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Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, será a Copa do Mundo o maior exercício de faz de conta coletivo que a humanidade já criou?... ou trata-se de uma emoção genuína compartilhada por nações diversas, onde por algumas horas, o futebol transforma estranhos em amigos?
Vamos começar pelo aspecto econômico da Copa do Mundo: os preços exorbitantes dos ingressos fizeram desta a edição mais cara da história do torneio. A estratégia da FIFA de transformar a Copa em um show, somada aos custos de viagem e hospedagem na América do Norte, transformou o evento em um produto para a elite, deixando a classe trabalhadora praticamente fora dos estádios... e isso tratando-se de um esporte que sempre foi um lazer popular.
Quarenta e oito países cruzaram seus caminhos durante a Copa do Mundo, que durou 39 dias (de 11 de junho a 19 de julho/2026); nas arquibancadas, nações confraternizavam pacificamente em meio a um Mundo em guerra. Quem dera a vida realmente imitasse a arte... é maravilhoso deixar-nos levar por tal ilusão. E, na final, em mais uma reviravolta lamentável da FIFA, coube a Donald Trump¹ entregar o troféu à seleção espanhola, invadindo, literalmente, a foto no pódio dos campeões, ficando de “papagaio de pirata”. Mais uma quebra de protocolo da relutância de Trump em ceder o momento aos vencedores.
Seguindo falando de vaidades, agora de dois jogadores de futebol nascidos em (5 de fevereiro), me parece que a megalomania do interminável CR7 - Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro (5 de fevereiro de 1985), o leva a pensar que o “cristianismo” consiste nas pessoas que o seguem nas redes sociais. Atualmente, sobra-lhe vaidade e falta futebol; quanto ao nosso Neymar da Silva Santos Júnior (5 de fevereiro de 1992), ele não serviu nem para cair no gramado durante esta Copa do Mundo. Atualmente, Neymar Jr. é jogador profissional de Poker... então, que vá para a “casa do BRALHO!”
Mas porque, gostamos tanto o futebol? É porque, a centelha do frenesi coletivo de uma partida da Copa do Mundo acende-se na catraca. O torcedor, carregando o peso de um passaporte que o Mundo insiste em escrutinar, escaneia o código de barras e cruza uma fronteira invisível. Lá dentro, o protocolo geopolítico implode... um homem agitando uma bandeira da Palestina divide um pacote de pipoca com um sujeito de camisa azul e branca. Duas cadeiras adiante, um ucraniano e um russo fingem que o único território em disputa são os trinta centímetros quadrados de um degrau de concreto... e nem a Rússia nem a Ucrânia sequer se classificaram para a 23ª Copa do Mundo.
Durante noventa minutos mais acréscimos, o planeta suspende a incredulidade. Olhamos para o gramado verdinho e aceitamos a mentira mais bonita da terra: a de que os conflitos humanos podem ser resolvidos com uma bola de couro e dois exércitos de onze soldados, duas etapas regulamentares e um trio de arbitragem contestável aliado ao VAR². Queremos desesperadamente acreditar que aquela guerra é apenas um jogo com regras claras, onde o pior que pode acontecer é um gol de pênalti ou uma eliminação dolorosa na fase de grupos.
Nas arquibancadas, o Mundo exterior, marcado por feridas reais das guerras, encontra um alívio artificial. O ódio é despejado sobre os assistentes de arbitragem (bandeirinhas), que, graças aos avanços tecnológicos, marcam impedimentos com base em meros fios de cabelo cruzando a linha limite da regra, enquanto a intolerância dá lugar à ansiedade compartilhada de uma cobrança de escanteio aos 48 minutos do segundo tempo.
A Copa do Mundo é um pacto de paz temporário, selado com cerveja comum a preços exorbitantes, pintura facial e perucas engraçadas. Uma utopia com data de validade impressa no ingresso.
Quando o árbitro apita o fim do jogo, o feitiço começa a quebrar. A multidão escoa pelos portões, a realidade volta a cobrar o seu preço e as notificações de bombardeios da violência bélica piscam novamente nas telas dos Smartphones. Mas, por algumas semanas, quarenta e oito nações insistiram em nos dar o direito à ilusão. E, no fundo, a gente sabe que só suporta a crueza dos dias porque, de vez em quando, a arte nos deixa esquecer quem realmente somos.
A Copa do Mundo de (2026), sediada por Canadá, EUA e México, marcou a descoberta de muitos jovens talentos promissores do futebol, bem como a despedida de inúmeras superestrelas, incluindo os protagonistas da final: o jovem espanhol Lamine Yamal³ e o veterano argentino Lionel Messi³. O camisa 10 argentino foi superado em campo, mas, não derrotado no mundo do futebol, onde dançou seu “último tango em New Jersey”.
Em (2007) Messi e Yamal viveram juntos algo que só os deuses do futebol conseguem explicar. Quase duas décadas antes de se enfrentarem na final de Copa do Mundo, ambos protagonizaram um encontro que se transformou em uma das imagens mais marcantes da história do futebol. Algumas fotos foram tiradas durante um ensaio beneficente organizado pelo jornal catalão Diari Sport em parceria com a UNICEF. Na época, Messi tinha apenas 20 anos e despontava como uma das grandes promessas do Barcelona. Já Lamine Yamal era um bebê de poucos meses, escolhido por sorteio para participar da campanha solidária ao lado da família, onde Yamal aparece literalmente na banheira, sem estar em posição de impedimento.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Donald John Trump (14 de junho de 1946), 45º e 47º Presidente dos EUA.
² O VAR utilizado no futebol, é a sigla que significa: “Video Assistant Referee” - Árbitro Assistente de Vídeo.
³ Lamine Yamal Nasraoui Ebana (13 de julho de 2007) e Lionel Andrés Messi Cuccittini (24 de junho de 1987).
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s♪ A música “Wonderwall”, da banda de rock inglesa Oasis, formada em (1991) em Manchester, tornou-se o grande hino que impulsionou a seleção da Inglaterra durante a Copa do Mundo de (2026). A faixa clássica de (1995), virou a voz das arquibancadas e trilha sonora oficial das comemorações da equipe inglesa, no campo e vestiário, após cada vitória.
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