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Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, a famosa frase: “Corra, Forrest, corra!” - nos remete ao filme “Forrest Gump” (1994), no qual o jovem protagonista, interpretado por Michael Conner Humphreys (1º de março de 1985), consegue se libertar dos aparelhos ortopédicos nas pernas que usava para corrigir problemas decorrentes de uma coluna torta; começando a correr enquanto tenta fugir de “bad boys” que cometiam bullying contra ele. Tom Hanks (9 de julho de 1956), interpretou “Forrest” adulto e continuou a correr.
Mas, onde quero chegar com toda esta correria? Quero chegar na rota de fuga patética adotada pelo candidato derrotado na eleição presidencial de (25 de outubro de 2026), no nosso Brasil varonil.
Flávio Nantes Bolsonaro (30 de abril de 1981), advogado e político ítalo-brasileiro, é filiado ao Partido Liberal (PL), tendo fugido para a Argentina e, posteriormente, para os Estados Unidos, acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro (22 de outubro de 1986), que, durante a campanha presidencial, descreveu-o como o “Bolsonaro moderado”. Com eles estão suas duas filhas adolescentes, Luiza Bolsonaro (2012-) e Carolina Figueira Bolsonaro (2014-). A família deixou para trás uma sensação de vergonha, um sentimento compartilhado pelos 59.826.041 eleitores que votaram em Flávio no segundo turno da eleição. A retórica patriótica do “salvador da nação” simplesmente evaporou... ela, literalmente, ganhou asas e voou para o Texas.
Flávio Bolsonaro, sua esposa e suas filhas partiram de Brasília por via terrestre, cruzando a fronteira em Foz do Iguaçu em direção a Puerto Iguazú (Argentina). De lá, embarcaram em um jato particular de luxo, fizeram uma escala em Guayaquil (Equador) para reabastecimento e pousaram em Miami (EUA). Toda esta operação foi viabilizada por Javier Gerardo Milei (22 de outubro de 1970), atual presidente da Argentina e, por Jason Miller (1974-), assessor de comunicação da Casa Branca, que confirmou ter auxiliado na logística e por ter providenciado o jato particular (Gulfstream G400, operado pela empresa Baires Fly), que transportou o ex-senador Flávio Bolsonaro e sua família para os Estados Unidos. Donald John Trump (14 de junho de 1946), presidente dos Estados Unidos, alega não ter tido qualquer envolvimento nesta fuga (será?); contudo, ele facilitou a obtenção de vistos para toda a família de Flávio.
Estimativas sugerem que o custo total do voo particular que transportou o “fugitivo” Flávio Bolsonaro e sua família para os Estados Unidos, incluindo o aluguel da aeronave, operações de voo, transporte terrestre e outras taxas, pode ter chegado a mais de R$ 1 milhão. São necessários 617 salários mínimos integrais para acumular R$ 1 milhão, com base no atual salário mínimo nacional, de R$ 1.621,00 (pouco mais de 51 anos e 4 meses acumulando 100% do salário mínimo integralmente, sem gastar absolutamente nada com moradia, alimentação, saúde, transporte, etc...). Agora fica a pergunta: quem pagou esta conta?
Estimativas sugerem que o custo total do voo particular que transportou o “fugitivo” Flávio Bolsonaro e sua família para os Estados Unidos, incluindo o aluguel da aeronave, operações de voo, transporte terrestre e outras taxas, pode ter chegado a mais de R$ 1 milhão. São necessários 617 salários mínimos integrais para acumular R$ 1 milhão, com base no atual salário mínimo nacional, de R$ 1.621,00 (pouco mais de 51 anos e 4 meses acumulando 100% do salário mínimo integralmente, sem gastar absolutamente nada com moradia, alimentação, saúde, transporte, etc...). Agora fica a pergunta: quem pagou esta conta?
“Deus, pátria e família”... um lema que ressoou com tanta força na esfera política e moldou o debate eleitoral nos últimos anos, parece ter encontrado seu contraponto no silêncio de uma partida apressada e covarde... ao apagar das luzes, ao cerrar das cortinas, antes do fim do espetáculo.
A contradição entre as proclamações inflamadas de vitória feitas por Flávio durante o primeiro turno e sua conduta no momento decisivo do segundo turno escancara o abismo que, muitas vezes, separa o palanque eleitoral da realidade. O Brasil não pertence à família Bolsonaro... O Brasil pertence ao povo brasileiro (independentemente de sua escolha partidária). Afinal, hoje há mais membros desta família nos Estados Unidos do que no Brasil.
Ao fugir do Brasil e sair de cena justamente no momento em que se desenrolava o “day after” à eleição decisiva, Flávio não apenas desestabilizou sua própria base, como também expôs fraturas internas e o constrangimento daqueles que tentaram cultivar uma imagem de mudança governamental e moderação. Este êxodo, em um momento tão crítico, mina a narrativa de um compromisso incondicional com a nação, deixando um rastro de desilusão entre os milhões de eleitores que nele depositaram sua confiança nas urnas, eleitores que agora se sentem abandonados diante de promessas não cumpridas, incluindo a garantia de que ele não fugiria do Brasil e que entregaria seus passaportes à Polícia Federal. Porém, Flávio alega ter fugido por estar prestes a ser preso. Mas, não existe uma máxima popular muito conhecida qual afirma, que quem não tem nada a esconder ou dever não tem nada a temer?
No fim das contas, a retórica grandiloquente desmorona diante de interesses pragmáticos, oportunistas e egoístas. O “eleitorado bolsonarista” vê-se confrontado com a constatação de que, num momento em que as circunstâncias exigiam firmeza, todo aquele patriotismo, ostentado nas camisas da seleção brasileira, deu lugar a um instinto cru de autopreservação.
Notem que, até este ponto do texto, não mencionei o candidato vencedor sequer uma vez; contudo, devido às declarações infelizes feitas por Flávio durante o último debate na TV, Luiz Inácio Lula da Silva (27 de outubro de 1945), passa, agora, a figurar no texto. Meu objetivo principal aqui é ressaltar o desrespeito demonstrado pelo lado derrotado, um lado que afirmou que aceitaria os resultados das urnas, porém, que, mais uma vez, não o fez, tal como ocorreu com seu pai, Jair Messias Bolsonaro (21 de março de 1955) e assim, Flávio mostrou o dedo do meio aos seus próprios eleitores.
Quanto ao gesto de mostrar o dedo, durante o debate da TV Globo no segundo turno da eleição presidencial, o senador (e então candidato), Flávio Bolsonaro comentou: “O salário mínimo não faz sentido se você dá com uma mão e tira com os nove dedos”. - uma alusão preconceituosa ao fato de o presidente Lula ter perdido o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho, ocorrido em (1964), quando atuava como torneiro mecânico no turno da madrugada, na empresa Metalúrgica Independência, em São Paulo. Por outro lado, Flávio Bolsonaro, que se orgulha de ter os dez dedos nas mãos, atuou como advogado de defesa do cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Bruno Dias Delaroli (1996–), em um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Delaroli é acusado de matar a menina Ana Clara Gomes Machado (2016–2021), de 5 anos, em Niterói, Rio de Janeiro, em (fevereiro de 2021). Atualmente, ele aguarda julgamento em liberdade.
Mas, não se enganem: nenhum político é santo. As gestões do Partido dos Trabalhadores (PT), que já teve até Lula preso e Dilma Vana Rousseff (14 de dezembro de 1947), sofrendo impeachment, sendo definitivamente afastada do cargo pelo Senado Federal em (31 de agosto de 2016), por 61 votos a 20, apresenta ainda hoje muitos “fios soltos e desencapados”, problemas mal resolvidos de corrupião e vulnerabilidades políticas expostas. Mas, como Lula prometeu fazer deste o seu melhor mandato de todos, estaremos atentos e cobraremos esta promessa.
E, no que diz respeito à liberdade e, a ter qualquer senso de vergonha na cara, ao fugir do país na calada da noite, Flávio Bolsonaro perdeu qualquer resquício de bom senso que porventura pudesse ter tido um dia.
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Gilberto Gil
[Fugindo Pela Europa em Família]
♫Vamos fugir
Deste lugar, baby
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue.
Vamos fugir
“Proutro” lugar, baby
Vamos fugir
Pra onde quer que você vá
Que você me carregue.
Diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu.
Vamos fugir
“Proutro” lugar, baby
Vamos fugir
Pra onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue.
Deste lugar, baby
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue.
Vamos fugir
“Proutro” lugar, baby
Vamos fugir
Pra onde quer que você vá
Que você me carregue.
Diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu.
Vamos fugir
“Proutro” lugar, baby
Vamos fugir
Pra onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue.
Vamos fugir
Deste lugar, baby
Vamos fugir
Deste lugar, baby
Vamos fugir
Pra onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue.
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae.
Onde a gente escorregue.
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae.
Tô cansado de esperar
Que você me carregue.♫
Que você me carregue.♫
°°°
♪ “Vamos Fugir” (1984), é uma canção de Gilberto Passos Gil Moreira (26 de junho de 1942), cantor, compositor, músico, político e escritor brasileiro, além de membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) e de Arnolpho Lima Filho, conhecido como Liminha (5 de maio de 1951), produtor musical e ex-baixista da banda Os Mutantes.
♪ “Vamos Fugir” (1984), é uma canção de Gilberto Passos Gil Moreira (26 de junho de 1942), cantor, compositor, músico, político e escritor brasileiro, além de membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) e de Arnolpho Lima Filho, conhecido como Liminha (5 de maio de 1951), produtor musical e ex-baixista da banda Os Mutantes.
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