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Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, já escrevi alguns livros e sempre fui contratado por uma editora. Não tenho nada contra autores que pagam para ter um livro publicado, mas, como jornalista, é justo receber pelo meu trabalho de escrita; afinal, isso é mais do que apenas um ofício ou um dom, é a minha profissão.
Precisamos alternar entre diferentes tipos de mentalidades para dar descanso à nossa mente. Ninguém trabalha sem parar... e ninguém vive em um estado de férias perpétuas; deve haver um meio-termo. A vida vai e vem iguais as ondas do mar, tem seus fluxos e refluxos. Tudo é cíclico e se renova constantemente. E, enquanto isso, seguimos vivendo, “interpretemos papéis”, atuamos; somos todos, ao mesmo tempo, artistas e público neste grande circo. Quando os aplausos finalmente surgem, marcam a despedida de mais um palhaço que deixou de ser fonte de riso para se tornar eterno... “da capo sine fine”¹
E assim, muitas vezes nos vemos perdidos, tal e qual o cachorrinho “perdido”, retratado no cartaz colado ao poste... Antes de finalmente reencontrar seu animal de estimação, o Sr. João recebeu muitos trotes, fruto da falta de compaixão humana. Em suma: os seres humanos são céticos, egoístas e desprovidos de compaixão. O que aconteceu com sermos a imagem e semelhança de Deus? Definitivamente a humanidade não deu certo.
Como diz um dos meus aforismos:
“O ser humano brinca de odiar e odeia brincando!”
O que dizer sobre a antipatia gratuita? Parece que nos esquecemos de como conversar uns com os outros. Hoje em dia, as pessoas não conversam... elas litigam; e, como o sistema judiciário é lento, as inimizades “fermentam” e perduram.
Ninguém precisa odiar São Paulo para amar o Rio de Janeiro. Na verdade, ninguém deveria odiar nada nem ninguém. Se você não gosta dos meus livros, não os leia (embora, assim como ocorre com a antipatia gratuita, não se pode desgostar de um livro apenas olhando sua capa). Ou seja: se algo ou alguém lhe desagrada, evite o que o incomoda e mantenha distância de quem lhe é antipático (seja de forma gratuita ou não). Mas, pare de nutrir raiva; pois, esta é uma emoção que drena a tua ternura e o diminui aos teus próprios olhos, afastando pessoas boas que, muitas vezes, não querem nada de ti, além da tua companhia.
Quem tem caráter, não pode e nem deve suscitar debates acalorados, tão pouco deve encerrar o discurso democrático. Como se diz: “gosto não se discute” ou “cada um é cada um”... expressões usadas para transmitir a ideia de que cada pessoa tem preferências e opiniões diferentes e isso além de normal, é salutar.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “Da capo sine fine”, é uma expressão que significa: “do início” e “sem fim”, criando um loop musical eterno sem resolução final... infinito (∞). “Da Capo” (D.C.), é um sinal musical que indica a repetição de um trecho desde o início da peça. “Fine” é um sinal musical que indica o fim da peça.
² O filme “O Código Da Vinci”, assim como o livro original do escritor norte-americano Daniel Gerhard Brown (22 de junho de 1964), conhecido por assinar como Dan Brown, é uma obra de ficção. Embora utilize cenários reais, como o Museu do Louvre, obras de arte legítimas e mencione instituições existentes (como o Opus Dei), toda a trama principal sobre teorias da conspiração religiosas é invenção literária.
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| ♪Da Capo al Fine♪ (geralmente abreviado como D.C. al fine), é um termo musical em italiano que significa: “Do início ao fim”. |
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Caro amigo Douglas,
ResponderExcluirÉ das mais tocantes e encantadoras as
suas ponderações, principalmente quando
você traz à luz o entendimento de que, não
raras vezes, deixamos de visitar algum
amigo simplesmente pelo fato de não
termos sido visitados por alguma tempo.
Inegavelmente, o erro ocorre de ambos os
lados, mesmo porque, cada qual tem seus
motivos que são estritamente pessoais,
mas como não observamos isso, os
vínculos sociais que unem as pessoas
pouco a pouco se dissipam.
As nuanças do seu pensar em vários
sentidos são das mais admiráveis e lhe
aplaudo por isso.
Meus sinceros parabéns e um grande
e fraterno abraço.
Meu caro amigo Antenor,
ExcluirNo mundo de hoje, deixamos de visitar uns aos outros e, apenas cumprimos a obrigação de comparecer onde é estritamente necessário.
A dinâmica dos almoços em família perdeu-se em meio à falta de tempo e à ascensão da tecnologia.
Parece contraditório estar constantemente conectado e, ainda assim, não conseguir se comunicar de verdade; vemo-nos através de telas, e isso nos basta. Muitas pessoas trocam as únicas palavras do dia com atendentes de padarias ou supermercados, dada a profunda solidão em que vivem.
Os idosos carecem de companhia devido ao abandono por parte de suas famílias, enquanto os jovens não conversam entre si por causa das telas.
E assim a humanidade avança, confiando na inteligência artificial enquanto se esquece de exercitar a inteligência humana.
Bom feriado!
Retribuo o teu abraço caloroso e fraternal!!!