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domingo, 27 de setembro de 2020

“Pitty a Pin-Up Balzaquiana”

Trago aqui no ®DOUG BLOG, uma das mulheres da minha vida. Esta em especial, adora Rock, piercings e tatuagens em seu corpo todo.
   
Priscilla Novaes Leone (7 de outubro de 1977), uma baianinha porreta, que atende pelo nome artístico: Pitty.
    
É considerada uma das melhores representantes da música brasileira contemporânea. Uma cantora de voz melodiosa e marcante, excelente compositora/letrista, que mais recentemente, se aventurou na TV - canal (por assinatura) GNT, atuando no time de apresentadoras do programa: “Saia Justa”.
   
Pitty diz ser agnóstica e nunca ter tido interesse por usar drogas ilícitas: “Tô mais pra agnóstica, desconfio das religiões... - A galera fumava (maconha), eu não tinha vontade. Se todo mundo fumava, queria ser do contra.”
   
A cantora já se apresentou internacionalmente, tendo feito shows em Portugal, Estados Unidos, Argentina e Japão. Além de ter se destacado em grandes festivais brasileiros: Rock in Rio, Lollapalooza e João Rock.
   
Pitty, foi eleita 35ª vocalista de Rock mais sexy do Mundo em (2010), pelo site: Frantik Mag.
   
Casou-se com: Daniel Weksler (10 de janeiro de 1986), baterista da banda: NX Zero, em (22 de dezembro de 2010), primeiro no civil, após, em uma cerimônia judaica, trajando um vestido vermelho (já que Pitty, não gosta de usar a cor branca). Ela também não quis carregar um buquê. O casal tem uma filha de 4 anos: Madalena Novaes Leone Weksler (11 de agosto de 2016), nascida de cesariana, em São Paulo, onde Pitty reside desde (2003).
   
No ano de (2010), a cantora fez um ensaio sensual para uma revista especializada em tatuagens. Mas, a primeira tatuagem de Pitty, foi aos 15 anos, uma rosa na perna. Outras tatuagens são: uma clave de sol no braço; no ombro esquerdo, possui estrelas verdes, em torno de uma flor preta; nas costas, há um tribal e um lagarto; nos dedos da mão direita, os naipes do baralho; na parte de trás da perna esquerda, a cantora possui um desenho de Tara (deidade feminina do budismo), flores cercadas de arames, além de ter escrito a frase: “... tudo vai passar...” (com relação à COVID-19); no braço, possui uma coruja; um pouco acima dos seios, duas cerejas vermelhas; na coxa da perna esquerda, uma cinta-liga vermelha; no antebraço direito, existem três desenhos, entre eles: o rosto de Charles Chaplin¹, a frase: “Medium Rare - ao ponto”; e no pulso, possui estrelas verdes; flores vermelhas, no pé esquerdo e na perna direita, um violão. Mas, como acontece com qualquer pessoa muito tatuada, outros desenhos serão obviamente adicionados futuramente à sua pele, além desses mencionados.
   
Em (2013), Pitty quase chegou ao óbito. Ela ficou internada por quase um mês, em uma UTI - Unidade de Tratamento Intensivo, devido a uma forte hemorragia (causada por uma crise de hipotiroidismo), necessitando de intubação, pois, não conseguia respirar.
   
A canção da Pitty que mais gosto (e que melhor me representa), é: “Me adora - álbum: Chiaroscuro (2009), seu maior sucesso, entre tantos outros hits.
   
Mas, a música que completará esta postagem, homenageando nossa linda “Pin-Up Balzaquiana”²/³, tão talentosa, é: “Fracasso - também do álbum: Chiaroscuro”. Porém, fracasso é uma coisa que Pitty desconhece, em sua carreira bem apimentada.

Prêmios na música: 
Melhores do Ano (Faustão) — Troféu Imprensa (SBT) — Associação Paulista de Críticos de Arte — Prêmio Multishow de Música Brasileira e o MTV Video Music Brasil. Concorreu quatro vezes ao Grammy Latino, mas, nunca venceu.

Álbuns:
(2002 — 2004): “Admirável Chip Novo e Sucesso Nacional”
(2005 — 2008): “Anacrônico e {Des}Concerto — ao Vivo”
(2009 — 2011): “Chiaroscuro e A Trupe Delirante — no Circo Voador”
(2011 — 2013): “Agridoce”
(2014 — 2016): “Sete Vidas”
(2017 – 2020): “Matriz”
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Sir. Charles Spencer Charlie Chaplin Jr. (16 de abril de 1889 - 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor, compositor, roteirista, produtor e editor britânico, de quem Pitty é grande admiradora.

² Nos anos (1940/1950), o pintor norte-americano, Gillette Elvgren - Gil Elvgren (15 de março de 1914 - 29 de fevereiro de 1980), começou a pintar modelos voluptuosas, denominadas: “Pin-ups”, cujas imagens sensuais em cartazes, exerciam um forte atrativo na Cultura Pop.

³ “Balzaquiana”, é um adjetivo que qualifica mulheres entre 30 e 40 anos de idade. A expressão “mulher balzaquiana”, teve sua origem, após a publicação do romance: “A Mulher de Trinta Anos”, do escritor francês: Honoré de Balzac (20 de maio de 1799 - 18 de agosto de 1850).




“Fracasso” (2009)

♫O êxito tem vários pais
Órfão é o seu revés
Aos que sofrem, por fim o céu
Abranda a raiva
O que trago sobre os ombros é meu e é só meu
Sustento sem implorar a benção e o pesar
Mais vil é desdenhar do que não se pode ter
Vive tão disperso, olha pros lados demais
Não vê que o futuro é você quem faz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça
Atribui ao outro a culpa por não ter mais
Declara as uvas verdes, mas não fica em paz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça.

O maestro bem falou
A ofensa é pessoal
Quem aponta o traidor
É quem foi traído
Já sabe o que é cair, ao menos tentou ficar de pé
E, vítima de si, despreza o que nunca vai ter
O mais verde é sempre além do que se pode ter
Vive tão disperso, olha pros lados demais
Não vê que o futuro é você quem faz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça
Atribui ao outro a culpa por não ter mais
Declara as uvas verdes, mas não fica em paz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça.

Vive tão disperso, olha pros lados demais
Não vê que o futuro é você quem faz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça
Atribui ao outro a culpa por não ter mais
Declara as uvas verdes, mas não fica em paz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça
Ah, porque o fracasso lhe subiu a cabeça
Ah, porque o fracasso lhe subiu a cabeça.♫

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

“Solidão”

Ainda estamos cumprindo dias de quarentena, embora alguns menos ajuizados (cansados da solidão), resolveram “fazer amizade” com o vírus e tentar a sorte.

Da varanda do meu apartamento, todas às noites, avisto pelas janelas, alguns vizinhos assistindo TV, outros fumando seus cigarros (na madrugada que se anuncia), alguns acenam suas mãos, esperando um aceno de volta... são sintomas do “insulamento pandêmico”.

É até normal que nesta fase de desterro social (principalmente os nossos idosos), sintam-se encantoados, pois, a maioria dos “nossos velhinhos”, nem de informática são familiarizados. 

Quem nunca se sentiu só, antes mesmo da pandemia? Muitos, mesmo estando cercados por Maracanãs repletos de pessoas ao redor, já tinham a solidão batendo ponto em suas vidas. 

Estar só, não significa transformar tudo em uma novela mexicana e sim, saber observar que a solidão não faz vítimas fatais, o que faz vítimas fatais atualmente, é o vírus, mas, este é um caso da ordem de saúde médica-hospitalar e não de dramaturgia ou literatura.

A solidão machuca, deixa suas escoriações, mesmo quando decidimos ficar sozinhos (por vontade própria, na solitude), pois, nenhuma solidão é boa companhia, nem a social e muito menos a virtual, esta, imposta pelos modernos Smartphones Touch Screen, conectados nas Redes Sociais, que nos dão a falsa impressão de mantermos milhares de amigos. A Web nos permite até estar “nas nuvens”, sem a necessidade de um Céu sobre nossas cabeças.

Um estudo da ONU - Organização das Nações Unidas, revelou que a população global atual (2020), mesmo com tantas baixas pela COVID-19, é de: 8 bilhões de habitantes no Mundo. Então, como é possível crer que ainda exista alguém sentindo solidão, neste nosso Mundo tão empachado de gente? Mas, o pior, é que mesmo com tanta gente, existem pessoas à beça se sentindo só por aí.

A solidão acontece em abundância, pois, somos parte de uma engrenagem hipócrita, que vive de aparências sociais. Algumas pessoas incultas, preferem estar na companhia de gente ainda mais inculta que elas (mesmo que seja de modo virtual), para que assim, todos possam coexistir, sem ganhar nada com isso, porque, elas vivem fazendo de conta, nesta verdadeira dança das cadeiras sem fim.

Já abordei vários temas aqui no ®DOUG BLOG, entre eles: timidez. E hoje, mais uma vez eu afirmo, que nem as pessoas tímidas, gostam só da companhia delas mesmas, pois, como bem disse o poeta jacobita inglês, John Mayra Donne (22 de janeiro de 1572 - 31 de março de 1631): “Nenhum homem é uma ilha isolada!” 

Baseado nesta frase, creio que a solidão só serve, para pessoas que querem se esconder de si mesmas, fazendo acrobacias para se manter longe das relações, que na cabeça delas, desafiariam até a lei da gravidade.

A solidão com o tempo só traz lágrimas e depressão (esta sim perigosa, pois, afeta a saúde da mente e do corpo), tornando a sensação de tomar conta da própria vida, em fracasso e desinteresse. 

Momentos de introspecção são necessários em nossas vidas. Mas, introspecção e sermos seres solitários, são duas coisas distintas, pois, mesmo quando acreditamos estar muito bem acompanhados, inevitavelmente, um dia, parentes e amigos nos desapontam de alguma maneira e aí, começa aquele teatro, onde interagimos muitas vezes por educação (mas, isso cansa), até o dia, que nos excluímos (ou somos excluídos), até dos grupos de família do WhatsApp, por exemplo.

Imagine a seguinte cena: você entra em um restaurante, se senta, pede o cardápio, janta; pede uma sobremesa, come; pede um cafezinho, toma; paga a conta e vai embora. Todos ao seu redor pensam: “coitadinho, que pessoa solitária, jantando sozinho(a)”. 

Mas, estar só, pode significar tantas coisas. Você pode estar saindo de uma relação, pode estar de luto, pode estar trabalhando provisoriamente em uma cidade (que não é a de sua residência) e, em todos estes casos, você precisa comer, mesmo que seja de maneira solitária e, em nenhum destes casos a solitude é digna de pena. 

Ou seja, não somos o quê pensam de nós, já basta este Mundo louco e pandêmico em que vivemos, onde quase nada de correto conseguimos observar ao nosso redor no momento. Tecer um elogio parece ser algo sofrido de acontecer, mas, uma crítica, está sempre afiada, fácil de sair da boca das pessoas. Mas, fofocas e maledicências hoje (como quase tudo no Mundo), são realizadas no modo digital, pois, muitos estão entorpecidos pelo vício virtual, muitos por vontade própria, outros tantos adotados pela quarentena.

Tem dias que a companhia mais fascinante que conheço, sou eu mesmo. Gosto de passar umas horas exercitando o meu bate-papo pessoal. Vocês que são pais/mães, observem os seus filhos, pois, crianças são especialistas nos bate-papos interiores (e não é à toa, que muitas vezes, sinto saudade daquelas boas épocas de menino, que vivi). 

Clarice Lispector (10 de dezembro de 1920 - 9 de dezembro de 1977), disse: “... que minha solidão me sirva de companhia, que eu tenha a coragem de me enfrentar...” - o grande erro do solitário é este, não conseguir enfrentar a si mesmo (e ao seu degredo), de peito aberto.

Eu gosto dos encontros casuais, do que é súbito. Aprecio poder viajar pelo Mundo, andar por aí com a liberdade, de saborear o vento que bate em meu rosto e em meus cabelos prematuramente grisalhos. Gosto da companhia das boas músicas e dos muitos escritores (sempre meus cúmplices). Aí, neste meu bate-papo interior, eu começo a relembrar tudo que já vivi, das tantas pessoas que já estiveram ao meu lado e, sinto falta de muita gente... Pessoas que li e não conheci (mas, que adoraria ter conhecido), gente que amei incondicionalmente e se foi... Esposa, avó, mãe, pai e alguns amigos. Mas, de contrapartida, lembro de gente, que eu prefiro correr delas, igual ao “Forrest” correu no filme: (“Forrest Gump – O Contador de Histórias” (1994), pois, estas, são tão nocivas quanto ao Novo Coronavírus.

A solidão mesmo sendo uma expressão múltipla, ela é só um momento infeliz em nossas vidas. Assim sendo, estas frases do filósofo francês, Paul Valéry (30 de outubro de 1871 - 20 de julho de 1945), se fazem pertinentes: “Um homem só está em má companhia!” e “Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade!” 

Ou seja: tenham calma meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, mantenham o equilíbrio (mesmo que introspectivamente), nestes dias de tamanhas incertezas (por mais difícil que isso possa parecer no momento), porque, um dia a solidão passará, pois, na vida, tudo é mesmo passageiro, mutável e perecível. E assim, um aceno de mão (vindo de um vizinho, pela janela e/ou sacada), vizinho este que você nem conhece... ou um sorriso seguido de uma palavra positiva, podem salvar a solidão de ambos, deste “exílio de ensimesmamento” de todos nós. 




“Solidão Que Nada” (1987)

♫Cada aeroporto
É um nome num papel
Um novo rosto
Atrás do mesmo véu
Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar.

Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada
Solidão, que nada.

Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo (tudo)
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não 
(não há promessas)
É só um novo lugar.

Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada
Solidão, que nada.
  
Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada.♫
°°°
“Solidão Que Nada”, é uma composição de: Agenor de Miranda Araújo Neto - Cazuza (4 de abril de 1958 - 7 de julho de 1990); George Alberto Heilborn Israel (16 de maio de 1960) e Nilo Romero Filho (1° de agosto de 1960).

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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.