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Os seres humanos estão sempre tentando desfazer suas mazelas. Estão sempre querendo combater as guerras (que eles mesmo criam), tentam erradicar a fome e as doenças (que eles mesmos disseminam), querem conseguir felicidade a qualquer preço (mas, procuram por ela, geralmente onde ela não está), pois, para muitos, felicidade é possuir bens matérias.
Algumas pessoas precisam ficar ricas, para poder frequentar todas as lojas de grifes dos Shopping Centers e, adquirir roupas que se bobear, nunca irão usar; alguns outras, precisam ainda, ter um “Camaro Amarelo”, para badalar pelas ruas e avenidas; outros tantos, querem comprar um grande apartamento em frente ao mar e depois, observam seus sonhos um a um, “morrendo na praia”.
Ou seja, quem se torna rico, fica muitas vezes no meio do caminho, pois, se tornar abastado, não torna ninguém imortal. Desta maneira, quem tem muito dinheiro, passa a se comportar igual ao cão que corre desesperadamente atrás do próprio rabo, não chegando a lugar nenhum, vivendo assim, na vã tentativa de driblar sua finitude.
Existem tolos, que procuram a felicidade através das drogas, nas bebidas alcoólicas, nos medicamentos de tarja preta. Mas, esses são dignos de pena, melhor nem comentar suas atitudes, porque, se as drogas fossem boas, se servissem para alguma coisa, não seriam denominadas de “drogas”.
A vida nos dá mais do que precisamos e menos que desejamos. Tem uma frase minha que diz:
“A vida é doce como o mel, mas, preferimos
tentar a sorte com o ferrão da abelha!”
O prazer artificial do açúcar refinado é palatável, mas, é com toda certeza, um pó mais perigoso que a pólvora. E ainda, se analisarmos friamente, os maléficos que o açúcar refinado causa ao nosso organismo, poderemos ter algo tão destrutivo quanto outro pó branco... A Cocaína.
Os seres humanos estão se tornando patéticos a cada dia que passa, mesmo em um Mundo informatizado e globalizado. Os grandes inventores do passado tiveram tanta glória, já os inventores modernos, criam, por exemplo, desodorantes que nos protegem por 72 horas. Mas, quem quer ficar 72 horas sem tomar um banho, se valendo do “cheirinho” do desodorante duradouro? Quem faz isso, não precisa tomar um banho, mas sim, tomar uma surra. Eu sou daqueles que adora um banho demorado, de preferência na minha banheira de hidromassagem.
Vivemos represados por nossas insatisfações pessoais, diante de nossos tabus morais, mas, nos esquecemos, que diante das perdas dos que amamos, tudo mais se torna banal, porque, não existiria morfina suficiente no Mundo, para fazer sucumbir as dores das nossas perdas... Perdas de entes queridos (pessoas que se vão todos os dias), seja por causas naturais, por enfermidades ou em atentados, como, por exemplo, o caso das “Torres Gêmeas - World Trade Center”, em (11 de setembro de 2001), nos “EUA”; ou dos que tem seus filhos violentados por pedófilos (que se escondem atrás da impunidade que a Web lhes propicia); das mulheres que são acossadas por tarados, violadas por estupradores e agredidas por companheiros violentos (no que hoje se denomina de “feminicídios”); ou ainda, dos que tem a sua fé usurpada por líderes religiosos mercantilistas (por gurus e “curandeiros de áraque”) e dos que são caluniados, injustiçados ou “atados na cruz” (igual ao filho de Deus), em um Mundo com seus incorrigíveis preconceitos e desigualdades sociais.
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웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* “Garfield e Odie” (1978), criações do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).