Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, vamos falar sobre “languidez”. Mas, o que é isto? Será um prato típico? — Comi um “languidez defumada” digna dos deuses. Ou será a tal “licença poética”? - nem uma coisa, nem outra... A “languidez” refere-se a um estado emocional onde não há propósito na vida, só existindo estagnação, uma sensação de vazio e falta de paixão por quase tudo, quando, mesmo diante do caos dos nossos dias corridos, sair de uma situação difícil se torna uma “zona de conforto” (ainda que desconfortável).
Mudar de vida sem ajuda é extremamente difícil porque, envolve lutar contra mecanismos naturais do cérebro, falta de perspectiva externa e esgotamento emocional. A mudança exige um gasto de energia mental que, quando se está sozinho, muitas vezes leva à exaustão ou à autossabotagem. Mesmo mudar situações ruins e familiares se torna complicado quando se está sozinho, porque, o cérebro prefere o familiar, o previsível, ao desconhecido, interpretando o novo como uma ameaça, o que gera ansiedade e medo da mudança.
Qualquer mudança gera medo. Sem apoio para validar que o medo é normal, a tendência é ficar paralisado mantendo o status quo, onde a inércia se torna um hábito. Em outras palavras, mudar um comportamento repetido por anos exige esforço consciente contínuo. Sem ajuda para reforçar o novo comportamento, o cérebro tende a retornar automaticamente aos velhos hábitos. As principais razões pelas quais o apoio é fundamental são a resistência biológica e psicológica, onde o cérebro prefere o conhecido, mesmo que a vida esteja “insossa”.
A falta de perspectiva refere-se ao “efeito de visão em túnel”, uma cegueira situacional que nos deixa imersos no problema, incapazes de enxergar as soluções óbvias. Uma pessoa de fora do problema oferece uma visão imparcial, novas ideias e perspectivas que você não consegue ver. Sem apoio, é fácil duvidar de si mesmo e da sua própria capacidade de mudar, levando à desesperança.
A falta de “accountability” (responsabilidade, prestação de contas e acompanhamento), ocorre quando não há ninguém para responsabilizá-lo por novas ações. Sem ninguém esperando que você alcance uma meta ou monitorando seu progresso, a procrastinação se torna mais fácil. A ajuda externa traz o comprometimento necessário e o apoio emocional para esta jornada de mudança que, mesmo sendo cansativa e dolorosa, tende a se tornar mais leve com este apoio. A falta de incentivo gera um sentimento de solidão e impotência, aumentando o estresse, a sobrecarga emocional e a exaustão.
A “síndrome de burnout”¹ faz você lutar contra a sua própria rotina. No entanto, sem ajuda, tudo gera exaustão mental e física. Quando estamos exaustos, perdemos a motivação para agir. E como encontrar o controle quando se está abatido, no limite? A dificuldade em pedir ajuda muitas vezes vem do medo de parecer fraco, o que aprisiona a pessoa nas “correntes da solidão”.
Como superar isso sem apoio imediato? Se você se sente sozinho nesta situação, o primeiro passo não é uma mudança drástica; busque apoio, porque, a mudança é um processo neurocientífico e não uma “fraqueza” sua. Dê pequenos passos, quebre rotinas, mire em pequenas tarefas para não sobrecarregar o cérebro. E buscar ajuda profissional (terapeutas, grupos de apoio), ou pessoas que já passaram pela mesma situação, ajudam a criar uma rede de segurança que pode estar faltando.
Ou seja, sair de uma situação ruim sozinho é muito difícil porque, você está lutando contra suas próprias defesas biológicas e psicológicas, sem um “coach” para ajudá-lo a enxergar o panorama geral e motivá-lo quando o cansaço se instala. Mas, o “jogo da vida” não termina antes da hora, mesmo que você desista de “jogar o jogo” e descubra que ninguém gosta de sofrer na vida, pois, gostamos de pertencer, mas, na “languidez” a sensação é de não pertencimento.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A “Síndrome de Burnout”, ou esgotamento profissional, é um distúrbio emocional crônico caracterizado por exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, causado diretamente por situações de trabalho desgastantes, jornadas longas e pressão excessiva.
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En ocasiones entras en un estado de animo del que es difícil de salir de no ser con ayuda.
ResponderExcluirSaludos.
Tomás,
ExcluirLo peor de la vida es el abandono. Hay quienes valoran las cosas más que a sus semejantes. Vivimos en un mundo desechable, pero descartar sentimientos solo deja a la gente humillada y deprimida.
Que tengas una buena semana.
Abrazos.
My friend, your text and your art are great once again. Your writing is very sincere and educational. The languor is worrying because people are feeling increasingly alone.
ResponderExcluir(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.
💋Kisses💋
My dear friend Theodosia,
ExcluirUnfortunately, humanity has learned nothing from this pandemic that devastated the world. It seems as if all those deaths and isolation didn't exist. However, the loneliness of pandemic times remains, and where has that empathy, so often preached by people, gone?
Thank you for another kind comment.
Have a good week!
Kisses!!!
Douglas, seria bem melhor se fosse um prato,rs...
ResponderExcluirSeria mais fácil de acabar com ela, a languidez...
Pena, é beeeeeeeeeeeem diferente e nos deixa prostrados, molengos, fracos, sem motivação...
abração, ótimo FEVEREIRO! chica
Minha amiga Chica,
ExcluirVivemos em um Mundo com muitas pessoas intolerantes que fazem críticas sem fundamento.
Vivemos também em um Mundo de pessoas que vivem mais, porém, sem qualidade de vida. Recentes pesquisas apontam que aproximadamente 1 em cada 4 lares no Mundo é habitado por uma só pessoa. Estima-se que este número crescerá a uma taxa de 12 milhões de pessoas a mais por ano. O problema é que se a solidão não é uma boa companhia para os jovens, ela é muito pior para os idosos.
Abraços e um bom começo de fevereiro... E lá vai o ano passando num suspiro (que igual a languidez, também não é comestível). 😂😂😂
Excelente artículo, amigo Doug!!!
ResponderExcluirDejarse llevar por la languidez, la apatía conlleva grandes problemas. Hay que aprender a sobrellevar los problemas con entereza.
Muy buena semana.
Un gran abrazo, amigo 🤗
Amiga Carmen,
ExcluirA la humanidad le encanta ayudar, pero también sabe destruir con la misma rapidez. Mira el ejemplo de las guerras: cuántas madres entierran a sus hijos (soldados) de pequeños, destruyendo así la familia.
Se habló mucho de empatía durante la pandemia, pero el 90% de la gente ni siquiera conoce el significado de esa palabra.
Gracias por tu amable comentario.
Abrazos.