado... conquistas que deveriam servir de inspiração, não de muleta.
Se o Brasil quiser voltar a ser protagonista e buscar o hexa, o primeiro passo é descer de seu pedestal histórico. Isso significa olhar no espelho, reconhecer que o topo hoje pertence a quem melhor planeja. Precisamos entender, de uma vez por todas que a tradição ajuda a explicar de onde viemos, mas, não ganha jogos sozinha.
Precisamos parar com esta conversa de: “se tivéssemos um jogador como o Pelé de novo...” — que eu saiba, o Sá jogou no Uruguai, Si e Su jogaram na Coreia e So jogou no Japão. Mas, o “SE” nunca jogou futebol.
Não desaprendemos a jogar futebol; simplesmente deixamos de compreender sua dinâmica... uma dinâmica reativa que japoneses, noruegueses e até mesmo os norte-americanos, que nem gostam de futebol (eles chamam de Soccer), aprenderam a dominar com disciplina e dedicação. Mas, não perdemos as últimas seis Copas do Mundo para nenhuma destas seleções ou para outras; perdemos as últimas Copas do Mundo para nós mesmos.
A Copa do Mundo de (2030), será realizada em seis países de três continentes: Espanha, Portugal e Marrocos, que atuarão como sedes principais, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão as partidas de abertura para celebrar o centenário do torneio. Assim sendo: até (2030)... hexa brasileiro!
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* Arte inicial ®DOUG BLOG: Erling Braut Haaland (21 de julho de 2000), jogador de futebol nascido no Reino Unido, mas, que defende a seleção norueguesa e Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior - Vini Jr. (12 de julho de 2000), jogador de futebol brasileiro.
¹ Edson Arantes do Nascimento - Pelé (23 de outubro de 1940 - 29 de dezembro de 2022); Manoel Francisco dos Santos - Mané Garrincha (28 de outubro de 1933 - 20 de janeiro de 1983); Ronaldo Luís Nazário de Lima - Ronaldo Fenômen (18 de setembro de 1976) e Romário de Souza Faria (29 de janeiro de 1966).
¹ Edson Arantes do Nascimento - Pelé (23 de outubro de 1940 - 29 de dezembro de 2022); Manoel Francisco dos Santos - Mané Garrincha (28 de outubro de 1933 - 20 de janeiro de 1983); Ronaldo Luís Nazário de Lima - Ronaldo Fenômen (18 de setembro de 1976) e Romário de Souza Faria (29 de janeiro de 1966).
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| 💬 Apita o árbitro... final do jogo! A Noruega vence o Brasil por 2 a 1, e o Brasil está eliminado da Copa do Mundo. [5 de julho de 2026]. |
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